6 de abr. de 2003

"Conversas Assombrosas"

Hoje eu conversei pelo ICQ com a irmã de meu amigo, o Jayson, cujo diálogo reproduzo logo abaixo. Achei pertinente publicar nossa conversa virtual pois, a irmã do Jayson, a minha amiga Juliana, é estudante de Fisioterapia, tem 17 ou 18 anos e suas palavras evidenciam a mentalidade pueril de uma jovem pela qual não tem culpa do estado de doutrinação política que está submersa, trabalho feito pelo discurso hegemônico de nossas classes letradas. Eu também passei por isso, como falei pra ela. Sua mensagem inicial, começa a partir de um e-mail que a mandei contendo o artigo "Denuncias Assombrosas" do Porf. Olavo de Carvalho que também é possível ler aqui no blog logo mais abaixo.

É com prazer, portanto, e com muito respeito que apresento aos leitores nosso amigavel diálogo, devidamente autorizado por ela:
Ops: Jayson é o irmão dela, dono do ICQ, por isso leia-se Juliana.

Jayson (7:04 PM) :
naum gostei dakele e-mail q tu mandou...falando akeles negocio do pt
Austríaco (7:05 PM) :
desculpa não quis te magoar nem dar lição de moral, foi apenas com afeto.
Jayson (7:05 PM) :
tu soh ve o lado da direita...
Austríaco (7:05 PM) :
não acredito nisso não...
Austríaco (7:05 PM) :
como assim?
Austríaco (7:06 PM) :
qual artigo eu lhe enviei?
Jayson (7:06 PM) :
eh o q eu penso qdo leio o q tu escreve..
Jayson (7:06 PM) :
naum o q tu escreve os negocio q tu manda!!!
Jayson (7:07 PM) :
dakele jornalista q fala q o pt tem ligaçao com a farc
Austríaco (7:08 PM) :
A tá, bom, sim as farc ajudaram nas elições do PT com 5 milhões de reais... é triste, lamentável, mas real... tu sabe o que é as farc?
Jayson (7:08 PM) :
claro q sei...forças armadas revolucionarias da colombia
Jayson (7:09 PM) :
eu naum acredito nisso!!!
Austríaco (7:10 PM) :
bom o tempo dirá a verdade, pricipalmente se a CPI que o deputado Alberto Fraga está tentando abrir apra as investigações, pois provas do fato ele tem.... vamos esperar...
Austríaco (7:11 PM) :
as vezes a verdade é tão dolorida que agente se esforça para não enxergar.
Jayson (7:12 PM) :
eh q tem muita gente q tenta "derrubar"o pt...e sai com essas coisas sem nexo
Austríaco (7:15 PM) :
é verdade sem nexo quando toda a mídia nacional, os intelectuais, as editoras de livros, são todos cumplices da esquerda triunfante, então quando alguem independente investiga e descobre verdades inconvenientes, todo mundo só pode achar sem nexo, pois, como pode se eles são tão "éticos" e democráticos" e "cheio das boas intenções" é essa a mentalidade que com extremo sucesso as elites letradas formaram em nosso país. Sugiro a leitura de "O Imbecil Coletivo" do Olavo de Carvalho, que agora está recebendo novas ameaças de morte por botar o dedo na ferida!
Austríaco (7:18 PM) :
www.olavodecarvalho.org leia e se desintoxique da imbecialidade que tomou conta do senso comum brasileiro. Ler Olavo de Carvalho é como receber um copo d'agua em meio o deserto escaldante.
Jayson (7:19 PM) :
vc como uma pessoa esclarecida precisa fazer outras leituras e naum deixar-se dominar pelas idéias de apenas uma pessoa q eh como todos sabem extrema direita!!!
Austríaco (7:22 PM) :
extrema direita!!!!! faz-me rir... sugiro que leia qualquer livro dele para depis formar algum juízo do cara. Foi o Olavo que me salvou do marxismo e do esquerdismo que me dominou quando entrei na facul, Juliana, eu só faltava pegar a bandeira do MST e sair pela cidade....
Jayson (7:23 PM) :
o nosso brasil chegou ao extremo q chegou pq até agora foi dominado pela tão considerada direita!!! e vc acha q tava bom assim??
Austríaco (7:25 PM) :
ahahhahhahhaha!!!! DIREITA!!!! sim a direita patrimonialista!!!!!! estatista!! a mesma conduta tomada por Lula neste momento, contudo, lula é da esquerda estatista, ou seja, farinha do mesmo saco. apenas o lado, dentro do saco, é diferente.
