24 de fev de 2003

Internet, Cultura e Conhecimento

Já fazia alguns dias em que eu não lia nada de - como direi?- iluminador; revelador; no ambiente "webriano". Jornais como O Indivíduo estava mais para os artigos que pontuavam o cotidiano jornalístico e midiático sem nem uma análise mais apurada a respeito. A edição do dia 22, contudo, voltou ao velho e bom estilo de sempre com um artigo introdutório sobre a filosofia política do filósofo Olavo de Carvalho que conforme consta neste, se dividirá em vários artigos no decorrer das próximas edições. Além dele, contém um formidável ensaio do Sérgio de Biasi que trata do deplorável estado em que a cultura nacional submersa nos versos e gestos da eguinha pocotó, que se transformam em verdadeiros dogmas cuja futilidade e depravação recebe mais admiração e apreciação do público do que qualquer livro de - digamos - um Érico Veríssimo ou então - para radicalizar - o último pronunciamento do Papa João Paulo II. Até porque, quem o dará ouvidos em tempos de éguinha pocotó?
O artigo do Sérgio é um primor, uma análise sobre a educação e a cultura nacional onde reina a lucidez e o bom senso. Simplesmente imperdível.

No mesmo sentido, o site Outonos.org nos oportunizou esta semana a leitura de um artigo da Assunção Medeiros sobre um fenômeno muito novo, que ainda encontra-se em fase incipiente, mas que vem gerando seus resultados, mesmo que timidamete. Fenômeno este que trata de um dos temas que nesta parte do mundo anda de mal a pior. Não caro leitor, não se trata da saúde, nem das estradas e tão pouco de nossa elite política, mas sim a virtude do CONHECIMENTO, no seu sentido mais pleno que se possa denotar da palavra. Mais especificamente o Conhecimento no mundo da web. As infinitas oportunidades de acesso ao conhecimento, no mais amplo gênero das ciências, que a internet oferece a todas as pessoas interessadas.

Eu mesmo sou personagem desse fenômeno, pois tudo o que sei de Economia (não que eu saiba muito) está quase que 100% sustentado nos conhecimentos que adquiri lendo artigos, conversando com professores e solicitando a eles indicações de leituras. Foi assim que adquiri grande parte - ou quase tudo para ser honesto - dos parcos conhecimentos a respeito da ciência que estudo, e só foi possível eu ter acesso a esses livros e autores, que aliás, a Universidade sequer conhece, graças a esse maravilho invento que é a internet. É sobre esse particular que trata o artigo, ou seja, o acesso ao conhecimento por meio da Internet.

Por fim, coloco então para ajudar o prezado leitor, os links dos artigos citados acima e outros mais que julgo serem o que de melhor se escreveu neste país nas últimas semanas. Basta clicar aqui; aqui; aqui; e aqui. E também aqui.


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