Rothbard Graduate Seminar
Walter Block
Economia e Livre Mercado
Rothbard Graduate Seminar
Deus abençoe a América! A crise econômica que se desenha no grande país do Norte é daquelas que não terão solução nem curta e nem fácil. É uma crise sistêmica, que poderá levar a uma dramática crise no mercado mundial. Afinal, os EUA são os maiores compradores e vendedores do mundo e é o seu maior PIB o elemento dinâmico que permitiu a recente prosperidade nas chamadas economias emergentes.
Economistas de várias escolas pensam que podem eliminar ou minimizar os riscos existenciais humanos pela simples manipulação de modelos. Vã tentativa! Não é possível congelar o futuro ao nosso talante. Sequer fazer previsões sem uma grande taxa de incerteza. Erros elementares na administração da moeda e do Estado não são tolerados pela realidade. Mesmo o gigante do Norte não escapará da lei da escassez, como parecia acontecer em algum momento. Estudar história é uma maneira de se preservar dos mesmos erros das gerações que se foram. Não foi isso que se viu, todavia. A arrogância prometéica de novo tomou conta dos governantes. Os graves conflitos bélicos da primeira metade do século XX foram precedidos de graves crises monetárias. Espero que o padrão, pelo menos este, não seja mantido.Instituto Mises Brasil

Frequentemente Olavo de Carvalho tem aludido ao status quaestionis, ou o estado da questão em relação a algum problema de estudo. Conforme define o autor, o estado da questão “é a evolução dos debates sobre um determinado ponto desde a origem da discussão até hoje”. E complementa “o conhecimento do status quaestionis distingue o erudito profissional do palpiteiro amador”.
o, publico entrevista com Adrián Osvaldo Ravier sobre o II Congresso Internacional “A Escola Austríaca no Século XXI”, a realizar-se dias 7, 8 e 9 de agosto de 2008, em Rosário, Argentina. Adrian é formado em Economia, e atualmente faz doutorado em economia pela Universidade Rey Juan Carlos de Madri, orientado por Jesus Huerta de Soto. É pesquisador membro da Fundación Hayek de Buenos Aires e um dos organizadores do II Congresso Internacional. Também mantém um blog pessoal http://www.adrianravier.blogspot.com/ e desde Buenos Aires nos concedeu esta entrevista por e-mail.Todas essas intervenções são exemplos de relação hegemônica – a relação de comando e obediência – em contraste com a relação voluntária e contratual de benefícios mútuos que constitui as relações no livre mercado.[1]
Alguns dos conferencistas confirmados são Jörg Guido Hülsmann (Université d'Angers – Francia), Ricardo Manuel Rojas (Fundación Hayek - Argentina), Gabriel J. Zanotti (Fundación Hayek - Argentina) e Julio Cesar de Leon Barbero (Universidad Francisco Marroquín - Guatemala).
s, sobre a impossibilidade econômica e a injustificativa moral do socialismo, ao passo que mostra com implacável rigor lógico e com sua clareza típica a justificativa moral do capitalismo. Além disso, temos as célebres demonstrações do mito sobre a teoria dos bens públicos, ainda hoje um baluarte levantado pelos liberais ortodoxos e mesmo por esquerdistas para condenarem o laissez-faire mais extremo. Outro destaque do livro é o capítulo sobre a irrelevância econômica do monopólio (entendido como um único ofertante de determinado produto ou serviço) no livre mercado. Ainda consta a fantástica demonstração da justificativa ética da propriedade privada desde o princípio da argumentação. Enfim, o livro é bárbaro e contundente no bom estilo da genialidade hoppeniana.
trado e doutorado em filosofia abordaram os assuntos da epistemologia e da praxeologia, na melhor tradição misesiana.
um da Liberdade. O tema dessa edição será “Agora, o mercado é o mundo”. O Fórum da Liberdade é o maior evento da América Latina em defesa da propriedade privada, da economia de livre mercado e do Estado de Direito.
