9 de jul de 2006

O Mito do Protocolo de Kyoto

Muito se tem dito sobre o aquecimento global e a afirmação mais delicada é que o aquecimento global é resultado da ação humana. Para tanto, diversos países sugerem um acordo que prevê determinadas ações e medidas de controle para reduzir a emissão do gás Dióxido de Carbono (CO2), o suposto causador do aquecimento. Como sabemos, esse acordo está personificado no chamado Protocolo de Kyoto. Enquanto ambientalistas espertos (geralmente vinculados a alguma ONG) e outros tantos sujeitos bem intencionados, mas ignorantes, tacam horror no mundo sobre o apocalipse climático gerado, sobretudo, pelas nações mais ricas (leia-se EUA), por outro lado, estudos e pesquisa séria advertem que essa história não está bem contada. De fato, ela está mistificada com erros e invencionices sensacionalistas para que ONGs e governos tirem proveito desse “consenso ambiental” insensato que tem se formado.

O estudo do respeitável estudioso Christopher L. Dodson, mostra que se o Protocolo de Kyoto for implementado, o resultado inevitável será o declínio da produção e do emprego e o empobrecimento ainda maior dos países subdesenvolvidos. Segundo Dodson “se as restrições aplicadas à produção sugeridas pelo Protocolo de Kyoto chegar a ser implementadas, a economia mundial chegará perto de sucumbir”. O estudo revela que suas diretrizes são antieconômicas. Só para pegarmos um exemplo dos resultados práticos, prevê-se que só em energia elétrica os custos aumentarão em 52% até o ano de 2010. E o mesmo ocorreria com os custos da gasolina.

Mas não é apenas em termos de retrocesso econômico e aumento da pobreza que o Protocolo de Kyoto é danoso. É exatamente naquilo que ele diz combater, ou seja, o aquecimento global. Não há nenhum estudo científico que comprove que o aquecimento global tenha alguma relação com a emissão do gás Dióxido de Carbono e tão pouco que o aquecimento está associado a ação empresarial das nações industrializadas. É o que diz mais de 4.000 cientistas, incluindo 72 ganhadores de Prêmios Nobéis, quando assinaram o Apelo de Heidelberg alertando as nações industrializadas que não existem evidências científicas que justifiquem os cortes de produção a fim reduzir supostos impactos ambientais.

Curiosamente, Sterling Burnett, Analista para Assuntos Ambientais da National Central for Policy Analysis, mostra que o período onde o aquecimento da terra esteve mais elevado foi entre os séculos 10 e 15. A quem interessar possa, seu artigo pode ser lido neste endereço www.ncpa.org/ba/ba230.html.

Nesse contexto ambientalóide, o que os arautos da governança mundial querem nos vender, para usar a expressão do Anselmo Heidrich, é uma “ideologia melancia” (verde por fora, vermelha por dentro) a fim de suprimir o poderio americano e avançar na implementação do governo mundial a partir da ONU. A bibliografia a esse respeito é farta, mas claro, no Brasil, terra onde os intelectuais e especialistas estão a serviço da desinformação, ninguém sabe de nada. Quando falam no assunto, impera a empulhação pura e simples, a exemplo da recente reportagem apocalíptica da revista Veja.

Ao destacar os excelentes artigos do Heidrich (em especial 1, 2, 3 e 4), infelizmente, para quem quiser estudar a sério o tema, é obrigatório saber ler inglês ou no mínimo espanhol, visto que no Brasil, nossos sábios, embora eruditos, estão alinhados com o “politicamente correto”, sem falar que muitos deles, dominados pelo senso comum esquerdista, estão à margem da estrutura real do mundo. Neste sentido, apesar de todo o lixo, na internet existem excelentes estudos sobre o tema, e deixo para quem quiser saber mais, a sugestão desses dois endereços:

www.liberalismo.org/articulos/29/

www.ncpa.org/pub/gwm.html

19 comentários:

HelioPereiriano disse...

Gostei do seu artigo. O problema do efeito estufa é mesmo um caso de desinformação X ciência.


Há também um artigo nos Blogs Coligados que propõe uma Revolução Liberal, e presumo, tráta-se de algo de seu interesse.

Anônimo disse...

