O que está acontecendo com Paris e a Europa? Pobreza e Luta de Classes ou Multiculturalismo e Islamismo?
Diversidade e Multiculturalismo: O Novo Racismo - por Michael Berliner
Violencia na França: Os Bárbaros nos Guetos de Paris - por Thomas Sowell
Economia e Livre Mercado
O que está acontecendo com Paris e a Europa? Pobreza e Luta de Classes ou Multiculturalismo e Islamismo?
Falácias Econômicas: o caso da telefonia
Imagine que amanhã o governo institua um preço máximo a ser cobrado pela cerveja. Digamos que esta proibição limite o preço da garrafa de cerveja a R$ 1,00. É proibido vender cerveja a um preço maior que este. Certamente, num primeiro momento, muitos iriam gostar desta iniciativa e se as eleições fossem logo, talvez até Lula se reelegesse. O problema é que uma medida econômica deste cunho não trás os efeitos que aparentemente podem trazer, a saber, a queda do custo da cerveja. O que ocorreria seria a escassez do produto, pelo simples fato de que arcar com os custos de produção da cerveja e vende-la ao preço instituído pelo governo não seria um empreendimento lucrativo. Logo as indústrias mudariam o seu foco de investimento para produtos mais lucrativos e a produção de cerveja seria insuficiente diante da demanda que seria ainda mais crescente. Talvez a produção seria nula. Escassez total da cerveja. A tendência seria o surgimento de um mercado negro da cerveja pressionado por uma demanda que estaria disposta a pagar R$ 5,00 ou mais por uma garrafa do líquido. Ou seja, o decreto governamental, talvez motivado por boas intenções, na verdade arruinou o mercado de cervejas, enquanto que aqueles que estão dispostos a tomar a bebida, a encontrariam apenas no mercado negro, com todos os riscos inerentes à empreitada.
Muito bem. Algo muito parecido tem circulado via e-mail pedindo para que todos os usuários de telefonia liguem para um telefone 0800 a fim de pressionar os deputados a aprovarem um projeto de lei que derruba a taxa básica em torno de R$ 40,00 cobradas mensalmente em nossas contas telefônicas pelas operadoras. Aquela taxa fixa cobrada dos usuários independente da quantidade de ligações que fazem.
Ocorre que esta intenção do congresso em derrubar a cobrança da taxa fixa, embora possa ser bem intencionada, ela sofre do idêntico problema do exemplo da cerveja. Em outras palavras, se o congresso derrubar a cobrança da taxa básica sobre a telefonia, ela não surtirá os efeitos que os legisladores prevêem, isto é, ela não reduzirá os custos da telefonia para nós usuários.
A questão é muito simples, mas ás vezes, a visão míope que temos não nos permite enxergar, como no caso hipotético acima dos afoitos eleitores de Lula.
Decorre que esta taxa básica hoje cobrada pelos serviços de telefonia faz parte do contrato estabelecido entre o governo e as operadoras quando da realização do contrato para a oferta do – importante – serviço de telefonia em nosso país.
O ponto é que os R$ 40,00 aproximados cobrados mensalmente de cada um de nós, representa milhões na receita mensal das operadoras. Uma vez que o direito a cobrança desta taxa seja eliminada pelo projeto governamental, isto significará a perda de milhões para as operadoras. Inevitavelmente, o resultado disso será um impacto de tal monta sobre as operadoras que elas se virão obrigadas a rever os preços das ligações, i.e., elas aumentarão os preços das ligações até o ponto em que as perdas provocadas pela extinção da taxa básica, sejam contrabalançadas pelos ganhos oriundos do aumento das tarifas. Neste caso nós não seríamos beneficiados pela queda dos custos, como quer supor o projeto dos nossos burocratas.
Mas aí alguém, ainda mais bem intencionado, poderá sugerir que o governo também proíba a elevação das tarifas telefônicas evitando que a situação continue a mesma. Novamente, nos deparamos com o exemplo da cerveja. As operadoras, seriam obrigadas a deixar o ramo e nós ficaríamos numa situação ainda pior, pois estaríamos sem o serviço de telefonia. É simples assim. Assim como as leis da física, as leis econômicas são irrevogáveis.