bou as crenças que fundamentavam o conhecimento do mundo (o que é?) e, em decorrência disso, a base mesma, sólida, que motivava o homem àquilo que Victor Frankl viria a chamar de sentido da vida. A revolução copernicana do século XVI, por exemplo, mostrou que o universo é infinito, que a terra se movia e que girava em torno do Sol e não o contrário. Estas descobertas colocaram à baixo as teorias que dirigiam o homem em relação ao mundo (e em relação a si mesmo e à sociedade) ao longo dos séculos; desde os antigos gregos, pelo menos.
s grandes contribuições apresentadas pelos liberais para combater a doutrina preconizada por Karl Marx. A primeira refutação do socialismo, ao menos de modo sistematizada, foi apresentada pelo economista austríaco Ludwig von Mises, principal expoente da Escola Austríaca de Economia, em seu livro Socialism de 1922. Verdade que Eugen von Bhöhm-Bawerk, professor de von Mises e um dos fundadores da Escola Austríaca junto com Carl Menger, havia refutado a teoria econômica de Karl Marx apresentada em seu O Capital, mas essa refutação não seria propriamente uma refutação do socialismo per si, mas da teoria econômica apresentada por Marx naquele trabalho.On the free market, decisions on how much and what quality of any good or service should be supplied to each person are made by means of voluntary purchases by each individual; but what criterion can be applied when the decision is made by government? The answer is none at all, and such governmental decisions can only be purely arbitrary.[1] (Rothbard, 1998, pág 181).
só pode ser fornecido exclusivamente pelo Estado é uma falácia. Porque o governo não poderá saber quanto de segurança fornecer para cada indivíduo. Será uma arma por família? Duas espingardas? Ou um canhão? Como ele resolverá essa questão? Desse modo, fica evidente que a segurança não é um “bem público”, ou seja, não é um serviço possível de ser fornecido adequadamente pelo Estado. Segurança é um serviço como outro qualquer, e como tal, deve ser ofertado e negociado no mercado entre as partes interessadas. Cada pessoa tem uma necessidade de segurança e o Estado não terá como saber qual a necessidade de cada pessoa, família, empresa, instituição ou bairro. Necessariamente, serão de modo arbitrário e irracional as decisões estatais para o fornecimento de segurança. Não é por acaso que o sistema de segurança pública é um caos e via de regra impera a ineficiência.First, once the cancerous principle of coercion – of coerced revenue and compulsory monopoly of violence – is established and legitimated at the very heart of society, there is every reason to suppose that this precedent will be expanded and embellished. In particular, it is in the economic interest of the State rulers to work actively for such expansion.[2] (Rothbard, 1998, pág. 176).
Austríaco Podcast
a questão muito pertinente no tocante à relação entre ética e liberdade. Essa relação permeia importante argumento que intelectuais conservadores levantam contra a ética libertária de Murray Rothbard. No fim, chegam concluir que o libertarianismo de Rothbard é um importante aliado de ideologias coletivistas, tal como o socialismo. Apesar da admiração que tenho pelo trabalho do Cláudio Tellez, julgo que esta posição assumida por ele e tantos outros conservadores, não passa de uma má interpretação da obra de Rothbard, especialmente em relação a sua ética. Mas vamos abordar o argumento central de Tellez e verificar se sua crítica ao libertarianismo de Rothbard tem procedência.Esse parágrafo é repleto de erros que não é fácil saber por onde começar analisar. Proponho aqui ir por partes sem contudo exaurir a questão.“O humanismo cristão e a filosofia do Direito Natural, de Santo Tomás de
Aquino, constituem, portanto, o núcleo duro de uma fundamentação ética da
liberdade. Entretanto, nos últimos séculos e com mais intensidade a partir do
final do século XIX, a civilização ocidental passou a afastar-se gradualmente
dos valores cristãos, permitindo com isso o fortalecimento das ideologias de
caráter coletivizante. O Socialismo é um exemplo dessas ideologias. O
Libertarianismo extremado, que ideologiza o pensamento liberal através de um
"vale-tudo axiológico" conduz ao mesmo fim dos socialistas, pois nega a
transcendência necessária para limitar a pretensão racionalista tanto à
realidade quanto à moralidade. É nesse sentido que os adeptos das seitas
randiana e rothbardiana são os melhores amigos dos socialistas e, ao mesmo
tempo, os maiores inimigos da liberdade.”
