20 de set. de 2003

ENTREVISTA COM UBIRATAN IORIO

Pergunte para o primeiro estudante de Economia que você conhece, se na faculdade ele teve oportunidade de ler algo sobre a Escola Austríaca de Economia, a mais importante escola econômica liberal. Se ele disser que ouviu um professor comentar em uma determinada aula, mas que não saberia dizer nada mais objetivo, não se espante. Quando muito é assim mesmo. Muito menos ouvirá de seu amigo que ele tenha lido, para a aprovação em uma determinada matéria, qualquer coisa de Ludwig von Mises. Certamente deste, nem o nome tenha ouvido falar. É triste, porque Ludwig von Mises é o grande gênio da Escola Austríaca e um dos maoires economistas que o mundo já pode ver.

Abaixo reproduzo entrevista concedida via correio eletrônico pelo Ubiratan Iorio para este blog. Iorio é autor do livro “ECONOMIA E LIBERDADE – A Escola Austríaca e a Economia Brasileira” editado pela Forense Universitária. Nesta obra o autor apresenta com grande competência ao público brasileiro todo o universo da Escola Austríaca de Economia. Infelizmente ainda pouco conhecido pelo meio acadêmico nacional, não obstante, sem embargo, se trata de um dos melhores livros de economia escrito neste país.


Lucas - Como o senhor procurou trabalhar a sistematização do conteúdo da Escola Austríaca de Economia no livro “Economia e Liberdade”?
Iorio - Simplesmente verifiquei que não existia NADA em português que apresentasse a EA de forma sistemática, com princípio, meio e fim. Por isso, embora meu livro não contenha praticamente nada de novo, ele começa com os fundamentos filosóficos da EA, passa em seguida pela sua teoria econômica e encerra com tentativas de aplicações à realidade brasileira.

Lucas - Porque a importância em apresentar a contribuição da Escola Austríaca ao público brasileiro?
Iorio - O Brasil é um país muito pobre em termos científicos. Nos cursos de economia, ensina-se quase que exclusivamente – com algumas honrosas exceções – Keynes, Kalecki e Marx. O ambiente acadêmico é contaminado por essas idéias e o livro surgiu para tentar, embora modestamente, fazer frente a isso. Algo como uma luz bem pequena no meio da noite.

Lucas - A Escola Austríaca de Economia é praticamente desconhecida no meio acadêmico brasileiro, fato que predomina a influência de correntes teórica ligadas ao marxismo e ao keynesianismo. Frente essa realidade, qual é o papel, sobretudo para os estudantes brasileiros, da contribuição “austríaca” para a ciência econômica?
Iorio - No meu modo de ver as coisas, os estudantes devem ser apresentados a TODAS as teorias e escolas de pensamento, para que, mais tarde, já mais maduros, possam seguir o seu caminho. Por isso, penso ser um crime um estudante não ser apresentado, por exemplo, às idéias de Marx (por piores que possam ser), mas é também criminosa a atitude de lhe negar ter acesso aos ensinamentos dos grandes economistas austríacos que, quando muito, são resumidos em uma ou duas aulas nos cursos de pensamento econômico, na rubrica “os marginalistas”. Isto é um absurdo, apresentam a EA como se fosse coisa do passado. Mas ela pode contribuir tanto ou mais para a compreensão do mundo do que as teorias ditas “modernas”.

Lucas - Quando o senhor teve contato com a escola austríaca certamente o senhor detectou um importante diferencial teórico que o convenceu da superioridade desta escola perante as demais. Qual seria este referencial e por que a importância deste para o estudo da econômica?
Iorio - Há alguns diferenciais importantes. O primeiro é que a EA é apriorística; o segundo, que é subjetivista; o terceiro, que rejeita a utilização da matemática em uma ciência social como a economia e o quarto é que estuda a economia dentro da praxeologia, isto é, integrando-a com outros campos do conhecimento. Como observou Hayek, “o economista que só sabe economia não pode ser um bom economista”.

Lucas - Qual o ponto basilar que diferencia a teoria “austríaca” de economia de correntes como a marxista e keynesiana?
Iorio - A meu ver, é o fato de que a EA considera a economia como AÇÃO HUMANA AO LONGO DO TEMPO SOB CONDIÇÕES DE INCERTEZA GENUÍNA.

Lucas - Diante da importante contribuição desta escola para a ciência econômica e visto que em nosso país a comunidade dita científica praticamente desconhece os trabalhos como, por exemplo, de Ludwig von Mises, Murray N. Rothbard e até mesmo Friederich A. von Hayek, quais são as dificuldades preeminentes em introduzir na estrutura curricular dos cursos de Economia do Brasil o pensamento “austríaco”?
Iorio - As dificuldades são muito grandes, proporcionais à resistência. Mas a saída que encontrei foi tratar de assuntos da “mainstream” usando, complementarmente, a metodologia austríaca ou, como ocorre na UERJ, ministrá-la em cursos eletivos, sempre com uma grande procura por parte dos alunos, porque a EA é simples, fácil de entender e de aplicar ao mundo real. Como disse Mises, “good economics is basic economics”.

Lucas - Como o Sr. percebeu (e está percebendo) a recepção do livro “Economia e Liberdade – A Escola Austríaca e a Economia Brasileira” pela comunidade acadêmica?
Iorio - Minha grande alegria foi a de verificar que o livro foi muito aceito entre alunos de economia e profissionais de outras áreas. Entre professores – a não ser entre os poucos liberais que existem no Brasil – a aceitação, como eu já esperava, foi fraca: uns rejeitam a EA porque não usa matemática e outros simplesmente porque é diretamente relacionada ao que chamam de “neoliberalismo”...

Lucas - Qual sua sugestão para os estudantes de Economia neste início de século XXI que estão sufocados com um viés teórico e sobretudo ideológico, anti-liberal e estatista? Para que pontos o senhor chamaria a atenção na formação dos estudantes de economia?
Iorio - Os estudantes devem ler de tudo um pouco, para depois seguirem o seu próprio caminho, o que demanda tempo. É verdade que nos cursos de economia eles são treinados para serem intervencionistas, mas basta que um dia leiam um livro de Mises ou de Hayek para percebereM que o mundo real é bem diferente daquilo que tentam lhes enfiar, por questões de pura ideologia, na cabeça.

Lucas - Por fim, poderia falar sobre a grande lição que o economista francês Fréderic Bastiat (1800-1851) deixou a comunidade de economistas (lição que a escola austríaca de economia absorveu perfeitamente) e em particular, porque essa lição é importante para os economistas brasileiros? (sobre os efeitos que se ve...)
Iorio - Trata-se das diferenças entre os efeitos de curto prazo (que se vêem) e os de longo prazo (que muitas vezes não podem ser vistos imediatamente, mas que podem ser previstos pelos bons economistas). Creio que o precursor, dentro da “mainstream”, dessa importante diferença entre os efeitos de curto e de longo prazo foi Richard Cantillon e, nos dias atuais, Milton Friedman. A EA, desde Menger, percebeu isso, assim como percebeu, antes de qualquer outra, a importância de se estudar expectativas em economia.

Ubiratan Jorge Iorio é Doutor em Economia e atualmente é Diretor da Faculdade de Economia da UERJ.
Para saber mais
www.ubirataniorio.org

16 de set. de 2003

Ressuscitei!!

É assustador como os professores universitários abordam a grande crise de 29. São enfáticos em afirmar que foi "a crise do capitalismo".
Não sabem o papel que desempenhou o Estado nos EUA, mais especificamente, o FED, que no decorrer da década de 20 emitiu gradativamente cada vez maiores quantidade de moeda na economia proporcionando o boom econômico que, como previsto por Mises, no médio, longo prazo, quando o Estado incha a economia de moeda papel, invariavelmente ela culminará em crise e recessão. É de chorar na sala de aula. O desconhecimento (e a omissão) dos fatos históricos-econômicos dos economistas é um horror!

A meu ver, até Milton Friedam erra em diagnosticar a causa da recessão. Em seu "Capitalismo e liberadade" diz ele que o erro foi o FED nos anos de 1930 em diante, reduzir a oferta monetária, esta a causadora da crise e da recessão. Para mim, não resta dúvidas da superioridade das razões apresentadas pelos economistas da Escola Austríaca. Foi o excesso de moeda artificial que o FED lançou da década de 20.

Ver Murray Rothbard em "America's Great Depression". Creio ser o melhor livro já escrito sobre o assunto.



15 de jun. de 2003

Liberdade para desenvolver

A boa teoria econômica ensina que a liberdade de comércio entre as nações é uma condição imprescindível para o desenvolvimento sustentável dos países. Liberdade econômica, por sua vez, significa baixa regulamentação sobre o comércio ou em seu extremo, a ausência total de toda e qualquer restrição sobre as trocas internacionais. Entretanto, no pragmatismo do mundo atual tal anseio seria uma utopia...

Quando o governo que detêm o aparato do Estado abstêm-se de taxar o comércio, logo, as trocas se dinamizam, pois a desoneração tributária sobre comércio permite uma maior flexibilidade dos agentes econômicos em comprar e vender. Decorre daí um estímulo aos agentes em aumentar as trocas, alavancando, por sua vez, o emprego de capital e trabalho, permitindo o caminho sustentável para a erradicação da miséria e da fome. Fora isso, é pura bravata.

No Brasil de nossos dias, a carga tributária alcançou os absurdos 36,5% do PIB em 2002 e neste primeiro semestre de 2003 alcançou a cifra de 41% (segundo fontes oficiais), ou seja, quase a metade da renda nacional! Eis o motivo dos acalorados debates em torno da reforma do Estado e sobretudo da reforma tributária nos corredores do congresso. Parece que houve uma percepção, ainda que superficial, de que o caminho do desenvolvimento e da digna condição de vida para todos, passa necessariamente pelo "enxugamento" do Estado via desoneração tributária e burocrática sobre quem trabalha e produz.

A verdadeira causa da estagnação da economia brasileira é a excessiva parte de recursos que o Estado retira da mão dos agentes econômicos em prol da perpetuação de legiões de parasitas que vivem as custas do tesouro público, que nada mais é, dinheiro dos contribuintes. Esse verdadeiro roubo tributário sobre a sociedade, inviabiliza a geração de poupança interna para o financiamento dos investimentos, esse fato faz com que necessitamos de poupança externa (+ endividamento) para financiar nossos gastos. É o nefasto círculo vicioso do endividamento público que no médio prazo resulta em mais impostos sobre a população, que ressalta-se, já está com sua capacidade de pagamento definitivamente estrapolada. Em tese, os recursos que o Estado retira da atividade econômica via impostos e taxas, deveria retornar à sociedade em oferta de serviços como segurança, transporte, saúde e educação oferecidos pelo Estado. O Estado brasileiro, que perspicazmente o filósofo Ricardo Véllez Rodrigues o denominou de “Estado Orçamentívoro” já rouba 41% da riqueza nacional e em contrapartida não retribui nem os serviços essenciais que ele deveria garantir a população. O “Dinossauro”, na expressão do saudoso Embaixador J. O. de Meira Penna, arrecada muito e por outro lado gasta extraordinariamente mal. Um desastre.