ECOLOGIA E REVOLUÇÃO
Formei-me em Física e vários alunos que comigo estudaram, agitadores semi-profissionais na época da Faculdade,tornaram-se altos membros de organizações Eco-RevolucionáriaS como o Greenpeace após a queda do muro de Berlin.Sem o "paraíso na Terra",e procurando mudar o mundo para se sentirem melhor nele,abraçaram a "causa" ecologista para melhor combaterem o tão odiado capitalismo.Casos como estes que relatei devem existir aos milhões nas hostes ecologistas;para estas,se a Ciência não ajudar a "causa"... cria-se um "movimento" para impor seu pensamento(???) único à combalida opinião pública Ocidental
Para se compreender como se impõe um movimento de idéias falsas às inermes(psiquicamente) sociedades democráticas(e só as há no odiado Ocidente),sugiro a leitura do artigo à respeito do movimento abortista de 11/0706 no Mídia Sem Máscara.Há um padrão claramente discernível por tras destes movimentos sobretudo ANTI-OCIDENTAIS E ANTI-DEMOCRÁTICOS.

Anônimo disse...
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Lucas Mendes disse...

d

mujique disse...

É por isso que eu digo: o aquecimento global é culpa do Gramsci

Anônimo disse...

Prezado Lucas,

Não faço parte de nenhuma ONG, mas detenho alguns conhecimentos acerca de ecologia. Mas mesmo que nada soubesse poderia lhe contar acerca de minha experieência pessoal. Durante a década de 80 e princípio da de 90, vi o córrego da pequena propriedade de meu pai literalmente secar... Moro hoje no Rio, e a cada verão a média das temperaturas se eleva e o calor torna-se cada vez mais insuportável. No que tange aos textos que vc recomenda estes são, na sua maioria, de economistas e não de biólogos, engenheiros ambientais ou florestais. Lamento que pra vc o aquecimento global seja uma falácia, pois o processo de desertificação de que o mundo padece, mata milhares de pessoas de fome HOJE!

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

Prezado Anônimo das 9:20.

Há desertificação em muitos lugares do mundo. O Egito já foi muitíssimo menos seco do que hoje, segundo atestem documentos da antiguidade. Vastas áreas de florestas tem sido derrubadas em muitos lugares, alterando o clima. Mas você usou nenhum argumento para provar a principal afirmação da imprensa sobre o "aquecimento global":
"A ação do homem é a única ou principal causa de um aumento da temperatura média da atmosfera terrestre no último século".

Não sou cientista do clima, mas lendo o que dizem uma parte e outra, chego a conclusão de que esta afirmação nunca foi provada. E vejo evidências convincentes de que muitos tentaram utilizar "provas" falsas para defender tal afirmação.

Por último, se a emissão de gás carbônico for a principal causa da eleveção da temperatura, como se esplicam a grandes variações de temperatura no passado, antes da revolução industrial?

ktisti disse...

Muito interessante. Vc permite que eu divulgue esse texto em outros blogs?

Anônimo disse...

Poxa, quer dizer que há mesmo uma grande conspiração criando um pseudo-consenso científico, liderada por grandes e poderosos lobbys do greenpeace, ecoturismo, a ONU, comunistas diversos e etc?

Aqui um grande exemplo de conspiração do meio científico:
http://www.sciencemag.org/cgi/content/full/306/5702/1686

Poxa, acho que até a evolução é mentira.
Ainda bem que existem grandes instituições isentas como a EXXON para financiar pessoas que nos mostrem a verdade de que não há necessidade alguma de preocupação ambiental.

a.h disse...

Sim, a EXXON é parte interessada, não tem isenção, mas quem tem? Por acaso, a ONU o tem?

A ECO-92 foi um prosseguimento da Conferência de Estocolmo (1972), na qual o Relatório Meadows (que redundou em um famoso e exagerado livro Os Limites do Crescimento) enfatizara a questão ambiental pela óptica dos recursos naturais em vias de esgotamento. Deixe me explicar: o meio ambiente passou a fazer parte da agenda internacional através de uma preocupação eminentemente econômica. E daí? Tu poderia me dizer... Ora, qual a leitura que a ONU faria disto? A mesma de quem criou organismos como a Cepal. Organismos que têm uma visão protecionista do mercado e acham que para desenvolvimento ou resolução de problemas (impactos ambientais, no caso), a prioridade não reside no avanço tecnológico, mas sim na tributação.