iga da liberdade. Isso não tem nada a ver a moral cristã. A propósito, a ética da liberdade de Rothbard é derivada exatamente da lei natural de Santo Tomas de Aquino e sua conclusão libertária não está em oposição aos valores do cristianismo por uma simples questão de que sua ética diz respeito a filosofia política para a ordem social geral. E isso não se relaciona com a moral cristã que é de foro privado e, deixe-se claro, sobre isso Rothbard não faz nenhum juízo. A esse respeito, seu sistema apenas tem a intenção de fornecer os melhor meios para que a manifestação da religiosidade cristã e de outra religião ou filosofia de vida qualquer, seja assegurada e não seja agredida por terceiros. Enfim, é lamentável que tantos conservadores-liberais-cristãos distorçam tão loucamente o debate ricamente levantado por Rothbard. A relação de inimizade entre a ética de Rothbard e a ética cristã é inexistente. E a idéia de que o seu libertarianismo é inimigo da liberdade é ainda mais alucinante e só pode ser feita com base num idealismo representativo que o próprio Tellez pretende criticar como sendo a base ingênua das idéias de Rothbard.Os Pobres numa Sociedade Livre
ssão, cedo ou tarde deverá enfrentar a insistente questão, geralmente lançada com acusações de egoísmo e insensibilidade: “mas se o Estado não garantir serviços mínimos, o que acontecerá com os pobres?”
julgarem incompetentes, enquanto que o Estado se nutre coercitivamente e nele não há incentivos para proceder com eficácia e honradez. Ademais, como conseqüência de uma maior prosperidade e emprego e uma taxa menor ou inexistente de impostos, as pessoas possuiriam mais recursos para fazer caridade.
e vistas: o utilitarista e o jusnaturalista. O utilitarismo é um conceito basicamente econômico, enquanto que o jusnaturalismo, ou direito natural, é uma idéia ética. Trata-se de duas perspectivas que às vezes parecem dispares e independentes, mas bem entendidas, estão estreitamente relacionadas e são complementares. Não tem sentido separá-las. Não se trata de duas alternativas excludentes entre as quais se deve escolher apenas uma. O liberalismo coerente é jusnaturalista e utilitarista. O livre mercado é moralmente superior e a justiça é eficiente. Não se trata de que a liberdade individual de escolher importe mais ou menos que a eficiência, porque ambas são inseparáveis.
dwig von Mises estudou a liberdade desde o ponto de vista do utilitarismo. O mestre foi superado por seu aluno Murray Rothbard, que integrou a perspectiva econômica com as idéias éticas. Atualmente muitos economistas mantêm a posição econômica (utilitária) da liberdade, isso porque possuem uma noção difusa e mesmo confusa da ética e da política e porque consideram que os direitos humanos são os que equivocadamente se interpretam em sua Declaração Universal.Praxeologia e Economia
Por Murray N. Rothbard
Este texto é o apendix I do primeiro capítulo do seu livro Man, Economy and State, 1963. http://www.mises.org/rothbard/mes/chap1d.asp#APPENDIX_A
Neste capítulo fizemos uma exposição da parte da análise praxeológica – a análise que constitui o corpo da teoria econômica. Esta análise tem como sua premissa fundamental à existência da ação humana. Uma vez que é demonstrado que a ação humana é um atributo necessário da própria existência dos seres humanos, o resto da praxeologia (e sua subdivisão, a teoria econômica) consiste da elaboração das implicações lógicas do conceito de ação.
A análise econômica se constitui da seguinte maneira:
(1) Asserção A – axioma da ação
(2) Se A, então B; Se B, então C; Se C, então D, etc. – pelas leis da lógica.
(3) Portanto, assegura-se a verdade de B, C, D, etc.
É importante se dar conta que a economia não propõe qualquer lei sobre o conteúdo das metas do homem. O exemplo que nós pegamos, como o do sanduíche, chocolates, etc., são meramente instancias ilustrativas e não tem a pretensão de assegurar nada sobre o conteúdo da meta do homem em qualquer momento que seja. O conceito de ação envolve o uso de meios escassos para satisfazer as necessidades mais urgentes em determinado momento e as verdades da teoria econômica envolvem as relações formais entre fins e meios e não seus conteúdos específicos. O fim (meta) pretendido pelo homem pode ser egoísta ou altruísta, refinado ou vulgar. Pode preponderar a preferência por “bens materiais” ou conforto, como também, pode preferir uma vida ascética. A economia não está preocupada com o conteúdo dos fins almejados pelo homem, e suas leis se aplicam à todo e qualquer fim, independente de sua natureza.
