8 de nov de 2005

Depois da entrevista do Lula: uma breve reflexão

Deprimente ver o presidente Lula falando, a mídia deveria esquecê-lo, poupando nós deste discurso esquizofrênico. O governo e o PT soterrados na lama da corrupção e da imoralidade ainda têm coragem de insinuar – ou afirmar! - que outros partidos não têm moral para criticar o imaculado PT. Ora, em termos de corrupção e de roubalheira do erário público, todos os partidos políticos somados não fizeram o que o PT fez em menos de quatro anos. Reconheçamos, sem deixar de condenar o ato por quem quer que seja, mas a imoralidade sempre esteve atrelada aos governos de uma ou outra forma. A novidade, agora, é o grau da corrupção feita pelo PT. Inédito! Uma roubalheira escancarada. Uma imoralidade patente. Com efeito, ficou até difícil conversar com os petistas.

Um professor praticamente espuma pela boca quando você fala em PT. Mas o engraçado não é a sua indignação ou sua atitude de revolta contra ao que está aí. Sua raiva é que seus valores estão sendo destroçados pelos fatos. Isso deve doer muito. O cara acreditou a vida inteira na utopia petista ou socialista quando de repente ela se torna uma possibilidade muito clara e, exatamente por isso, não se realiza, mas o que se revela é um demônio político. Isso deve ser muito dolorido. Uma pessoa normal só pode entrar em parafuso. Estou com pena do pessoal, francamente. Os adesivinhos, brochezinhos e brinquinhos que tanto sucesso fizeram em meio às pessoas legais, sumiram! O negócio é trocar de assunto. Uma coisa que jamais deveria ter entrado na moda, agora acabou saindo. Ou melhor, se retirando.

Contudo, nada surpreende. Importante destacar que tudo já estava escrito. Muitos talvez leram, mas poucos acretidaram. Um dia Olavo de Carvalho há de entrar para a história como o maior filósofo e cientista social que este país já produziu. Diante do que se passa em nosso país, seus leitores gozam de uma sensação um pouco mais tranqüila. Entre nós não há surpresa, pelo simples fato de que tudo estava escrito. Entre os surpresos e não surpresos, a diferença está entre os que acreditaram ou não nele. Obrigado, pois, Olavo. Me considero seu leitor inteligente, pois não criei subterfúgios psicológicos para me manter, confortavelmente, no lado da maioria, pois sempre estive convencido que você era um franco atirador no meio de uma selva de covardes entrincheirados nas escolas, nas universidades e nos jornais.

2 comentários:

Anônimo disse...
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arthur barreto disse...

Lucas

Algo me assusta em relação ao Olavo, é a idiossancria com nossa filosofia ocidental. Sábado passado (hoje 7 dez 06), o filósofo pensa em Kant, Nitzsche como organizadores de um pensar caótico, preocupado com o caminho e não com o chegar. Tudo tem que ser rebuscado, meu caro. Principalmente o pensar. É no que acredito.