Diante deste contexto, as reformas do Estado tão em voga neste momento, se fazem urgentes por uma questão de viabilidade econômica nacional. Se estas reformas, por seu turno, não desonerarem a cadeia produtiva, os trabalhadores e os consumidores (os mais lesados neste processo são os de baixa renda, pois a totalidade de sua renda é destina ao consumo), o Brasil estará numa situação crucial onde o desemprego, a miséria e a fome se agravarão sob as custas dos parasitas que vivem de privilégios estatais. Esta reforma precisa se realizar do ponto de vista dos pagadores de impostos (o povo) e não do ponto de vista dos consumidores de impostos (os burocratas), pois se assim for, a fúria arrecadatória do Dinossauro será ainda mais cruel e a economia brasileira despencará no abismo da recessão, que aliás, já tem demonstrado indícios.

Por fim, cabe ao governo desonerar a produção e a sociedade como um todo, bem como, eliminar os entraves burocráticos que atrofiam o crescimento e o desenvolvimento deste país e, para tanto, o Estado precisa cortar seus gastos e organizar a desordem financeira no âmbito do setor público, único modo de efetivar de forma sustentada a redução dos impostos. Urge, portanto, a necessidade de implantar as teses preconisadas pelos pensadores liberais do século XVIII e XIX e aperfeiçoada no século XX pela Escola Austríaca de Economia. O problema é que essa Escola sequer é conhecida no meio acadêmico brasileiro onde impera a mania estatista de (sub)desenvolvimento. Enfim, mais do que em outros tempos, o Brasil carece de liberdade econômica para sair do marasmo que se encontra, caso contrário, perpetuar-se-á no terceiro-mundismo.

13.06.2003


25 de mai. de 2003

Economia de Mercado e a Intervenção Estatal

Vou descrever abaixo, resumidamente, o que entendo por Economia e por que acredito que a economia de livre mercado é a melhor forma de gerar a riqueza, assim como, distribuí-la. Também procurarei demonstrar que toda intervenção do Estado gera mais problemas para a economia do que as esperadas soluções.

Economia é ação humana ao longo do tempo, nos mercados, sob condições de incerteza. O mercado é um processo de permanente descoberta, o qual, ao amortecer as incertezas, tende sistematicamente a coordenar os planos fomulados pelos agentes econômicos. Como as diversas circunstâncias que cercam a ação humana estão ininterruptamente sofrendo mutações, segue-se que o estado de coordenação plena jamais é alcançado, embora os mercados tendam para ele. Em outras palavras, a economia é uma teoria da ação e não uma teoria do equilíbrio ou da inanição. O economista austríaco Ludwig von Mises iluminou o estudo da ciência econômica ao ter afirmado que "devemos reconhecer que sempre estudamos o movimento e nunca um estado de equilíbrio".

Essa referência essencial da economia ajuda-nos a entender que o chamado equilíbrio econômico é nada mais que uma abstração impossível de ocorrer na economia real. O estado de equilíbrio nada mais é que o reconhecimento de um estado de inanição da atividade humana. Isso é inconcebível até mesmo quando se trata de animais, quem dirá, com os homens. Isso também é simples de verificar pelo mero fato de que não existe estado final em economia como erroneamente marca o racícinio de muitos modelos e postulados econômicos.

Diante disso temos que o processo de mercado guiado pelos gostos e preferencias dos agentes econômicos é a melhor maneira de coordenar a atividade econômica, pois é a partir da ação dos agentes que se determina o que e quanto produzir com a menor taxa de desperdícios dos recursos e com reduzida incerteza. O como produzir, isto é, o que determinará a melhor forma de emprego dos recursos escassos, fica a serviço dos agentes privados no livre mercado (calcados na lógica do lucro) que naturalmente ofereçeram produtos e serviços com maior qualidade a um preço mais barato. Caso contrário, os ineficientes em alocar os recursos, que por sua vez incorre em produtos caros e de baixa qualidade serão eliminados deste processo, havendo naturalmente um redirecionamento dos recursos para um mercado ainda inexplorado ou pouco explorado.

Toda vez que o Estado rouba - ou transfere, como preferirem - recursos de um determinado setor da economia para beneficiar outrem ele está distorcendo o emprego de recursos na economia, penalizando, por sua vez, aquele segmento em que os consumidores voluntariamente julgaram (através do ato do consumo) ser prioritário e merecedor de suas riquezas. Uma vez que o Estado (ou governo) - que detém o monopólio de coerção - cheio de boas intenções aplique tal política, ele está intrinsecamente direcionando recursos para um setor ou empresa em que os consumidores por meio de sua livre espontânea vontade não iriam direcionar suas rendas. Um governo nunca saberá o que os milhares de agentes econômicos preferem consumir e produzir, pelo simples fato de que não detem uma bola de cristal que os possibilite saber o que cada agente prefere e gosta, fenômeno determinado pela subjetividade de cada pessoa. Aliás, alguns governos até tentaram e a evidência histórica do século XX é emblemática em demostrar a ruína que tal prepotência administrativa pode levar uma nação.

Um exemplo é bem esclarecedor sobre o que significa o intervenção pública na atividade econômica. Quando um governo, por exemplo, julga importante construir uma ponte, ele necessariamente precisará de recursos para tanto. Como ele não tem o poder de criar dinheiro do nada, ele precisa pedir emprestado para quem tem e para tanto, ele pode recorrer a duas alternativas: (a) via tributação sobre a atividade produtiva e (b) via endividamento público que implica, por seu turno, tributação futura.

Então, para construir a dita ponte o governo precisou tributar a produção da riqueza. Mas vamos adiante, supondo que ainda, isso não é relevante. Assim, quando o governo começou a construir a ponte todos enxergam os operários trabalhando, os arquitetos surpevisionando, as paredes sendo levantadas, enfim, todos enxergam o progresso. Isso é a visão daqueles que Fréderic Bastiat chamou de mau economista, pois só exerga os efeitos que se vê de uma intervenção estatal na atividade econômica. Contudo o bom economista, ensina Bastiat, deve além de perceber os efeitos que se vê, também prever os efeitos que não se vê. O que não se vê neste cenário é que a renda dos agentes econômicos que estava sendo direcionada para aqueles fins que de modo particular, individual e subjetivo julgavam melhores para si, agora está sendo empregado na construção de uma ponte que o governo julgou ser melhor "para todos". Ainda mais, o que não foi dito anteriormente, quando o governo taxa algum ramo da economia ou todos, ele está dificultado a geração de riqueza, quando não, impossibilitanto-a. Pois a acumulação é determinada pelos consumidores que julgam a quem e onde direcionar seus recursos. A tributação sobre a atividade incorre em custos mais elevados para os produtores e por isso a inibição de se investir em tal segmento. Com isso, alguns ofertantes terão que se retirar do mercado pois a elevação dos custos criadas pelo governo fez com que tornasse impossível seguir produzindo. E o destino final é, envariavelmete, fechar as portas.

O que se denota é a redução do número de ofertantes dando margem para aqueles que permanecem no mercado aumentar seus preços penalizando o consumidor que tinha acesso, quando o mercado estava livre, a uma ampla oferta de produtos a preços baixos.

É por isso que as imperfeições de governo são sempre muito mais maléficas sobre a economia do que as imperfeições do mercado.

23/05/2003

11 de mai. de 2003

Que primor de texto e de rara honestidade intelectual desse professor que não conheço mais gordo. O austríaco Friedrich A. von Hayek não foi brilhante somente no campo da ciência econômica, mas também se destaca no âmbito da filosofia, história e outras pesquisas.
Lucas

Von Hayek, Prêmio Nobel de Economia de 1974

por Hélio Socolik
(18/09/2002)

Friedrich August von Hayek dividiu o Prêmio Nobel de Economia de 1974 com o sueco Gunnar Myrdal. Conhecido simplesmente como Prof. Hayek por seus alunos, nasceu em Viena, Áustria, em 1899 e faleceu em 1998 (o autor errou, na verdade Hayek faleceu em 1991 aos 92 anos [Lucas]). Por que é importante recordar von Hayek hoje, um período conturbado com a crise mundial de recessão e desemprego e os novos desafios colocados pela globalização, a desestatização, o movimento internacional de capitais e os ataques especulativos ao real e a outras moedas de países emergentes?

Von Hayek representa, certamente, um pensador original, um economista que não se preocupou em pensar diferente da maioria de seus colegas, pois ele preferia a liberdade do setor privado em vez da ação do Estado como um melhor caminho para solução dos problemas econômicos. A observação de que vivemos hoje dias de recrudescimento de movimentos intelectuais contra o liberalismo e de programas que prevêem retorno à estatização, torna importante trazer alguns de seus pensamentos, que não constam normalmente dos textos colocados à disposição de nossos colegas estudantes, fato causado mais por desconhecimento de sua obra pelos próprios professores.

Como breve resumo de sua biografia, tem-se que von Hayek era filho de um professor de Botânica em Viena e aos 28 anos de idade assumiu o cargo de diretor do Instituto Austríaco de Pesquisas Econômicas, onde ficou por 4 anos; foi professor de Economia na Universidade de Viena, onde seguiu a escola austríaca de Economia dos mestres Menger, Wieser, Böhm-Bawerk e Mises. Com 32 anos foi professor na London School of Economics, onde permaneceu até 1950, quando transferiu-se para a Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, famosa por defender a economia de mercado. De 1962 a 1969 foi dar aulas em Freiburg, na Alemanha, de tradição liberal. Suas principais obras são "A teoria monetária e o ciclo do comércio" (1929), "Preços e Produção" (1931), "A teoria pura do capital" (1941), "O caminho da servidão" (1944), "Individualismo e Ordem Econômica" (1948), "A Constituição da Liberdade" (1960), "Direito, Legislação e Liberdade" (1974) e "Desestatização do Dinheiro" (1974). Talvez seu livro mais importante tenha sido "O caminho da servidão", onde o autor adverte o mundo de que o planejamento centralizado da economia leva as sociedades ao totalitarismo, ou seja, à supressão das liberdades individuais mais preciosas do homem, e que se referem às liberdades de consumir e de produzir. Nesse último livro Hayek apresenta a discussão de quatro propostas básicas para os homens refletirem a respeito, e que são:

as instituições que constituem a base da sociedade brotam da ação humana, mas não dos planos e do planejamento humanos;

numa sociedade livre a lei é fundamentalmente natural, não fabricada pela simples vontade dos governantes, sejam monarcas ou maiorias democráticas;

o Estado de direito constitui o primeiro e mais importante princípio da sociedade livre;

o Estado de direito exige que os homens sejam tratados com igualdade, mas o Estado de direito, além de não exigir que os homens sejam igualados, também será minado por qualquer tentativa nesse sentido.

O prof. Hayek é autor de teses as mais polêmicas, dentre as quais a desestatização da moeda, a completa liberdade econômica de produzir e de consumir e da democracia constituída de um órgão legislativo cujos componentes não devem ser vinculados a partidos políticos. A seguir, algumas frases mais interessantes do Prof. Hayek extraídas de artigos e livros, ou de declarações feitas em entrevistas:

"O controle e limitação dos poderes do Estado nos países em desenvolvimento deve ser ainda mais forte, pois nesses países o mercado e a concorrência ainda estão em processo de descoberta e, portanto, é onde a liberdade deve ser assegurada para criar o máximo de oportunidades para que essas descobertas se façam."

"Há funções que só podem ser cumpridas pelo governo e outras que ele cumpre melhor do que a iniciativa particular. Mas mesmo aí deve haver uma restrição: que essas atividades governamentais jamais tenham caráter de monopólio, que haja a concorrência da iniciativa particular."