A praxeologia, portanto, difere da psicologia e da filosofia da ética. Uma vez que essas três disciplinas lidam com as decisões subjetivas da mente humana, muitos observadores tem acreditado que elas são fundamentalmente idênticas. Isto não é verdade. A psicologia e a ética lidam com o conteúdo dos fins almejados pelo homem; essas disciplinas perguntam porquê o homem escolhe tais e tais fins, ou quais fins o homem deveria almejar. A praxeologia e a economia lidam com qualquer fim e com as implicações do fato dos homens terem fins e empregarem meios para atingi-los. A praxeologia e a economia são, portanto, disciplinas separadas e distintas das outras duas.
Assim sendo, todas as explicações da lei da utilidade marginal com base nos fundamentos da psicologia ou da fisiologia estão equivocadas. Por exemplo, muitos escritores têm baseado a lei da utilidade marginal sobre a alegada “lei da satisfação das necessidades”, de acordo com a qual, o homem, por exemplo, pode comer muitas bolas de sorvetes ao mesmo tempo, etc., e então fica satisfeito. Para a psicologia isso pode ser verdade ou não, mas para a economia é completamente irrelevante. Estes escritores equivocadamente concluem que, no início da oferta, uma segunda unidade pode ser mais útil que a primeira e, portanto, que a utilidade pode aumentar antes de começar a decrescer. Isto é completamente falacioso. A lei da utilidade marginal não depende das assunções psicológicas ou fisiológicas, ao invés disso, é baseada em verdades praxeológicas que revela que a primeira unidade de um bem será usada para satisfazer a necessidade mais urgente, a segunda unidade, para satisfazer a seguinte necessidade mais urgente etc. Deve-se lembrar que estas “unidades” devem ser constituídas de um padrão uniforme de utilidade.
Por exemplo, é equivocado argumentar o seguinte: Consideramos ovos o bem em questão. É possível que um homem precise de quatro ovos para fazer um bolo. Neste caso, o segundo ovo pode ser usado para um uso menos urgente que o primeiro ovo e o terceiro para um uso menos urgente que o segundo. Entretanto, uma vez que o quarto ovo é o que permite o bolo ser feito, caso contrário ele não estaria disponível, a utilidade marginal do quarto ovo é maior que a terceira unidade.
Este argumento negligencia o fato de que o “bem” não é a matéria física, mas qualquer material cujas unidades constituirão uma oferta de utilidades iguais. Uma vez que o quarto ovo não é igualmente útil e intercambiável com o primeiro ovo, os dois ovos não são unidades da mesma oferta e, portanto, a lei da utilidade marginal jamais se aplica ao caso. Para tratar ovos neste caso como unidades homogêneas de um bem, seria necessário considerar cada grupo de quatro ovos como uma unidade.
Em resumo, podemos descrever o relacionamento e as distinções entre a praxeologia e cada uma das outras disciplinas, da seguinte maneira:
- Porque o homem escholhe vários fins: psicologia
- Quais fins o homem deveria escolher: filosofia da ética
- Como usar os meios para chegar aos fins: tecnologia
- Quais fins os homens tem e estão usando e como o homem tem usado os meios para conseguir chegar aos fins: história
- As implicações formais do fato de que os homens usam meios para chegar aos vários fins escolhidos: praxeologia
Qual é o relacionamento entre praxeologia e a análise econômica? A economia é uma subdivisão da praxeologia, por sinal, a subdivisão mais desenvolvida. A praxeologia sendo a teoria geral da ação humana, a economia inclui a análise da ação de um individuo isolado (Economia Crusoé) e, especialmente elabora a análise das trocas econômicas (cataláxia). O restante da praxeologia é uma área inexplorada. Tentativas têm sido feitas com a intenção de formular uma teoria lógica da guerra e da ação violenta, e a violência na forma de governo tem sido tratada pela filosofia política e pela praxeologia identificando os efeitos da intervenção estatal no mercado. Uma teoria de jogos foi elaborada e foram feitos começos interessantes em uma análise lógica do voto.