Jayson (7:28 PM) :
concordo contigo...soh acho q com o pt no governo pior naum vai fica!!!!ele nos mostrou q naum precisamos de dominaçao e q podemos buscar a nossa propria independencia!!!
Jayson (7:28 PM) :
podemos viver sem ser dominados por forças maiores!!
Jayson (7:28 PM) :
eu acho q houve uma conscientizaçao da sociedade brasileira!
Austríaco (7:29 PM) :
Leia "O Dinossauro - Uma investigação sobre o Estado, o patrimonialismo selvagem e a nova classe de intelectuais e burocratas" de J. O. de Meira Penna. Este livro elucida as verdadeiras causas de nosso atraso e subdesenvolvimento. Está lá tanto a direita patrimonialista quando a esquerda radical, a diferença é que esta leva-nos ao abismo de forma mais rápida.
Austríaco (7:34 PM) :
Nós DEVEMOS viver sem ser dominados por qualquer força coerciva. Hoje esta força se chama ESTADO que rouba 36,7% da renda nacional via tributos e em contrapartida, nada nos devolve. Isso imperra toda a geração de poupança e riqueza de uma economia. A uma década estamos crescendo mediocramente. (1,5% em média) com uma carga tributária dessas não há iniciativa que prospere, é preciso reduzir o compulsório de quem trabalha e produz. Pergunte pro seu pai sobre isso, tenho certeza que ele concorda. E pasme: isso se chama LIBERALISMO!!!!!
Jayson (7:35 PM) :
eu acho q nossas visoes sao diferentes e eh melhor naum falar mais nisso!! por enquanto pensar nessa massa de pessoas excluidas da sociedade por varias razoes para mim eh o mais importante e isto o unico partido q faz eh o partido dos trabalhadores!!
Austríaco (7:39 PM) :
o problema é qu este partido é socialismo, e isso significa que ele pretende tirar o povo da miséria dando comida, tornando assim o povo dependente do partido e fazendo-o de massa de manobra. Isso é característica dos partidos de cunho socialista. Porém, nunca na história da humanidade um governo tirou seu povo da miséria. Verifiqueo os EUA, por exemplo, país em que os trabalhadores tem a melhor condição de vida, não é o governo, o partido que mantem isso, mas o desenvolvimetno gerado pela atividade econômica salutar. É simples assim.
Austríaco (7:40 PM) :
tudo bem, deixa pra lá....... conte comigo quando quiser ouvir algumas "direitiçes"....
Jayson (7:41 PM) :
mas se vc considera a direita tao boa...pq acha q o país chegou aonde chegou?? e eles nunca denunciaram a fome...os excluidos...??
Jayson (7:49 PM) :
??????
Austríaco (7:49 PM) :
primeiro, eu não acho a direita tão boa! Acho o socialismo terrível e para isso não preciso estar criticando em nome de outra ideologia. Isso é cacoete mental que os socialistas incucam na mente dos individuos, ou melhor, para soar politicamente correto, dos "cidadãos", ok. Repito, pois: o nosso atraso deve ao tamanho da máquina estatal que retira dinheiro da economia para pagar suas dívidas originadas no passado pela mania estatista de crescimento (coisa que abomino) e para sustentar a classe parasitária, o funcionalismo público que vive em Brasília. Voce não sabe, naturalmente, por que não estuda economia, o que significa uma tributação pesada sobre a atividade econômica. Pois lhe falo: significa a essencia de nosso atraso, de nossa desigualde gritante, dos bolsões de miséira, da fome aguda etc, etc. Só o "enxugamento" do Estado, retirando seu peso sobre a economia é que virá a geração de emprego, renda e estinção da fome. Quando o governo "dá" é nós quem paga! Não existe almoço gratis. O governo nunca dá nada, alguem tem que pagar. É ilusão pensar que a solução passa pela mão do governo, ao contrário, ele é o problema.
Jayson (7:53 PM) :
concordo mais uma vez com suas consideraçoes...mas o importante eh pensar o q eh bom para a sociedade coletiva e naum apenas para uma minoria como foi feito até o momento...assunto encerrado!!!
Austríaco (7:53 PM) :
Exato! ehehehehehehe tenha uma boa noite!