"O desemprego é resultado da rigidez dos salários impostos pelos sindicatos e os governos. Os poderes excessivos dos sindicatos é que têm causado um declínio da produtividade e constituído os maiores obstáculos ao desenvolvimento econômico e social."

"Não devemos apenas à nossa inteligência a construção da ordem humana, que é hoje capaz de alimentar duzentas vezes mais gente do que havia na Terra há 5 mil anos. Há uma segunda herança que não é produto de nossa razão, uma herança moral que consiste na crença depositada na propriedade, honestidade e família, elementos que não podemos quantificar intelectualmente, mas que são os fundamentos de nossa civilização."

"Deveríamos permitir que as empresas privadas criassem, em regime de concorrência, suas próprias moedas e o público, representado pelo mercado, saberia acolher as boas e rejeitar as más. Os bancos centrais simplesmente desapareceriam, assim como os sistemas monetário e financeiro mundiais."

"O socialismo não passa de uma invenção de intelectuais, que tentaram dar-lhe uma justificação política. Não foi o proletariado que criou o socialismo, mas os intelectuais que têm a pretensão de saber mais do que o povo. O socialismo tem intenções até honrosas, mas é uma ilusão intelectual pretender que a razão humana possa reorganizar a sociedade tendo em vista objetivos que seriam conhecidos e previstos."

"Karl Marx ensinou que o proletariado é uma criação do capitalismo. Na verdade, é. Mas não por exploração, como quer o marxismo. O capitalismo criou o proletariado na medida em que possibilitou a sobrevivência de pessoas que sem ele não teriam como viver."

"Se os políticos não destruírem o mundo, seus sucessores pertencerão a uma nova geração, mais liberal e mais razoável. Temos assistido ao surgimento de uma elite que compartilha meu liberalismo radical. A escolha do liberalismo não é um problema de valor moral ou de preferência. Trata-se de uma questão científica objetiva. Quem consulta a história da humanidade tem ocasião de constatar que a ambição de programar o desenvolvimento social conduz às piores catástrofes." (negrito meu)

Instigante, não? E agora, que tal lermos o Prof. Hayek e discutirmos suas idéias?

Fonte: http://www.vemconcursos.com.br/opiniao/index.phtml?page_ordem=visitados&page_autor=17&page_id=922

5 de mai. de 2003

DESMESTIFICANDO FALSOS DOGMAS

"Laissez-faire não significa: deixem funcionar as forças mecânicas e desalmadas.
Significa: deixem os indivíduos escolherem de que maneira desejam cooperar
na divisão social do trabalho; deixem que os consumidores determinem o que
os empresários devem produzir. Planejamento significa: deixem ao governo a
tarefa de escolher e a capacidade de impor suas decisões por meio do aparato
de coerção e compulsão".


Ludwig von Mises, sobre o significado de laissez-faire na pág 735 de sua monumental obra "Ação Humana - Um tratado de Economia".

29 de abr. de 2003

A VERDADE SOBRE A GLOBALIZAÇÃO

Og Leme
do Instituto Liberal do Rio de Janeiro


Ao contrário do que propala a mentirosa campanha da "esquerda" contra a abertura comercial dos países, a assim chamada globalização tem gerado indisfarçáveis benefícios para os que dela participam, ainda que alguns possam ganhar mais do que outros. Os países sub-desenvolvidos e em fase de crescimento não são exceções, isto é, têm igualmente participado desses benefícios. Isso não quer dizer que todos os países menos evoluídos economicamente tenham se beneficiado da globalização; os que não têm tido benefícios são exatamente aqueles que não se têm aberto para o intercâmbio mundial.

O parágrafo anterior resume a tese do livro In Defence of Global Capitalism, escrito por um jovem sueco de nome Johan Norberg e editado pela instituição liberal sueca Timbro, 2001, 291 páginas. A Timbro é a mesma editora que lançou o livro The Sorrows of Carmencita, de Maurício Rojas, uma excelente análise do drama recente vivido pela Argentina e que será lançado no Brasil, nos próximos dois a três meses, pelo IL do Rio de Janeiro.

O autor, Johan Norberg, é um especialista em história dos ideais e tem publicado livros sobre direitos humanos e liberalismo clássico. Sua tese sobre as vantagens da liberdade econômica interna e no comércio mundial é escrita em linguagem de fácil leitura e calçada em extensa documentação estatística.

Destaco os quatro pontos principais do novo livro de Norberg:

1. Com o livre comércio e o capitalismo, a pobreza e as desigualdades estão tendendo a diminuir no mundo.

2. Nos países em desenvolvimento que mais têm avançado na liberalização comercial tem havido também maior redução da fome e outras formas de privação do que nos outros países.

3. Os salários e as condições de trabalho no Terceiro Mundo estão melhorando em parte devido às empresas multinacionais.

4. Os mercados financeiros livres internacionais têm sido mais eficazes do que a ajuda ao desenvolvimento no combate à pobreza.

O livro de Norberg tem influenciado fortemente o debate entre os suecos sobre os reais efeitos da economia de livre mercado e da globalização. O IL está cogitando lançar futuramente o livro de Johan Norberg. Enquanto isso não acontece, as pessoas interessadas em lê-lo poderão fazê-lo recorrendo ao exemplar em inglês existente na biblioteca do Instituto.

Encerro, traduzindo o conceito de Norberg sobre capitalismo: "[...] é a economia de livre mercado, com o seu sistema de livre concorrência baseado no direito de cada um de usar sua propriedade, a liberdade de negociar para fechar contratos e iniciar atividades empresarias. Estou defendendo, então, é a liberdade individual na economia".

Og Leme é Economista, Doutor em Economia, professor e diretor do IL do Rio de Janeiro.

18 de abr. de 2003

PÉROLA DA SEMANA

Na capa da Gazeta Mercantil do dia 14/04 está a seguinte matéria:

Indústria de tratores prevê expansão no pós-guerra

Rondonópolis (MT), 14 de Abril de 2003 - As vendas de tratores e colheitadeiras vão crescer nos mercados interno e externo com o fim da guerra no Iraque, segundo previsões dos fabricantes de máquinas e implementos agrícolas presentes na Agrishow Cerrado, exposição realizada em Rondonópolis (MT).

"A história mostra que após a guerra cresce a demanda por alimentos e máquinas agrícolas", diz Martin Mundstock, diretor comercial da John Deere para a América do Sul. "O mundo não vai deixar de comer por causa da guerra", afirma Carlito Eckert, diretor nacional de vendas da Agco


- Esse Sr. Martin Mundstock, diretor da John Deere, perdeu totalmente o senso das proporções e falou uma baita bobagem e pior, o maior e melhor jornal de Economia desde país reproduz a asneira em sua capa. Ora, nem se compara os reflexos de uma guerra extremamente regionalizada que assola o oriente médio com os efeitos de uma guerra mundial como aquela que o mundo passou na década de 40.
E ademais, depois da grande guerra o mundo passou pelo que conhecemos "baby boom", isto é, o elevado crescimento demográfico em escala planetária e a reconstrução da economia européia e japonesa juntamente com o crescimento das economias em desenvolvimento (Brasil, Argentina, México, Chile etc) o que resultou, obviamente, no grande aumento do consumo de alimentos.

O que é incrível frente a esse fato histórico é denotar que o Sr. Mundstock conclua (em vista da experiência histórica com o fim da 2ª guerra mundial) que o fim do conflito no Iraque vai alavancar o consumo de alimentos e de máquinas agrícolas no mundo todo. É patético.


O Capitalismo segundo George Reisman

Alguns pensamentos básicos a respeito da Natureza Benevolente do Capitalismo é a primeira de várias palestras, artigos e ensaios de George Reisman que Edward Wolff traduzirá especialmente para o Mídia sem Máscara.

Reisman foi aluno de Mises e tem sido um grande "continuador" de sua obra, embora com um viés um pouco diferente.

17 de abr. de 2003

Novo Blog

Está no ar um novo blog. O Liberal é um blogue baseado nas idéias de Adam Smith, Ludwig von Mises e Friedrich A. von Hayek. A velha e boa tradição austríaca. Os artigos já disponíveis versam sobre temas como o papel do Estado (que remonta Smith); o Liberalismo (sobre a obra de mesmo nome do mestre von Mises) e por fim ressalto, um sobre o fracasso cabal do socialismo (tanto teoricamente quanto na prática) num artigo seminal, dentre outros temas sobre a filosofia liberal. Baita blogue! Os artigos se destacam também pelo refinado trado com a escrita.

Valeu Thiago pela monumental força!

Para você não perder mais tempo, vai o endereço já linkado: www.oliberal.blogger.com.br


Recebi o tesouro

Hoje (15.03.2003) recebi o livro Ação Humana. Acabei de ler a introdução de apenas 11 páginas. Sabe o que me deu vontade de fazer. Atirar os livros "científicos" de Keynes e keynesianos; de Marx e marxistas no fogo, mas antes disso afogá-los num balde de gasolina para ter a certeza de que queimarão. O livro é absolutamente FANTÁSTICO. Von Mises é um GÊNIO! Estou ainda mais realizado por saber que ainda tem quase novecentas páginas pela frente!

Enquanto o Brasil seguir ignorando esse tratado de Economia seguiremos avante no caminho da marginalidade, da ignôrancia, da arrôgancia e da utopia.

Agora é tempo de aula e também trabalho, o que vai impossibilitar uma leitura incisiva da obra. Contudo, pretendo ir escrevendo comentários no blog conforme cada trecho do livro que ler. Penso que seria muito bom para mim e para os meus poucos mas valiosos leitores. Vamos ver...

13 de abr. de 2003

Por que o socialismo não funciona

Álvaro Pedreira de Cerqueira

Todas as doutrinas políticas prometem o bem-estar do povo, ou o que as esquerdas chamam de ‘justiça social’, conceito que ninguém consegue definir com clareza. Aliás, nem Marx nem seus seguidores jamais explicaram o funcionamento de uma sociedade socialista. Porém, Ludwig von Mises, economista e professor austríaco, em seu livro ‘Socialismo’, publicado em 1922, previu com acerto que o socialismo, se levado às suas útimas conseqüências, não poderia funcionar, isto é, satisfazer a sua promessa de prover o verdadeiro bem-estar da sociedade. Isto porque, com o planejamento centralizado em lugar de um sistema de preços livremente estabelecidos pelo mercado, não poderia contar com esta ferramenta – os preços livres – indispensável para que os agentes econômicos possam determinar, com a menor margem de erro possível, o que produzir, em que quantidades e momentos. Somente uma economia de livre mercado, com a mínima intervenção do governo, oferece as condições para maximizar-se a produção e o consumo, mantendo elevada a taxa de emprego. Além disso, uma economia sadia para funcionar bem requer um sistema político assentado num arcaboço legal (constituição) que limite o poder de legislar dos políticos e da burocracia do Estado, e defenda os direitos fundamentais dos cidadãos, como o direito à vida, à propriedade privada, enfim, assegure a liberdade individual, vedando qualquer tipo de privilégio a quem quer que seja. Trata-se de um sistema em que prevaleça o governo da lei e não a lei do governo. Este corpo de leis fundamentais deve conter apenas os artigos que tratem destas questões fundamentais, deixando para a legislação ordinária outros detalhes de organização da sociedade. Mas a Constituição deve impedir também que a legislação ordinária conceda quaisquer privilégios a pessoas, grupos ou empresas.

