14 de set de 2006

Menos Estado, Mais Progresso!

A miséria política do Brasil pode trazer o surgimento da alternativa liberal-conservadora. Aquela praticamente ausente de representatividade no Brasil (ainda mais nestes tempos de relativismo e da ditadura do politicamente correto), mas que defende valores tradicionais como o temor à Deus, a defesa da família, da propriedade privada e do livre mercado.

Sabe-se que a democracia é um excelente meio de ascensão política e financeira para demagogos e mentirosos. Aquela equação: quem mais mente e ilude, mais chances tem de chegar ao poder político e nele se perpetuar. De sorte que sabemos que no final a verdade triunfará. Mesmo assim, é inegável que a democracia propicia a ascensão daquele tipo de gente. Isso nos é alertado e comprovado pelo eminente pensador alemão, naturalizado nos EUA, Hans-Hermann Hoppe em seu livro Democracy: The God That Failed (Democracia: o deus que falhou) sem tradução para o português, mas já comentado aqui.

Se nos países desenvolvidos, com gente muito mais culta e educada que nós a noção de que “pessoas falcatruas” têm mais chances de se tornar político de sucesso é presente, o que resta para um país como Brasil? Sem exagero, podemos elevar na décima potência o tamanho do estrago. Creio não precisar gastar espaço para exemplificar o fenômeno por estas plagas.

Mas é nesse ambiente que pode vir a surgir uma alternativa ao esquerdismo botocudo que varia do PSDB e PT até o PSTU e o recente PSOL. Uma alternativa pró-livre mercado que, antes de tudo, clame pela redução do tamanho do Estado. É necessário reduzir as despesas do Estado e cortar sistematicamente departamentos inúteis que só servem para empuleirar funcionários, o que deixa a máquina pesada e ineficiente, além de gerar grande desperdício de recursos.

Assim, e somente assim, a redução da carga tributária pode ser alcançada e consequentemente a taxa de juros poderá ser derrubada a níveis civilizados. Com a redução do tamanho do Estado, eliminando estrategicamente amarras burocráticas que inibem o processo de desenvolvimento, o Brasil poderá sair do marasmo dinamizando sua economia e configurando um quadro verdadeiramente estimulador da atividade econômica.

A redução do tamanho do Estado passa necessariamente pela privatização de estatais. A educação, decisivo insumo para gerar o progresso, deve ser ofertada cada vez mais pelo setor privado. Tanto a educação básica e superior até no campo da pesquisa e desenvolvimento (P&D). A despolitização do ensino por si só já traz grandes benefícios. Sem falar que o setor privado, operando em regime de livre concorrência, tem os incentivos para ofertar serviços de melhor qualidade à preços cada vez menores.

Vejamos o exemplo da telefonia. Quando o sistema operava em regime estatal, telefone era artigo de luxo, custava caríssimo e ainda demorava anos para se conseguir uma linha. Depois da privatização do sistema, o telefone rapidamente se popularizou, o serviço melhorou infinitamente, e uma linha residencial em alguns dias está instalada e funcionando. O telefone móvel (uma verdadeira revolução e fruto do sistema privado), você já sai falando na hora da compra! Em suma, o que o Brasil precisa é ampliar os benefícios desse sistema para outras áreas, como saúde, educação, transporte e outras mais. Não existe segredo. Basta que os políticos e burocratas deixem de atrapalhar nossas vidas, se retirem o quanto possível de cena, e deixem que nós nos resolvamos.

Menos Estado e menos impostos, mais progresso!

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