Não quis entrar no “detalhe” de que a extinção da cobrança básica significa quebra de contrato e que isto se traduz em dramáticas conseqüências ao país que precisa de investimentos externos.
Portanto, se o governo derrubar a cobrança da taxa básica sobre os serviços de telefonia, na melhor das hipóteses não adiantará de nada. Na pior, sofreremos um "apagão" telefônico. Como dizem os economistas americanos: there is no free lunch.
Gostaria que vc falasse um pouco sobre seus dois livros, o "Prisioneiros da Liberdade" e o já citado "Estrela Cadente". Em que consistem?
Prisioneiros da Liberdade trata-se de uma coletânea de cerca de 80 artigos, passando por vários temas que incluem economia e política. O foco é sempre a defesa da liberdade individual, e são artigos com embasamento e repletos de dados empíricos e teoria sólida por trás. Estrela Cadente é um livro focado em demonstrar o embuste que é o PT e sua retórica. O livro passa por vários pontos sobre o PT, falando de ética e corrupção, dos programas de governo como Fome Zero, Estatuto do Desarmamento e Cotas, lembra do passado dos principais líderes petistas e trata de economia também. Mesmo com escândalos mais rápidos que a minha velocidade de escrita, o livro vale a pena por desconstruir o partido por diversos ângulos, sempre com forte embasamento.
Juros, dívida, carga tributária, sistema político, enfim. Em sua opinião, o que deve ser feito para o Brasil sair do marasmo, resgatar o desenvolvimento e gerar a inclusão dessa grande parcela de desempregados e pobres que vivem no Brasil?
Um choque liberal. Os juros altos não são causa, mas reflexo dos problemas. Eles começam na falta de império isonômico da lei, que tira a confiança dos investidores. Na cultura paternalista do Estado. Na mentalidade estatólatra, que considera o empreendedor um inimigo dos consumidores e trabalhadores, delegando aos burocratas poder para controle da economia. A Previdência precisa urgentemente de reforma decente, privatizando-a inclusive, aos moldes chilenos. A carga tributária precisa ser drásticamente reduzida, com a concomitante redução dos gastos públicos. Hoje temos no Brasil uma clara luta de classes, onde os exploradores, parasitas do governo, roubam à luz do dia, com o respaldo da lei, os explorados, formados por todos os pagadores de impostos do setor privado, que gera riqueza.
Sugestão de três sites brasileiros obrigatórios. Por quê?
Acho que o Mídia Sem Máscara cumpre bem o papel de mostrar o outro lado da moeda, e vale muito a pena ler seus artigos. O site do Diego Casagrande tem vários artigos bons, e sou muito suspeito para falar de ambos, pois publico os meus artigos neles. O terceiro seria, claro, o Blog de Lucas Mendes, com excelente foco na escola austríaca.
Considerações sobre o Livre Mercado
ESEADE - Escola Austríaca na Argentina!
Para quem não sabe, há em Buenos Aires uma Escola de Economia e Administração de Empresas cuja linha de ensino é totalmente influenciada pelas escolas liberais. Talvez, seja, uma espécie de sucursal do Mises Institute, visto que entre os professores do doutorado em Economia figuram Walter Block, Roger Garrison, entre outros.
O site para a Escola é www.eseade.edu.ar
Há uma crença generalizada entre os economistas de que John Maynard Keynes teria refutado a Lei de Say (ou lei dos mercados) em sua derradeira obra General Theory of Employment, Interest and Money de 1936, em que a partir daí, Keynes constrói a sua teoria macroeconômica. Neste artigo, o grande economista Ludwig von Mises demole esta crença. Desmistificando a crença, temos, por consequência, a derrocata de toda a base que sustenta a teoria macroeconômica keynesiana. Além disso, o economista evidencia que a nova macroeconomia keynesiana não era tão nova assim. Mises revela que ela nada mais é do que uma versão recauchutada e invernizada... das velhas teorias inflacionistas. Imperdível!
Um artigo sobre os resultados das políticas liberais no Chile.
O Exemplo Chileno
Por Rodrigo Constantino dos Santos
| Web Ring Liberal Ring Owner: Julio Belmonte Site: Web Ring Liberal |
||||