Na Inglaterra, um outro professor austríaco, ex-aluno e colaborador de von Mises em Viena, Friedrich Hayek, que receberia o prêmio Nobel de Economia de 1974, publicou em 1944 seu livro ‘O caminho da servidão’, confirmando a previsão de Mises de que o socialismo, mesmo moderado, acabaria levando a sociedade que o adotasse à tirania e ao fracasso econômico e social. O que se confirmou após quase trinta anos de governo socialista do Partido Trabalhista inglês, que estatizou a economia, produzindo inflação, alto desemprego e sucateamento da indústria britânica, até que o governo liberal do Partido Conservador, com Margaret Thatcher no poder, restaurasse a economia e o emprego. Na União Soviética, desde 1917, o socialismo já havia sido implantado à custa de umas 50 milhões de vidas. O nacional-socialismo (ou nazismo) na Alemanha resultou na Segunda Grande Guerra, com 44 milhões de mortos, aí incluído o extermínio de 6 milhões de judeus. Isto é o socialismo real. Veja-se também Cuba, Albânia e Coréia do Norte, que proporcionam literalmente a fome de seus povos.

No Brasil as esquerdas vêm há décadas se preparando para implantar o socialismo, através do lento processo gramsciano de doutrinação nas escolas públicas de todos os níveis e através da imprensa. Seria o socialismo tardio, pois o fracasso desse sistema político como forma de distribuição de riqueza está mais do que comprovado. As esquerdas argumentam que o capitalismo, e mais recentemnte o neoliberalismo adotado no governo FHC levaram à elevada concentração da renda e da riqueza. Ora o Brasil nunca adotou o regime democrático de livre mercado capitalista, e somente as privatizações do governo FHC não são suficientes para caracterizá-lo como liberal. Continuamos no sistema mercantilista da colonização portuguesa, com o velho Estado patrimonialista e cartorial de sempre, onde o desenfreado empreguismo com nepotismo levaram este país a ter uma das mais altas cargas tributárias do mundo, concentrada numa minoria da sociedade, que se destina a satisfazer os ganhos exorbitantes e as gordas aposentadorias da alta burocracia, e nada beneficia os cidadãos contribuintes ou não. Estes, por não terem, em sua maioria, acesso ao ensino básico, nem ao saneamento nem à saúde pública, não se podem habilitar a bons empregos, com remuneração condigna, e se mantêm na condição de "excluídos" da economia monetária, na pobreza ou mesmo na miséria. A implantação do socialismo não vai alterar essas causas. Vai mantê-las, distribuindo a pouca riqueza entre os militantes dos partidos socialistas então aboletados nos cargos públicos, formando a nova Nomenklatura. As massas pobres continuarão iludidas por promessas vazias, como em Cuba.

Vice-presidente do Instituto Liberal-MG

6 de abr. de 2003

"Conversas Assombrosas"

Hoje eu conversei pelo ICQ com a irmã de meu amigo, o Jayson, cujo diálogo reproduzo logo abaixo. Achei pertinente publicar nossa conversa virtual pois, a irmã do Jayson, a minha amiga Juliana, é estudante de Fisioterapia, tem 17 ou 18 anos e suas palavras evidenciam a mentalidade pueril de uma jovem pela qual não tem culpa do estado de doutrinação política que está submersa, trabalho feito pelo discurso hegemônico de nossas classes letradas. Eu também passei por isso, como falei pra ela. Sua mensagem inicial, começa a partir de um e-mail que a mandei contendo o artigo "Denuncias Assombrosas" do Porf. Olavo de Carvalho que também é possível ler aqui no blog logo mais abaixo.

É com prazer, portanto, e com muito respeito que apresento aos leitores nosso amigavel diálogo, devidamente autorizado por ela:
Ops: Jayson é o irmão dela, dono do ICQ, por isso leia-se Juliana.

Jayson (7:04 PM) :
naum gostei dakele e-mail q tu mandou...falando akeles negocio do pt
Austríaco (7:05 PM) :
desculpa não quis te magoar nem dar lição de moral, foi apenas com afeto.
Jayson (7:05 PM) :
tu soh ve o lado da direita...
Austríaco (7:05 PM) :
não acredito nisso não...
Austríaco (7:05 PM) :
como assim?
Austríaco (7:06 PM) :
qual artigo eu lhe enviei?
Jayson (7:06 PM) :
eh o q eu penso qdo leio o q tu escreve..
Jayson (7:06 PM) :
naum o q tu escreve os negocio q tu manda!!!
Jayson (7:07 PM) :
dakele jornalista q fala q o pt tem ligaçao com a farc
Austríaco (7:08 PM) :
A tá, bom, sim as farc ajudaram nas elições do PT com 5 milhões de reais... é triste, lamentável, mas real... tu sabe o que é as farc?
Jayson (7:08 PM) :
claro q sei...forças armadas revolucionarias da colombia
Jayson (7:09 PM) :
eu naum acredito nisso!!!
Austríaco (7:10 PM) :
bom o tempo dirá a verdade, pricipalmente se a CPI que o deputado Alberto Fraga está tentando abrir apra as investigações, pois provas do fato ele tem.... vamos esperar...
Austríaco (7:11 PM) :
as vezes a verdade é tão dolorida que agente se esforça para não enxergar.
Jayson (7:12 PM) :
eh q tem muita gente q tenta "derrubar"o pt...e sai com essas coisas sem nexo
Austríaco (7:15 PM) :
é verdade sem nexo quando toda a mídia nacional, os intelectuais, as editoras de livros, são todos cumplices da esquerda triunfante, então quando alguem independente investiga e descobre verdades inconvenientes, todo mundo só pode achar sem nexo, pois, como pode se eles são tão "éticos" e democráticos" e "cheio das boas intenções" é essa a mentalidade que com extremo sucesso as elites letradas formaram em nosso país. Sugiro a leitura de "O Imbecil Coletivo" do Olavo de Carvalho, que agora está recebendo novas ameaças de morte por botar o dedo na ferida!
Austríaco (7:18 PM) :
www.olavodecarvalho.org leia e se desintoxique da imbecialidade que tomou conta do senso comum brasileiro. Ler Olavo de Carvalho é como receber um copo d'agua em meio o deserto escaldante.
Jayson (7:19 PM) :
vc como uma pessoa esclarecida precisa fazer outras leituras e naum deixar-se dominar pelas idéias de apenas uma pessoa q eh como todos sabem extrema direita!!!
Austríaco (7:22 PM) :
extrema direita!!!!! faz-me rir... sugiro que leia qualquer livro dele para depis formar algum juízo do cara. Foi o Olavo que me salvou do marxismo e do esquerdismo que me dominou quando entrei na facul, Juliana, eu só faltava pegar a bandeira do MST e sair pela cidade....
Jayson (7:23 PM) :
o nosso brasil chegou ao extremo q chegou pq até agora foi dominado pela tão considerada direita!!! e vc acha q tava bom assim??
Austríaco (7:25 PM) :
ahahhahhahhaha!!!! DIREITA!!!! sim a direita patrimonialista!!!!!! estatista!! a mesma conduta tomada por Lula neste momento, contudo, lula é da esquerda estatista, ou seja, farinha do mesmo saco. apenas o lado, dentro do saco, é diferente.
Jayson (7:28 PM) :
concordo contigo...soh acho q com o pt no governo pior naum vai fica!!!!ele nos mostrou q naum precisamos de dominaçao e q podemos buscar a nossa propria independencia!!!
Jayson (7:28 PM) :
podemos viver sem ser dominados por forças maiores!!
Jayson (7:28 PM) :
eu acho q houve uma conscientizaçao da sociedade brasileira!
Austríaco (7:29 PM) :
Leia "O Dinossauro - Uma investigação sobre o Estado, o patrimonialismo selvagem e a nova classe de intelectuais e burocratas" de J. O. de Meira Penna. Este livro elucida as verdadeiras causas de nosso atraso e subdesenvolvimento. Está lá tanto a direita patrimonialista quando a esquerda radical, a diferença é que esta leva-nos ao abismo de forma mais rápida.
Austríaco (7:34 PM) :
Nós DEVEMOS viver sem ser dominados por qualquer força coerciva. Hoje esta força se chama ESTADO que rouba 36,7% da renda nacional via tributos e em contrapartida, nada nos devolve. Isso imperra toda a geração de poupança e riqueza de uma economia. A uma década estamos crescendo mediocramente. (1,5% em média) com uma carga tributária dessas não há iniciativa que prospere, é preciso reduzir o compulsório de quem trabalha e produz. Pergunte pro seu pai sobre isso, tenho certeza que ele concorda. E pasme: isso se chama LIBERALISMO!!!!!
Jayson (7:35 PM) :
eu acho q nossas visoes sao diferentes e eh melhor naum falar mais nisso!! por enquanto pensar nessa massa de pessoas excluidas da sociedade por varias razoes para mim eh o mais importante e isto o unico partido q faz eh o partido dos trabalhadores!!
Austríaco (7:39 PM) :
o problema é qu este partido é socialismo, e isso significa que ele pretende tirar o povo da miséria dando comida, tornando assim o povo dependente do partido e fazendo-o de massa de manobra. Isso é característica dos partidos de cunho socialista. Porém, nunca na história da humanidade um governo tirou seu povo da miséria. Verifiqueo os EUA, por exemplo, país em que os trabalhadores tem a melhor condição de vida, não é o governo, o partido que mantem isso, mas o desenvolvimetno gerado pela atividade econômica salutar. É simples assim.
Austríaco (7:40 PM) :
tudo bem, deixa pra lá....... conte comigo quando quiser ouvir algumas "direitiçes"....
Jayson (7:41 PM) :
mas se vc considera a direita tao boa...pq acha q o país chegou aonde chegou?? e eles nunca denunciaram a fome...os excluidos...??
Jayson (7:49 PM) :
??????
Austríaco (7:49 PM) :
primeiro, eu não acho a direita tão boa! Acho o socialismo terrível e para isso não preciso estar criticando em nome de outra ideologia. Isso é cacoete mental que os socialistas incucam na mente dos individuos, ou melhor, para soar politicamente correto, dos "cidadãos", ok. Repito, pois: o nosso atraso deve ao tamanho da máquina estatal que retira dinheiro da economia para pagar suas dívidas originadas no passado pela mania estatista de crescimento (coisa que abomino) e para sustentar a classe parasitária, o funcionalismo público que vive em Brasília. Voce não sabe, naturalmente, por que não estuda economia, o que significa uma tributação pesada sobre a atividade econômica. Pois lhe falo: significa a essencia de nosso atraso, de nossa desigualde gritante, dos bolsões de miséira, da fome aguda etc, etc. Só o "enxugamento" do Estado, retirando seu peso sobre a economia é que virá a geração de emprego, renda e estinção da fome. Quando o governo "dá" é nós quem paga! Não existe almoço gratis. O governo nunca dá nada, alguem tem que pagar. É ilusão pensar que a solução passa pela mão do governo, ao contrário, ele é o problema.
Jayson (7:53 PM) :
concordo mais uma vez com suas consideraçoes...mas o importante eh pensar o q eh bom para a sociedade coletiva e naum apenas para uma minoria como foi feito até o momento...assunto encerrado!!!
Austríaco (7:53 PM) :
Exato! ehehehehehehe tenha uma boa noite!