Agora, pensemos um pouco. Al Gore foi vice de Bill Clinton, um membro dos Democratas que, tradicionalmente, têm uma visão mais próxima do welfare state europeu, ou seja, em que o estado atue, dirigindo a economia. E, para tanto, ele tem que, obrigatoriamente, tributar mais, uma vez que para esta linhagem política, a "solução" passa pelas multas, sanções e impostos para, daí quem sabe, obter fundos para resolução de impactos ambientais. (Observação: não sou contra multas, mas sou contra altas cargas tributárias.)

Tu não acha que haveria aí, por parte de vários setores governamentais, uma forte compulsão para incentivar pesquisas que "comprovem" o aquecimento global antrópico em detrimento daquelas que lancem dúvidas sobre o mesmo?

Dinheiro por dinheiro, recurso por recurso, ambas fontes (petrolíferas vs. governos) não são isentas.

"Não existem fatos, só observações", como diria Nietzsche? Não, mas "faço ciência para saber quanto posso suportar", como diria Weber... Isto é, seja lá qual for a fonte, o debate científico existe e deve continuar com base em regras de inquirição propriamente científicas, aquelas que procuram refutar as hipóteses. Se X recebe recursos de quem polui, isto não impede que Y questione a pesquisa de X. E vice-versa, X pode questionar a pesquisa de Y, sem nem cogitar querer saber dos laços políticos deste. O que está em foco é a pesquisa em si... Recebeste financiamento de um grande grupo econômico? Ou de um governo interessado em abocanhar mais? Não tem problema, me passe aí teu paper que quero ver se tem erros de procedimento INTERNOS ao procedimento de pesquisa.

A questão do vínculo econômico não seria objeto do debate físico-químico sobre o aquecimento, mas outro debate científico, o da sociologia da ciência.

Ninguém é neutro, mas isto não serve de desculpa para a falta de coerência metodológica.

a.h disse...

A desertificação não é, necessariamente, um efeito do aquecimento global. Há quem defenda a possibilidade de crescimento da biomassa (calor implica em evapotranspiração que implica em CHUVA).

Cf.: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2804200701.htm

O aumento de temperatura no meio urbano também não tem a ver com o efeito estufa GLOBAL. Antes, é um fenômeno bastante conhecido: a "ilha de calor" formada pelas edificações, cujos edifícios refletem mais a radiação, assim como ocorre mais concentração de poluentes dos automóveis etc.

À propósito, assistam http://video.google.com/videoplay?docid=2332531355859226455

a.h disse...

Outra hipótese:

O avatar desta comunidade ( http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1522825 ) é um tanto obscuro, é verdade. Mas, ele caracteriza muito bem o espírito que tentei lhe imputar: o de desconfiar das mais sacramentadas "verdades"...

Trata-se de um "giro instável da Terra", no qual, lentamente, se move 2,4° na eclíptica em um ciclo de 41.000 anos. Atualmente, a Terra mantém uma inclinação de 23,44 graus de sua órbita planetária. Quando a inclinação supera os 22,1 graus, os invernos tornam-se mais frios, os verões mais quentes e vice-versa.

Para mais informações, acesse:

http://geografiaconservadora.blogspot.com/search?q=Mudan%C3%A7a+no+eixo+de+rota%C3%A7%C3%A3o+terrestre+ ,

http://mitos-climaticos.blogspot.com/2006/01/ciclos-de-milankovitch.html

e

http://greenspin.blogspot.com/2006/05/bbcs-climate-chaos-mark-series-out-of.html

...

Não pretendo que os Ciclos de Milankovitch, acima descritos, anulem a teoria do aquecimento global mais aceita atualmente, mas quero sim que mais e mais pessoas atentem para inúmeros fatores que ignoram e que não têm a ver com o suposto aquecimento.

a.h disse...

"The 12 biggest environmental pressure groups in the United States enjoy combined annual revenues of $1.9 billion, according to the latest Internal Revenue Service figures. Only 725 of the United States' 20 million companies can boast such magnificent cash flow."

http://www.cei.org/gencon/029,03290.cfm

Pelo visto, os verdes também gostam das "verdinhas"...

Luís Barata disse...

Creio bem que aqui não se trata, na essência, de uma luta entre liberalismo e socialismo, apesar de haver um aproveitamento de ambos que, a meu ver, destorcem o problema.
E o problema é filosófico, passa pela ciência moderna e culmina no capitalismo...
Não me parece que seja preciso provas científicas para verificar como o homem moderno está a destruír a natureza. E com a destruição da natureza vem a destruição da capacidade intelectual do homem que, com ela,criou a civilização europeia.
Sou um liberal que distingue entre liberalismo e capitalismo...