A sugestão que tem sido feita é que, uma vez que a praxeologia e a economia constituem-se em cadeias lógicas de raciocínio baseado em algumas premissas universalmente conhecidas, para ela ser realmente científica ela deveria ser elaborada de acordo com os símbolos da lógica matemática. Isto representa uma curiosa má concepção do papel da lógica matemática ou da “logística”[1]. Em primeiro lugar, é a grande qualidade das proposições verbais que cada uma é significante. Por outro lado, símbolos algébricos e lógicos, como utilizados na logística, não contem em si mesmo significado. A praxeologia afirma que o axioma da ação é verdadeiro e a partir daí são deduzidas pelas regras da inferência lógica, todas as proposições econômicas, cada uma das quais é verbal e portadora de significado. Se a ordem logística fosse usada, cada proposição não seria significante. A logística, ao contrário, é de longe mais relacionada às ciências físicas, onde, em contraste à ciência da ação humana, as conclusões são conhecidas e não os axiomas. Nas ciências físicas, as premissas são meramente hipotéticas, e as conclusões lógicas são extraídas a partir delas. Nestes casos, é em vão ter proposições revestidas de significado em cada passo do caminho, pois assim a linguagem simbólica e matemática é mais útil.
Simplesmente desenvolver verbalmente a economia depois traduzir em símbolos lógicos e finalmente re-traduzir as proposições para o inglês (ou português...), não faz sentido e viola o princípio científico fundamental da Occam’s razor, que invoca a maior simplicidade possível na ciência e o afastamento da multiplicação desnecessária de entidades ou processos.
Contrário ao que se poderia acreditar, o uso da lógica verbal não é inferior à logística. Ao contrário, a logística é meramente um meio auxiliar baseado na lógica verbal. Uma vez que a lógica formal trata com a necessária e fundamental lei do pensamento, que pode ser expressa verbalmente, a logística é apenas um sistema simbólico cujos fundamentos estão na lógica verbal formal. Assim, a praxeologia e a economia não precisam ser apologéticas num sentido restrito — a base fundamental da lógica simbólica, e significativa a cada passo do seu curso.
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[1] Logística no sentido aqui empregado por Rothbard é o termo clássico da filosofia grega logistikos que é a habilidade de calcular ou lógica simbólica. Atualmente o termo logística está totalmente vinculado à técnica de transporte e distribuição, por isso alerto os leitores que neste texto a palavra “logística” não tem nada a ver com isso. [N.T].
"Man, Economy and State" está integralmente disponível on-line aqui.
Por que sou libertário
Assim sendo, o Estado é por natureza o perfeito predador social, uma entidade que se caracteriza pela agressão e pelo confisco da propriedade alheia. Por isso, é logicamente impossível argumentar em favor da propriedade privada, do livre mercado e da não agressão aos demais, quando, em meio a isso, não se abstrai o Estado. Liberdade e Estado são incompatíveis. Durante séculos o Estado (através dos membros do governo) tem produzido assassinatos em massa que chamou de “guerras”. Por séculos o Estado tem escravizado pessoas em seus exércitos e chamou isso de “conscrição” para o “serviço nacional”. Por séculos o Estado tem roubado as pessoas e chamou isso de “impostos”.
Outro ponto fundamental é o monopólio da justiça que o Estado se outorga. A propensão natural do ser humano é buscar sempre o seu auto-interesse. Assim sendo, a crítica libertária mostra que os legisladores (que são membros do próprio aparato estatal e também são seres humanos) sempre tenderão fazer leis em favor do próprio Estado. A expansão do poder estatal ao longo da história foi uma conseqüência inevitável de sua própria natureza. O questionamento libertário é o fato paradoxal que uma entidade com o monopólio exclusivo do poder de última decisão em caso de conflito (justiça) e a exclusividade de obter sua renda através do roubo seja necessária, ou melhor, seja ideal para a justiça e a segurança.| Web Ring Liberal Ring Owner: Julio Belmonte Site: Web Ring Liberal |
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