4 de abr. de 2003

QUEREM O FIM DO FILÓSOFO

Expresso aqui o meu irrestrito apoio ao Prof. Olavo de Carvalho, homem cuja sabedoria e honestidade intelectual está aquém de sua época, a do Brasil de nossos dias, e é por isso que uma turma de bocós querem sua extinção física. No site do mídia independete, que não sei e nem faço questão de saber o endereço, há uma gritaria horrenda de verdadeiros estúpidos (garanto que a mais da metade são "estudantes" e "intelectuais") querendo o fim físico do homem. Como sempre, argumentos que refutem ou que invalidem os seus, até agora nada! É pela inexistência deles, que então, desesperados, apelam para gritos de execução. Esses cara, ontem, hoje e sempre, só tiveram e terão apenas uma arma para vencer o adversário: a VIOLÊNCIA e a ESTUPIDEZ.

VIDA LONGA AO MAIOR FILÓSOFO VIVO DO BRASIL!


Brasileiro gasta mais de um terço do que ganha com impostos

EDUARDO CUCOLO

da Folha Online 12/03/2003

O brasileiro só vai começar a ganhar dinheiro este ano a partir do dia 14 de maio. Até lá, tudo o que ele ganhar será utilizado para pagar impostos.

Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, mais de um terço (34,47%, em média) do que o brasileiro ganha no ano vai para o bolso do governo na forma de impostos e contribuições. Esse percentual se refere não apenas à tributação sobre os salários, mas também aos impostos embutidos naquilo que as pessoas consomem.

''Na década de 70 inventaram a expressão de que o ano só começava após o Carnaval, pois até lá o brasileiro só trabalhava para pagar impostos. Agora, com o aumento da carga tributária, a expressão precisa ser atualizada. O trabalhador só vai começar a ganhar dinheiro após o Dia das Mães'', disse o presidente instituto, Gilberto Luiz do Amaral, se referindo à data comemorativa que cai no segundo domingo de maio.

Os impostos fazem com que um salário mínimo (R$ 200), por exemplo, seja na verdade de R$ 136,20. O restante acaba voltando para o governo, direta o indiretamente. Já um trabalhador que ganha R$ 3.000, acaba devolvendo mais de R$ 1.000 ao governo. Um salário alto também sofre com o pagamento de impostos. Quem ganha R$ 10.000, por exemplo, paga R$ 2.393 sobre o salário e mais R$ 1.754 no consumo. Ou seja, leva R$ 5.853 para casa (58%).

30 de mar. de 2003

Não deixe de ler isso. É o artigo de maior importância para o Brasil nos últimos anos.


DENÚNCIA ASSOMBROSA

Olavo de Carvalho

O Globo, 29 de março de 2003

O deputado Alberto Fraga (PMDB-DF) anunciou dia 21, na Câmara, ter provas cabais de que o PT recebeu ajuda financeira das Farc nas últimas eleições.

Fraga quer que a denúncia seja averiguada por uma comissão parlamentar de inquérito e já começou a coletar assinaturas para isso.

É A ACUSAÇÃO MAIS GRAVE QUE ALGUÉM JÁ FEZ A UM PARTIDO POLÍTICO AO LONGO DE TODA A NOSSA HISTÓRIA. As Farc são uma organização revolucionária e criminosa, responsável pela morte de pelo menos 30 mil colombianos, pelo fornecimento maciço de cocaína ao Brasil através de seu sócio Fernandinho Beira-Mar, pela contínua violação das nossas fronteiras e, segundo suspeitam as autoridades policiais, pelo adestramento de quadrilheiros cariocas nas táticas de guerrilha urbana com que têm espalhado o terror na cidade do Rio de Janeiro. Se essa entidade interfere numa eleição no Brasil, a eleição é totalmente inválida e os políticos envolvidos no caso devem responder não somente por crime eleitoral, mas por cumplicidade com o narcotráfico e por colocar em risco a segurança do país.

Porém ainda mais espantosa que a denúncia é a total incuriosidade da nossa mídia, que até agora não fez ao deputado Fraga sequer uma pergunta a respeito.

ESSA INDIFERENÇA CONTRASTA DE TAL MODO COM O ASSANHAMENTO DOS REPÓRTERES QUANDO DOS PRIMEIROS INDÍCIOS DE CORRUPÇÃO NA PRESIDÊNCIA COLLOR DE MELLO, QUE SÓ PODE SER EXPLICADA PELO EFEITO AMORTECEDOR QUE CERTOS PRECONCEITOS POLÍTICOS EXERCEM, AO MENOS INCONSCIENTEMENTE, SOBRE A ÂNSIA DE INVESTIGAR E A VONTADE DE SABER. HÁ AINDA OUTRO FATOR, É CLARO: COMPARADO COM AS FARC, PC FARIAS ERA APENAS UM LADRÃO DE GALINHAS, E É MAIS FÁCIL SER VALENTE CONTRA UM LADRÃO DE GALINHAS DO QUE CONTRA UM EXÉRCITO DE DELINQÜENTES ARMADOS.

Durante as eleições, fui praticamente o único jornalista brasileiro a lembrar aos eleitores que Lula era o presidente do Foro de São Paulo, coordenação estratégica do movimento comunista no continente, na qual o PT se associara solidariamente não só às Farc, mas a outras entidades criminosas, como o MIR chileno, acionista maior da próspera indústria brasileira dos seqüestros. Na época, não me passava pela cabeça a idéia de que Lula (ou qualquer outro candidato petista) pudesse ou desejasse receber ajuda em dinheiro dessas organizações, mas a simples ligação política que a elas o associava já me parecia garantir que, eleito presidente, ele estaria de mãos amarradas e nada poderia fazer contra a criminalidade ascendente exceto no campo das bratavas evasivas e das promessas ocas, exatamente como tem acontecido até agora.

Se comprovadas as acusações, a classe jornalística inteira terá de admitir que errou gravemente ao recusar-se a incomodar o então candidato Luís Inácio Lula da Silva com perguntas sobre as relações de seu partido com a narcoguerrilha colombiana, privando o eleitorado de informações vitais para uma escolha sensata. É compreensível, pois, que, diante da obrigação de averiguar o que até ontem negava “a priori”, ela sinta, macunaimicamente, uma preguiiiiiiiça...

***

Caros pacifistas, saddamistas, antibushistas e anti-americanistas em geral: No endereço http://www.skadi.net/topsites/ vocês encontrarão uma lista dos cem principais sites nazistas da internet. Quase todos eles têm algum pronunciamento a respeito da guerra. Por favor, vão lá e comprovem: eles amam vocês loucamente. E odeiam George W. Bush. Será tudo uma esplêndida coincidência, ou, como me parece, afinidade genuína? Para tirar a dúvida, fui ver o que pensavam os extremistas de direita não expressamente nazistas, como Alain de Benoist (fundador da “nova direita” francesa), o finíssimo Monsieur Le Pen ou o historiador inglês David Irving (que se autodefine como “mild fascist”). Querem saber? Eles também estão todos aplaudindo vocês. Isso é sucesso, galera.

Sempre houve quem dissesse que o antinazismo da esquerda era apenas uma fachada teatral, erguida às pressas por Stalin para encobrir uma aliança macabra que, no momento decisivo, Hitler rompera unilateralmente. O livro dos historiadores russos Yuri Dyakov e Tatyana Bushuyeva, “The Red Army and the Wehrmacht” (New York, Prometheus Books, 1995) confirmava inteiramente essa hipótese: armando a Alemanha, a URSS provocara deliberadamente a eclosão da II Guerra Mundial, na esperança de usar os nazistas como ponta de lança. Mas o teste final era o seguinte: se a afinidade entre os dois totalitarismos era autêntica, um dia eles voltariam a aparecer de mãos dadas, tão logo se dissipassem as condições que os haviam levado a uma ruptura temporária. Foi o que veio a acontecer com a emergência do radicalismo islâmico, “terceira via” totalitária que resolve as contradições e restaura a aliança anti-americana entre socialismo e nazismo. Dia 20 dei uma palestra no Clube Israelita Brasileiro do Rio explicando isso, mas o assunto é complicado demais para ser resumido aqui. Tão logo a transcrição esteja publicada no meu site, avisarei os leitores do Globo.

***

Muitos comentaristas brasileiros repetem como papagaios histéricos que “os EUA armaram o Iraque”. Nenhum deles jamais mostrou ou mencionou uma só arma americana apreendida de tropas de Saddam, seja na guerra do Golfo, seja nesta de agora. Nem avião, nem míssil, nem bomba, nem tanque, nem metralhadora. Nem sequer uma miserável pistola automática “made in USA”. Só Scuds, Kalashnikovs, etc. Mas desde quando a mentira precisa de provas?

A propósito, leiam o artigo de Charles R. Smith, “Who armed Iraq?”, em http://www.newsmax.com/archives/articles/2003/3/17/123424.shtml.

PS — Quando uma bomba supostamente americana mata por acidente 15 cidadãos iraquianos num mercado de Bagdá, a mídia se desmancha em gritos de horror e até o secretário-geral da ONU engrossa a onda de lacrimejações gerais. Mas, quando os paramilitares de Saddam Hussein disparam deliberadamente contra milhares de civis em fuga da cidade sitiada de Basra, a orquestra mundial dos bons sentimentos faz pausa para o cafezinho.

Olavo de Carvalho é Filósofo, Jornalista, Professor e autor de, entre outros, "Aristóteles em Nova Perspectiva", "A Nova Era e a Revolução Cultural", "O Imbecil Coletivo" e "O Jardim das Aflições".
Homepage: www.olavodecarvalho.org




28 de mar. de 2003

Reproduzo e-mail de meu amigo André sobre o jornalismo militante de nosso país. É caótico!

Por um acaso aguém aqui entre os amigos tem acompanhado
as reportagens do jornalismo da Globo ultimamente?
Especialmente o canal GloboNews?

É um absurdo a tendência esquerdista! Mesmo na programação
de entrevistas, tipo o programa "Millenium".. onde só há entrevistas
de tendenciosos esquerdistas anti-americanos que fazem apologia
ao socialismo e terrorismo em cima dos nomes republicanos. Isso
sem falar nos entrevistadores..

Agora... observem a cobertura da Guerra. Só falta algum daqueles
"jornalistas" por fogo em uma bandeira Americana. O que não duvido.
Uma vergonha!

Sinto-me como uma ameba vendo o pseudojornalismo infantil e
"magoadinho" da Rede Globo.

Abraços,

André Frantz

22 de mar. de 2003

E a pergunta que não quer calar:

E a GUERRA?

Ponto de Mutação - O Filme, o Capra, o Olavo, o Meira Penna e a concepção da CIÊNCIA. E meu rumo nesse emaranhado...

Quinta-feira o professor passou um video para a turma. O filme se chama "Ponto de Mutação" um documentário baseado no livro de mesmo nome de Fritjot Capra.

O filme narra a história de três sujeiros: um poeta, um político e uma cientista que passam o tempo todo discutindo filosofia, Descartes, política e ciência. Tudo isso relacioando com a natureza e o ser humano ou a intervenção do ser humano na natureza. Gostei muito do filme, pois nunca tinha lido nada sobre a questão científica do progresso das idéias e do mundo. Isso que me chamou a atenção. Descartes teria concluido com sua investigação de que o mundo; as pessoas, se comportam como um relógio. Um comportamento, portanto, mecanicista. É nessa base que boa parte do diálogo se estende...

