8 de ago de 2004

Digressão sobre a volta às aulas

Esta semana começou as aulas. A Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ) estava agitada. Início de semestre sempre trás renovado o espírito dos estudantes. Enquanto alguns nem tão empolgados, outros ficam eufóricos com a oportunidade de rever os colegas, amigos e professores que só é possível o encontro graças a universidade. Para muitos ela é um meio de interação sem igual valor. Particularmente para mim é, pois lá me encontro com colegas, os quais posso conversar sobre a ciência econômica e o perigo de ser governado pelo governo Lula. Assuntos que tomam bom tempo de meus pensamentos.

Além disso, na universidade a gente vê muitas pessoas esquisitas, em que parece que estão imersas em complexos e misteriosos raciocínios. Nada a ver com ocultismo, mas aquela inquietude teórica ou científica que remoe o pensamento a tal ponto que a angustia interior transpassa ao mundo exterior. Uma vontade maluca de resolver o problema. A busca pela revelação. A revelação que trás a libertação intelectual.

A libertação intelectual derivada de algum problema é um avanço muito importante para o estudante. As vezes miraculoso. Além de trazer um alívio psicológico prazeroso, a nova descoberta projeta o sujeito a uma nova unidade de saber, trás um conceito claro daquilo que antes era ambíguo ou mesmo obscuro. É o ápice do objetivo elencado anteriormente.
O problema é quando essa libertação é falsa. Sim, existe isso. Nem toda libertação é verdadeira. Ocorre que durante a busca, a pesquisa, nos enveredamos por caminhos falsos, meios que nos conduzem a um fim, mas que em verdade esse fim revelado é espúrio. Não obstante isso, a sensação de libertação é a mesma. Por isso a busca pelo conhecimento exige o exercício dialético de quem investiga. Exercício dialético no sentido aristotélico do termo, evidentemente. É um fundamental instrumento para se alcançar a verdade, a despeito das pedras do caminho.

Enfim, de volta às aulas.

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