24 de mar de 2009

A Grande Catástrofe de 2009

Saiu hoje no site do Instituto Mises Brasil um importante artigo do consagrado economista Gerald Celente expondo previsões aterradoras sobre o cenário econômico de 2009. Sugiro enfaticamente a leitura do artigo. Conforme expõe Leandro A. Roque, para quem não sabe
Gerald Celente tem aparecido em vários programas americanos prevendo que os EUA enfrentarão escassez de comida - o que provocará saques em supermercados e distúrbios sociais - e maciças revoltas antitributárias. Seu passado de acertos é respeitável: ele previu a revolução iraniana, o crash da bolsa de valores americana em 1987, o fim da União Soviética, a Crise Asiática, o trimestre exato do estouro da bolha da internet e a crise do subprime. Em 2007, previu o pânico financeiro de 2008, chegando inclusive a declarar naquela época que "gigantes tombarão para a morte". Ficou famosa uma entrevista sua, ainda em dezembro de 2007, dizendo que no ano seguinte dar-se-ia início uma crise econômica "do tipo que os que estão vivos jamais presenciaram".

Não necessariamente um seguidor da escola austríaca (ele nunca se pronunciou a respeito), seu método de análise financeira tem as bases sólidas desta.

O desolador panorama retratado a seguir é para a economia americana. Celente prevê que chegou a hora do estouro da bolha imobiliária comercial. Fica a cargo do leitor decidir se essa análise é crível ou não, bem como o possível impacto disso na economia brasileira. Repetindo: o cenário descrito abaixo não é nada auspicioso.

Um comentário:

Anônimo disse...

As vezes acho os textos do blog Mises incoerentes e fico confuso, daí fazer tentar aqui tirar essa dúvida.

No recente texto do Peter Schiff "Isso pode até chocar alguns", o autor esclarece bem a razão de uma economia não poder crescer basada em crédito ao consumo.

Até aí tudo bem. Só que no antepenultimo parágrafo ele frisa que o aumento de crédito implica em aumento de preços.

E aqui surge a dúvida.

Pq não houve inflação nos EUA com a bolha de crédito subprime ?

Outra coisa. O autor Leandro Roque no mesmo site publica um artigo "Exemplo Clássico - parte II" para mostrar que a escola austríaca é a correta conclui que a consequência da expansão creditícia do governo na economia real foi o aumento do desemprego (?!?)(parágrafos 7 e 8 -
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=243)

Não deveria ter sido o aumento da inflação ?????