Então lembrei que o Olavo de Carvalho tem um livro sobre o dito cujo, o Fritjot Capra, físico que inspira os diálogos do filme.
Como o livro está disponível na internet clicando aqui, fui lá e imprimi toda a parte sobre Capra (a de Gramsci eu já possuia). Tenho certeza que será uma crítica mordaz sobre o "mestre" da ciência.

Como se não bastasse, antes disso, ontem mesmo, estava lendo "O Dinossauro" de J. O. de Meira Penna, esse outro pensador que o Brasil um dia vai saber reconher com a justiça que merece seu pensamento e sua obra, um livro simplesmente espetacular cujo subtítulo é "Uma pesquisa sobre o Estrado, o patrimonialismo selvagem e a nova classe de intelectuais e burocratas"

O subtítulo já diz tudo, né? Quase. Não fosse a grande erudição do autor que remonta desde os pensadores clássicos e românticos do século XVI, XVII e XVIII para construir a lógica implacável de sua investigação e culminar no lúcido esclarecimento do "estado de coisas" que opera a burocracia brasileira, fenômeno inigualável na história da burocracia planetária, atrofiador e causador por excelência de nosso atraso e subdesenvolvimento, bem como, ele investiga a mente de quem nos guia: os intelectuais ociosos e cegos que se locupletam nas cádetras universitárias e dão sustento para os discuros demagógicos de nossos políticos. Um desastre que mais do que ninguem hoje presenciamos...

Feito esse humilde, mas justo apontamento sobre a obra, foi lá que li o ensaio "Dépostas Esclarecidos" onde retrata exatamente as questões da ciência e do pensamento como abordado no filme do dia anterior. A diferença é que a maturidade de Meira Penna surpreende o leitor com sua nobre visão filosófica do tema.

Preciso continuar lendo o livro, e também quero ver novamente o filme (minha namorada se propôs a assistir junto após te-la convencida. Que ótimo!) assim como, percebi que maravilhoso e instingante é a leitura da literatura científica elaborada pelos filósofos e pensadores da "idade da razão".

Vamos tomar um rumo mais "cientificista" nos estudos, portanto.

21 de mar. de 2003

O Antiliberalismo

Acabo de ler o pequeno livro "Antiliberalismo 2000 - A Ascensão do Coletivismo do Novo Milênio" de David Henderson editado pela UniverCidade (2002). O livro foi um presente que ganhei do Embaixador Meira Penna que é coordenador e editor da obra. Henderson é professor, pesquisador e também economista que já trabalhou em grandes orgãos internacionais como a OCDE e o Banco Mundial.

O pequeno libelo poderia também ser chamado de "a mentalidade anti-liberal", numa alusão ao livro de Ludwig von Mises "A Mentalidade Anti-Capitalista". Eis que o autor pontua uma visão geral da mentalidade anti-liberal predominante no mundo e mostra-nos as falácias que a influência esquerdista internacional insciminam na mente do público leigo. Professores, jornalistas, intelectuais, empresários - que, ressalta-se, não são empreendedores -, políticos, funcionários públicos, militantes e ativistas radicais estão todos no rol dos divulgadores e legitimadores do antiliberalismo.

Essa gente, que no intuito de salvar o planeta da precariedade e da pobreza alarmante vocifera aos quatro cantos do mundo seja em jornais, revistas, livros, teses, conferências, sala de aulas e todo a ambiente onde ventila as infornações e se concretiza a formação de pensamento, a necessidade de um controle internacional da atividade econômica-comercial que possam "garantir" assim, um "progresso sustentável". É exatamente nesse ponto que ele chama a atenção. Como não ser antiliberal, se essa "corrente" (chamaremos assim, embora ela não tenha um corpo definido e coeso já que une uma vasta classe de indivíduos e grupos tão distintos quanto desconhecidos entre si) clama por um "desenvolvimento sustentável"; pelos "direitos humanos"; pelo "meio ambiente"; pelas "injustiças socias"e tutti quanti se (agora!) esses próprios fundamentos estão sendo atrocidados pelo maldito "liberalismo"? A balela persuade facilmente as mentes pueris.

Outro âmbito importante que Henderson salienta é a crença de que existe uma "hegemonia liberal" desde os tempos da revolução industrial. Essa falácia é sustentada pela turma dos "vacas loucas" como sarcasticamente os denomina Meira Penna na apresentação do livro, pelo simples fato de que todo o mal que existe no mundo é causado pelo capitalismo liberal. Os intelectuais tupiniquins não percebem que as falhas e erros de políticas internas dos governos dos países em questão é a substância essencial -eu diria única - para se compreender o verdadeiro motivo do seu atraso e subdesenvolvimento. A responsabilização dos males do mundo que cai sobre o liberalismo e a globalização não passa de um bode expiatório que a "imbecilidade coletiva" usa para inflamar seu discurso demagógico e coletivista que impera no mundo atual e vem a cada dia ganhando mais adéptos, que como jegues atrás da cenoura não sabem ao menos onde vão parar nessa bovina caminhada na luta pelo coletivismo milenar.

No primeito capítulo Henderson evidencia fatos empíricos do contexto mundial mostrando que é exatamente o inverso daquilo que os aitolás antiliberais pregam em suas encíclicas. Afirma ele que: "não se pode culpar a liberalização pela piora na situação econômica dos países da OCDE no começo dos anos 70. Digo que, pelo contrário, pode-se considerar tal declínio como resultante em parte, senão inteiramente, das políticas antiliberais. Tais políticas foram postas em prática tanto antes como depois do agravamento da situação".
Além disso, ainda evidencia que o nível de desemprego na Austrália antes do implemento da liberalização da economia (1983) penalizava quase 10% da pupulação economicamente ativa e que após dez anos de liberalização econômica o desemprego caiu para a pequena taxa de 2,3%. Esse fato é muito elucidativo quando se ouve por aí que o liberalismo é também a causa do desemprego em massa que assistimos em alguns países. Mas observem e notem que esses países são aqueles em que o governo mais proibe a atividade econômica via impostos, regulação de mercado, concessão de monopólio ao setor privado, estatização, regulação do mercado de trabalho, pesada burocracia sobre a produção, controle de preços e da taxa de câmbio e que ainda conta ou espera contar por um Estado-babá que providencie tudo de melhor e o "mais justo" possível para a sociedade tão a mercê dos tempos injustos em que vivem.

A leitura da obra de David Henderson, entretanto, se torna urgente neste preciso momento em que o coletivismo do novo milênio concretizado nas milhares de ONGs "pacifistas" que agitam o mundo todo (sob a tutela da ONU) numa grande campanha anti-americanista e, portanto, anti as tradições do ocidente liberal, levando consigo uma gama de idiotas pateticamente persuadidos de que a cenoura que os comanda os conduzirá ao reino da prosperidade e da abundância coletiva.

18/03/2003



16 de mar. de 2003

Blog

Agradeço ao Claudio Tellez pela indicação de meu humilde blogue. Parafraseando meu amigo Enes Saldanha Luciano: um ínfimo ponto de luz frente um mundo de blogs tão luminoso.
Vou colocar seu blogue nas minhas indicações também Claudio. É claro que não se trata apenas de um agradecimento mostrando reciprocidade, mas sim, um ato de indicar blogues de alta qualidade, afora o ateísmo. Continue lendo os "austríacos"!



8 de mar. de 2003

Magnífica homepage

Vocês já conhecem a homepage www.antimodernidade.hpg.com.br? Não!! Não sabem o que estão perdendo...

De volta as aulas

Então começou as aulas, bem como, retornei ao trabalho. E o blog? O blog segue, porém mais devagar...

O início das aulas foram como sempre. Rever os colegas, os professores, observar as gurias, dar uma volta na cantina, assistir os bixos, etc, etc... Esse semestre sigo fazendo apenas três cadeiras: Economia Internacional II, Economia do Setor Público e Economia Regional.

A primeira aula de "Economia do Setor Público", com base num texto do mexicano René Villarreal foi literalmente pregado o ódio ao liberalismo e ao mesmo tempo, naturalmente, uma louvação ao intervencionismo estatal como "agente econômico", regulador e benfeitor.

Salvou-se o professor de Economia Regional, que deu uma aula muito boa, tanto no conteúdo para reflexão quanto na sua conduta de comediante. Dei mais rizada naquela aula do que nos melhores filmes de comédia que já assisti!

Por hoje era isso.

2 de mar. de 2003

Pérola da Semana

Essa eu tirei do Blog do Cláudio. Olha o que disse o ministro das comunicações, Miro Teixeira, nesta entrevista para um grande jornal:

“Nós queremos competição, queremos preços livres. E, obviamente, numa situação assim, a regulação do Estado tem que existir para garantir que os preços sejam justos.”

Isso mesmo, preços livres mas regulado pelo Estado!! Uma aberração! É mesmo Cláudio de pifar qualquer cérebro que não esteja contaminado pelo vírus do estatismo.

1 de mar. de 2003

Até que enfim arrumei o link para o blog do Claudio e do Leonardo. Só agora fui notar que estava errado, desculpa gurizada. Agora, os prezados leitores, quando passarem por aqui podem acessar. Podem não, devem!



28 de fev. de 2003

O Livro de Meira Penna

Alicerçado numa sólida base bibliográfia praticamente obscura no Brasil e na genialidade que lhe é peculiar, o Embaixador José Osvaldo de Meira Penna transcende e refuta tudo aquilo que o ambiente acadêmico e em especial as faculdades de Economia deste país estão a décadas ensinando e incutindo na cabeça dos estudantes. "Opção Preferencial pela Riqueza" editado pelo Instituto Liberal é mais que uma obra monumental, ela é reveladora. A erudição de Meira Penna combinada com as mais intensas investigações sobre o tema da pobreza e da riqueza é o que caracteriza este livro não só como magistral, mas sobretudo como iluminador.

Não cabe aqui fazer uma análise detalhada da obra, mas gostaria de, ao menos, estender aos leitores apenas alguns pontos um tanto irradiante sobre as condições dos trabalhadores na época da Revolução Industrial, tema em que a hipocrisia e a demagogia histórica imperam tanto nos livros quando em sala de aula e daí deriva para a totalidade do meio acadêmico, político, e até "científico".

Meira Penna elucida os fatos histórico-econômicos amparado nas investigações de Hayek e Jouvenel, de que a revolução industrial, por exemplo, representou um salto qualitativo no padrão de vida dos trabalhadores ingleses. O que estamos habituados a ouvir, entretanto, é que "a industrialização representou um massacre para os proletariados, que ao saírem das 'idílicas' condições de vida que o campesinato proporcionava, passaram a sofrer os horrores do capitalismo" ou que foi, então, "uma desumana forma de vida embarcada na fome e miséria ao lado de um diabólico parque industrial que ora nascia". Não há hipocrisia que se iguale.

Obviamente, que no século XVIII, XIX, as condições da urbanização nascente na Inglaterra eram muito precárias, contudo, salienta o autor, se comparadas com o nível de vida com que os camponeses viviam nas áreas rurais antes do advento da industrialização, a vida nas cidades eram muito superiores. Fato consumado que fez gerar a imensa massa de emigrantes que por livre e espontânea vontade emigravam da fatigada vida rural para as cidades que então que floresciam e os proporcionava oportunidades, trabalho e sustento.

Ele muito bem nos lembra que as indignações sobre as condições de vida dos proletariados não tinham natureza nas queixas dos novos emergentes que se instalavam nos centros urbanos, mas sim, entre os intelectuais, políticos e burocratas de Londres...

Enfim, outra importante questão que nos é apresentada comumente são as condições de vida "idílicas" que supõe (ou impõe) os intelectuais, historidores e professores, de ter existido antes do advendo industrial. Essa presunção é denotada por Marx e Engels desde o Manifesto Comunista de 1848. Nas palavras de Engels em seu livro sobre as classes trabalhadoras na Inglaterra afirma ele que: "a vida pacífica e justa dos caponeses em sua piedade e probidade só ganhavam aquilo de que precisavam, trabalhando o que desejavam, eram fortes, saudáveis (...) seus filhos cresciam em condições ideais, com ar puro, e podiam ajudar seus pais no trabalho (...) eram gente respeitável que tinha uma vida moral sem tentações para a imoralidade. Seus filhos eram educados com idílica simplicidade e(...) em obediência e temor a Deus". Uma hiprocrisia romântica que chega ser grudenta, que como afirma Meira Penna, remonta as divagações de Rousseau, Thoreau, Whitman e o nosso Darcy Ribeiro.

Na realidade, entretanto, é o que aponta o autor fazendo referência à obra The Industrial Revolution and Economic Growth de R. H. Hartwell, que diz que em verdade, "levas de camponeses da agricultura, que empregava menos mão-de-obra, transferiram-se para as grandes cidades onde a industrialização rápida requeria mais trabalhadores. As condições nas cidades, por mais horríveis que fossem, eram melhores do que as do campo: na cidade havia trabalho e não havia fome e sempre algum divertimento. A urbanização acelerada naturalmente causou tremendos desequilíbrios, mas a crença no empobrecimento surgiu da consciência da burguesia urbana que não possuía idéia alguma das condições reais em que vivia o capesinato".

Esses pontos são apresentados no capítulo dois da obra, cujo relato sobre a origem da pobreza e da riqueza desde os tempos da Inglaterra do século XVIII até o Brasil de fins da década de 80, são observados pelo autor. Se trata de uma aula magna. Eu fico me perguntado: quando eu teria a oportunidade de saber a verdade econômica da sociedade sobre o período industrial na Inglaterra do séc. XVIII, XIX? Se na minha universidade o assunto é abordado mais especificamente na matéria "História do Capitalismo" que tem como referência um livro de Paul Singer? Ou então, ainda me restaria uma última "alternativa", qual seja, a cadeira de Economia Marxista onde durante um ano estudamos o evangelho de Karl Marx! Ao menos o professor foi prudente e não obrigou a leitura do Manifesto.

Voltando ao livro, por fim, nele Meira Penna enfatiza que o único caminho para a geração de riqueza é aquele traçado num ambiente seguro; de garantia da propriedade privada, da plenitude das instituições democráticas marcados pela virtude do trabalho, da poupaça, da honestidade e da liberdade econômica. Como genialmente mostra J. O. de Meira Pena a luz da evidência histórica, este é, portanto, o cenário fértil para o progresso de qualquer nação. Enfim, uma obra magistral a qual recomendo entusiasticamente a TODOS!

A Escola Austríaca de Economia

Na concepção da Escola Austríaca de Economia a ciência econômica sofreu um grande retrocesso quando da criação da metodologia em que separa a ciência econômica em microeconomia e macroeconomia.

Segundo os manuais convencionais, a microeconomia é a metodologia em que analisa o comportamento entre ofertantes e demandantes. Assim sendo, isto pode ser analisado, por exemplo, de um lado, todos os ofertantes de sabonete (todos os fabricantes das mais diversas marcas de sabonetes) e de outro lado, todos os consumidores do produto. Assim como, pode ser investigado somente os ofertantes de uma determinada marca de sabonete e seus respectivos consumidores. Esse é o postulado básico da denominada microeconomia: analisar a relação, a interação; o comportamento entre a oferta e a demanda.

Por sua vez, a macroeconomia se preocupa com o geral (o nome já diz, MACRO), isto é, com os chamados agregados econômicos. Por exemplo, o PIB de uma cidade ou país; o comportamento dos preços, a inflação; a taxa de juros; com o nível de emprego; a taxa de câmbio; a balança comercial; o nível de poupança; o nível de investimento; as condições financeiras do setor público; enfim, a situação econômica de uma nação ou região num deterninado período. Esse é o postulado básico que diferencia na análise econonômica a microeconomia e a macroeconomia.

No entanto, para os teóricos da Escola Austríaca de Economia essa divisão representa na verdade uma farsa teórica somente conveniente para a classe dos economistas, que podem se utilizar de uma ou outra metodologia para esplanar uma receita, um programa, uma análise sobre determinado aspecto econômico, que em si representa uma alternativa aos economistas de plantão para externar aos incautos sua bela sabedoria econômica, assim como, facilitar a vida dos políticos.

Segundo os economistas "austríacos" essa dicotomia entre "microeconomia" e "macroeconomia" peca mais do que em qualquer sentido num fator fundamental para se analisar a enconomia, aliás, o ente mais importante na investigação da ciência econômica: o homem.

A teoria econômica da Escola Austríaca criada em fins do século XIX pelo economista Karl Menger principia sua investigação precisamente na ação humana, na ação dos indivíduos, levando em conta a característica universal da humanidade, isto é, a diferença entre os homens. Reconhece ela, portanto, que os indivíduos são diferentes entre si, que existe uma escala de valores particular e individual, ou seja, reconhce que os gostos e as preferências são individuais, subjetiva e intransferíveis. É por isso que a escola austríaca também é conhecida como a Teoria Economia Subjetivista.

O Postulado da ação humana foi criado monumentalmente pelo arguto economista Ludwig von Mises, que é considerado o terceriro grande economista da Escola Austríaca, após o fundador Menger e seu aluno Eugen von Böhm-Bawerk
A teoria Austríaca, se levar em conta o convencionalismo econômico, pode ser considerada uma teoria "microeconômica", pois ela postula sua metodologia a partir da ação humana e não dos "agregados econômicos".

É reconhecedo que o homem age e age invariavelmente com o intuito de sair de um estado de menos satisfação para outro de maior satisfação, que a escola subjetivista sustenta todo seu postulado teórico, que vai desde a teoria do valor; passando pela teoria monetária, até a teoria dos ciclos e do crescimento econômico.

Existem no Brasil alguns bravos guerreiros que estão fazendo um trabalho monumental em divulgar entre nós os fudamentos iniciais e acabados da Escola Austríaca de Economia. Entre eles, destaca-se a obra do professor Ubiratan Jorge Iorio "Economia e Liberdade" que aloja na internet um maravilhoso website onde dispõe de vários artigos e até alguns capítulos de seu livro onde os ensinamentos da Escola Austríaca é desenvolvido com sublime competência.

Ainda é possível através da internet ler os textos desenvolvidos por Alceu Garcia, este que foi um dos principais divulgadores da Escola Austríaca no Brasil onde ele nos apresenta análises de extrema lucidez, na maioria das vezes fazendo o imprescindível contraponto entre as teses marxistas e keynesianas que predominam no ambiente acadêmico nacional frente a teoria Austríaca, elucidando o postulado irrefutável desta Escola. Seus textos são um primor.

Além desses existem outros guerreiros, como o ilustre Embaixador J. O. de Meira Penna, vide "Opção preferencial pela Riqueza" (ed. Instituto Liberal) que não trata especificamente desta escola, mas que está embutido e citado os preceitos filosóficos e sociológicos de Ludwig von Mises e seu discípulo F. A.von Hayek.

Outros impecáveis escritores também estão fazendo parte deste seleto grupo como o Álvaro Velloso Carvalho, o Martim Vasques da Cunha e o Marcello Tostes do Indivíduo e o Evandro Ferreira.

É preciso mais do que nunca mostrar o caminho da verdade em ciência econômica, apresentar ao público nacional o que de melhor já se produziu sobre o assunto; as melhores idéias; as verdadeiras. Nossa sociedade, sobreduto a elite pensante que como diz o eminente filósofo Olavo de Carvalho, é a formadora da consciência de um povo, está abitolada e emburrecida pela fantasia dirigista, estatista, reguladora e paternalista, todos influenciados pelo keynesianismo e seus derivados, quando não pelo caminho mais rápido ao suicídio coletivo que é o veneno fatal do marxismo.

Assim sendo, divulgar os pensadores da Escola Austríaca e seus ensinamentos é um dever de civismo de todos aqueles que cultivam o bom senso e defendem um salutar progresso da humanidade por meio do efetivo desenvolvimento econômico.

Por fim, sugiro alguns sites e links sobre a Escola aqui reverenciada:

Professor Ubiratan Iorio: www.ubirataniorio.hpg.com.br
Marcello Tostes, Martim Vasques da Cunha e Álavaro Velloso Carvalho: www.oindividuo.com
Alceu Garcia: http://oindividuo.com/convidado/alceu0.htm e vide um dos melhor artigos sobre economia clicando aqui.
J. O. de Meira Penna: www.meirapenna.org
Evandro Ferreira www.outonos.com e aqui e aqui.
Nivaldo Cordeiro: www.nivaldocordeiro.hpg.com.br outro bravo guerreiro!
Instituto Liberal: www.il-rs.com.br e www.institutoliberal.org.br
Blog: www.austriaco.blogspot.com

24/02/2003


24 de fev. de 2003

Internet, Cultura e Conhecimento

Já fazia alguns dias em que eu não lia nada de - como direi?- iluminador; revelador; no ambiente "webriano". Jornais como O Indivíduo estava mais para os artigos que pontuavam o cotidiano jornalístico e midiático sem nem uma análise mais apurada a respeito. A edição do dia 22, contudo, voltou ao velho e bom estilo de sempre com um artigo introdutório sobre a filosofia política do filósofo Olavo de Carvalho que conforme consta neste, se dividirá em vários artigos no decorrer das próximas edições. Além dele, contém um formidável ensaio do Sérgio de Biasi que trata do deplorável estado em que a cultura nacional submersa nos versos e gestos da eguinha pocotó, que se transformam em verdadeiros dogmas cuja futilidade e depravação recebe mais admiração e apreciação do público do que qualquer livro de - digamos - um Érico Veríssimo ou então - para radicalizar - o último pronunciamento do Papa João Paulo II. Até porque, quem o dará ouvidos em tempos de éguinha pocotó?
O artigo do Sérgio é um primor, uma análise sobre a educação e a cultura nacional onde reina a lucidez e o bom senso. Simplesmente imperdível.

No mesmo sentido, o site Outonos.org nos oportunizou esta semana a leitura de um artigo da Assunção Medeiros sobre um fenômeno muito novo, que ainda encontra-se em fase incipiente, mas que vem gerando seus resultados, mesmo que timidamete. Fenômeno este que trata de um dos temas que nesta parte do mundo anda de mal a pior. Não caro leitor, não se trata da saúde, nem das estradas e tão pouco de nossa elite política, mas sim a virtude do CONHECIMENTO, no seu sentido mais pleno que se possa denotar da palavra. Mais especificamente o Conhecimento no mundo da web. As infinitas oportunidades de acesso ao conhecimento, no mais amplo gênero das ciências, que a internet oferece a todas as pessoas interessadas.

Eu mesmo sou personagem desse fenômeno, pois tudo o que sei de Economia (não que eu saiba muito) está quase que 100% sustentado nos conhecimentos que adquiri lendo artigos, conversando com professores e solicitando a eles indicações de leituras. Foi assim que adquiri grande parte - ou quase tudo para ser honesto - dos parcos conhecimentos a respeito da ciência que estudo, e só foi possível eu ter acesso a esses livros e autores, que aliás, a Universidade sequer conhece, graças a esse maravilho invento que é a internet. É sobre esse particular que trata o artigo, ou seja, o acesso ao conhecimento por meio da Internet.

Por fim, coloco então para ajudar o prezado leitor, os links dos artigos citados acima e outros mais que julgo serem o que de melhor se escreveu neste país nas últimas semanas. Basta clicar aqui; aqui; aqui; e aqui. E também aqui.


23 de fev. de 2003

Fórum da Liberdade

Eis o fórum que precisamos ir e nos encontrar...

A saber: Será em Porto Alegre dia 7 e 8 de Abril, na Fiergs.

Mais informações clique aqui.

18 de fev. de 2003

Pílulas de Sabedoria

"O conhecimento econômico leva necessariamente ao liberalismo."

"[..] O conhecimento econômico, portanto, representa um obstáculo às ideologias socialista e sindicalista que prevalecem em todo o mundo. (...)"

Ludwig von Mises em "Uma Crítica ao Intervencionismo". (1929)

__________________

"A verdade em economia está nos manuais do liberalismo. Desenvolvimento é sinônimo de Estado mínimo: é essa a suprema verdade"

Nivaldo Cordeiro no artigo "O Verdadeiro Dilema". (18.02.2003)


16 de fev. de 2003

O Professor Olavo em sua monumental palestra sobre a Educação Liberal nos fala que Sócrates a ser condenado a morte se postava indiferente como um homem morto frente a tal condenação, pois não temia a morte. Pensava o sábio: ora, se não soubemos o que vem após a morte por que devemos temê-la? Não sei - dizia ele. Será que ela me prejudicará ou me beneficiará?

Não temer a morte não significa em absoluto que o indivíduo tenha tendência ou idéias suicídas. Apenas representa a virtude do "homem maduro" que antes de deixar se levar por motivos mundanos, terrestres e materialistas aufere o uso da razão quando pensa a respeito da morte. Sócrates tem toda a razão! Se não sabemos o que ela significa, por que devemos temê-la?

Ainda mais, qual seria a razão pela qual os eminentes jurístas acreditam que a pena de morte é uma condenação justa e sensata? Sabem eles o que significa a morte? Sendo assim, sou levado a pensar que os iluminados jurístas só podem ter provas de que a morte é um estado de constante penitência e sofrimento. Eis o único - e imbecil - motivo para crer em tal arrogância e estupidez.

Não poderia deixar de divulgar essa espetacular frase do Nivaldo Cordeiro.

"A mistura de keynesianismo e marxismo é o que poderíamos chamar de asnismo na condução da política econômica."

Bravo!

15 de fev. de 2003

Estamos de volta!! Por enquanto estou lendo o "mundareu" de e-mails e os sites e blogs indicados nos links acima. Na verdade não sei nem por onde começar, acho que no momento é melhor ir dormir mesmo, já se passam das 4 e faz dias que não durmo na minha cama...





7 de fev. de 2003

Olá! Achei um Cyber Café aqui em Itapema, mas não estou conseguindo ver meus e-mails, certamente devido a problemas no servidor que realmente é uma porcaria. Aproveito, então, a oportunidade para novamente tocar no assunto chave para mudar os rumos desta titubeante Nação: a extorsiva carga tributária que corrompe, extupra e inviabiliza a economia nacional de produzir emprego e renda, reduzir a desigualdade e gerar o desenvolvimento. Do Ponto Crítico de hoje. O Simões Pires é demais! Fala aí:

CARGA TRIBUTÁRIA - Com a cara mais deslavada deste mundo, o governo declarou alto e bom som que a nossa carga tributária alcançou a expressiva participação de 36,4% do PIB. Fantástico. Ou melhor, um horror. Não existe na face da Terra nenhum país com tal arrecadação e que tenha feito tão pouco pela sociedade. Com tudo o que arrecada, ainda apresenta déficit público, o que identifica que só o imposto à vista é 36,4% de tudo que produzimos. Somado com o imposto a prazo – o déficit -, leva o total para mais de 40% do PIB. Para que melhor compreendam o acréscimo de arrecadação nos últimos anos, observem que nenhuma atividade, legal ou criminosa, teve desempenho tão espetacular. Ninguém conseguiu tamanha façanha, que ainda por cima é monopolista. A pirataria, que cresce a galope aqui e no mundo, ficou para trás sem a mínima chance de ter sido tão competitiva. E ainda tem gente que vive pedindo a prisão dos piratas. Precisamos nos proteger, antes de tudo, é dos governantes. São bem mais perigosos do que os demais criminosos.

Perfeito! Infelizmente trágico e pelo que observa-se essa nevrálgica realidade não se reverterá se novas condutas políticas - ou seja, uma que não seja de cunho esquerdista - não forem tomadas pela nova classe governante.

Eu, pessimistamente, não creio.

2 de fev. de 2003

Recesso

Este Blog ficará sem atualizações pelos próximos dias. Umas férias faz bem a qualquer um, não é. Dentro da mala, além de roupas, estou levando meus fiéis companheiros desta viagem. Um deles é o deslumbrante O Jardim das Aflições, para merecida e justa re-leitura dessa magnífica obra do professor Olavo de Carvalho. O outro, é um livro muito especial, presente muito honrado que ganhei do ilustre Embaixador J. O. de Meira Penna, seu Opção Preferencial pela Riqueza, cujo o qual será objeto de comentário aqui no blog assim que retornar.

Até breve.

A estupidez de Denny Glover e a luta de um cubano execrado pelos cordeiros de Fidel

Em homenagem ao amigo Garcia Rothbard reproduzo matéria do Mídia Sem Máscara do dia 31 de Janeiro que retrata a estupidez do astro Denny Glover no Fórum Demagogo Social Mundial. Salve o Mídia Sem Máscara por oportunizar aos brasileiros uma linha jornalistica imunizada do grudento servilismo ideológico que a imprensa nacional dispensou ao evento.

Danny Glover: Show de impiedade

Nota do editor: No Fórum Social Mundial, Danny Glover mostrou de uma só vez toda a feiúra da sua mentalidade, na qual discursos grandiloqüentes em favor dos “oprimidos” coexistem pacificamente com o total desprezo aos sofrimentos de um ser humano de carne e osso. Solicitado a usar do seu prestígio para ajudar a libertar um menino de 4 anos de idade que está impedido pelo governo de Fidel Castro de vir juntar-se a seu pai, um físico cubano residente no Brasil, o ator se enfureceu e gritou que o homem era “um egoísta” porque ficava cuidando de “um caso pessoal” em vez de alardear “os aspectos positivos do regime”. Trombetear amor à humanidade, em abstrato e genericamente, sem precisar amar o próximo, é mesmo o traço essencial da personalidade comunista. É caricatura grotesca e demoníaca do Segundo Mandamento. É verdade que o drama de Juan Lopez Linares é “apenas um caso pessoal”. É de milhares desses casos pessoais que se compõe a tragédia cubana. Aliás não só ela. Cada menino africano separado de seus pais para ser trazido à América como escravo foi um caso pessoal. Cada menino judeu que viu seus pais jogados num trem para Auschwitz foi um caso pessoal. Cada um dos 100 milhões de mortos do comunismo foi um caso pessoal. Cristo crucificado foi um caso pessoal. E o sr. Glover, se um dia eu tiver a oportunidade de encontrá-lo e lhe cuspir na cara, como ele indiscutivelmente merece, não há de querer que a justiça tome as suas dores em tão miúdo caso pessoal. – Olavo de Carvalho.

Da Redação do MSM

Irritado com um pedido de apoio ao físico cubano Juan López Linares, que luta pela libertação de seu filho de 4 anos de idade retido em Cuba, faltou pouco para o ator americano Danny Glover, 1,95 m, agredir dirigentes do Instituto Liberal, entidade que promovia a tentativa de Linares de fazer-se ouvir sobre o seu caso no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. Glover foi contido por um assessor.

A confusão aconteceu na segunda-feira, 27, um dia antes do encerramento do 3º Fórum. Os manifestantes do IL se concentraram no campus da Pontifícia Universidade Católica, em frente a um dos prédios da instituição, em cuja fachada penduraram, a pequena distância de uma bandeira do PSTU, uma faixa com o artigo 13º da Declaração dos Direitos do Homem, que garante a todo cidadão o direito de transitar livremente pelas fronteiras de seu país.

Tendo saído em 1997 de Cuba para um curso de doutoramento em física na Europa, Juan López Linares teve proibida, pelo governo do ditador Fidel Castro, sua volta à ilha, de onde sua mulher e seu filho Juan Paolo, de 4 anos, que ele nunca conheceu, também não podem sair. Atualmente, Linares reside em Campinas.

Durante a manifestação na PUC, um assistente seu, ao perceber a chegada de Danny Glover, resolveu abordá-lo e pedir apoio. Segundo o testemunho de Paulo Sanchotene, membro do Instituto Liberal, o ator se indignou com o pedido. Ele teria respondido, sempre aos gritos, que Linares não passava de um "egoísta", pois, em vez de dar atenção aos aspectos positivos do regime cubano, denegria-o alardeando um problema de ordem pessoal.

"O cara ia partir para cima", assegurou Sanchotene, contando como o assessor da estrela de "Máquina Mortífera" foi obrigado a segurar seu chefe para impedi-lo de praticar uma insensatez.

"Ele não chegou à violência física, mas fez uma expressão de agressividade. Ele provou ser completamente irracional, pondo a ideologia acima das pessoas. Essa gente nega a realidade e acusa as pessoas. Douram os fatos, não querem aceitar, não querem ouvir", disse Linares.

O propósito de sua ida ao Fórum Social foi denunciar, a partir de seu próprio caso, os abusos cometidos pelo governo castrista contra os cidadãos cubanos. Apesar de praticamente não ter participado do evento em si, Linares foi entrevistado por 14 veículos de comunicação, entre canais de televisão, emissoras de rádio e jornais.

Presente ao Fórum, Aleida Guevara, filha do guerrilheiro argentino Ernesto "Che" Guevara, recebeu dois convites da mídia para debater com o dissidente, mas recusou ambos.

Criticando os organizadores do evento, Linares enfatizou a ausência em Porto Alegre de opositores do regime castrista — hoje, cerca de 10% da população cubana, ou 1 milhão de pessoas, vive exilada nos Estados Unidos, principalmente em Miami, e cerca de 1% está na prisão (no Brasil, o número de presos equivalia, em 2000, a 0,13% da população).

"Cuba enviou 300 pessoas para falar bem do regime cubano e eu era a única pessoa que fazia oposição. Eles deveriam convidar não só representantes do governo cubano, mas também gente da dissidência", afirmou.