4 de abr. de 2003

QUEREM O FIM DO FILÓSOFO

Expresso aqui o meu irrestrito apoio ao Prof. Olavo de Carvalho, homem cuja sabedoria e honestidade intelectual está aquém de sua época, a do Brasil de nossos dias, e é por isso que uma turma de bocós querem sua extinção física. No site do mídia independete, que não sei e nem faço questão de saber o endereço, há uma gritaria horrenda de verdadeiros estúpidos (garanto que a mais da metade são "estudantes" e "intelectuais") querendo o fim físico do homem. Como sempre, argumentos que refutem ou que invalidem os seus, até agora nada! É pela inexistência deles, que então, desesperados, apelam para gritos de execução. Esses cara, ontem, hoje e sempre, só tiveram e terão apenas uma arma para vencer o adversário: a VIOLÊNCIA e a ESTUPIDEZ.

VIDA LONGA AO MAIOR FILÓSOFO VIVO DO BRASIL!


Brasileiro gasta mais de um terço do que ganha com impostos

EDUARDO CUCOLO

da Folha Online 12/03/2003

O brasileiro só vai começar a ganhar dinheiro este ano a partir do dia 14 de maio. Até lá, tudo o que ele ganhar será utilizado para pagar impostos.

Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, mais de um terço (34,47%, em média) do que o brasileiro ganha no ano vai para o bolso do governo na forma de impostos e contribuições. Esse percentual se refere não apenas à tributação sobre os salários, mas também aos impostos embutidos naquilo que as pessoas consomem.

''Na década de 70 inventaram a expressão de que o ano só começava após o Carnaval, pois até lá o brasileiro só trabalhava para pagar impostos. Agora, com o aumento da carga tributária, a expressão precisa ser atualizada. O trabalhador só vai começar a ganhar dinheiro após o Dia das Mães'', disse o presidente instituto, Gilberto Luiz do Amaral, se referindo à data comemorativa que cai no segundo domingo de maio.

Os impostos fazem com que um salário mínimo (R$ 200), por exemplo, seja na verdade de R$ 136,20. O restante acaba voltando para o governo, direta o indiretamente. Já um trabalhador que ganha R$ 3.000, acaba devolvendo mais de R$ 1.000 ao governo. Um salário alto também sofre com o pagamento de impostos. Quem ganha R$ 10.000, por exemplo, paga R$ 2.393 sobre o salário e mais R$ 1.754 no consumo. Ou seja, leva R$ 5.853 para casa (58%).

30 de mar. de 2003

Não deixe de ler isso. É o artigo de maior importância para o Brasil nos últimos anos.


DENÚNCIA ASSOMBROSA

Olavo de Carvalho

O Globo, 29 de março de 2003

O deputado Alberto Fraga (PMDB-DF) anunciou dia 21, na Câmara, ter provas cabais de que o PT recebeu ajuda financeira das Farc nas últimas eleições.

Fraga quer que a denúncia seja averiguada por uma comissão parlamentar de inquérito e já começou a coletar assinaturas para isso.

É A ACUSAÇÃO MAIS GRAVE QUE ALGUÉM JÁ FEZ A UM PARTIDO POLÍTICO AO LONGO DE TODA A NOSSA HISTÓRIA. As Farc são uma organização revolucionária e criminosa, responsável pela morte de pelo menos 30 mil colombianos, pelo fornecimento maciço de cocaína ao Brasil através de seu sócio Fernandinho Beira-Mar, pela contínua violação das nossas fronteiras e, segundo suspeitam as autoridades policiais, pelo adestramento de quadrilheiros cariocas nas táticas de guerrilha urbana com que têm espalhado o terror na cidade do Rio de Janeiro. Se essa entidade interfere numa eleição no Brasil, a eleição é totalmente inválida e os políticos envolvidos no caso devem responder não somente por crime eleitoral, mas por cumplicidade com o narcotráfico e por colocar em risco a segurança do país.

Porém ainda mais espantosa que a denúncia é a total incuriosidade da nossa mídia, que até agora não fez ao deputado Fraga sequer uma pergunta a respeito.

ESSA INDIFERENÇA CONTRASTA DE TAL MODO COM O ASSANHAMENTO DOS REPÓRTERES QUANDO DOS PRIMEIROS INDÍCIOS DE CORRUPÇÃO NA PRESIDÊNCIA COLLOR DE MELLO, QUE SÓ PODE SER EXPLICADA PELO EFEITO AMORTECEDOR QUE CERTOS PRECONCEITOS POLÍTICOS EXERCEM, AO MENOS INCONSCIENTEMENTE, SOBRE A ÂNSIA DE INVESTIGAR E A VONTADE DE SABER. HÁ AINDA OUTRO FATOR, É CLARO: COMPARADO COM AS FARC, PC FARIAS ERA APENAS UM LADRÃO DE GALINHAS, E É MAIS FÁCIL SER VALENTE CONTRA UM LADRÃO DE GALINHAS DO QUE CONTRA UM EXÉRCITO DE DELINQÜENTES ARMADOS.

Durante as eleições, fui praticamente o único jornalista brasileiro a lembrar aos eleitores que Lula era o presidente do Foro de São Paulo, coordenação estratégica do movimento comunista no continente, na qual o PT se associara solidariamente não só às Farc, mas a outras entidades criminosas, como o MIR chileno, acionista maior da próspera indústria brasileira dos seqüestros. Na época, não me passava pela cabeça a idéia de que Lula (ou qualquer outro candidato petista) pudesse ou desejasse receber ajuda em dinheiro dessas organizações, mas a simples ligação política que a elas o associava já me parecia garantir que, eleito presidente, ele estaria de mãos amarradas e nada poderia fazer contra a criminalidade ascendente exceto no campo das bratavas evasivas e das promessas ocas, exatamente como tem acontecido até agora.

Se comprovadas as acusações, a classe jornalística inteira terá de admitir que errou gravemente ao recusar-se a incomodar o então candidato Luís Inácio Lula da Silva com perguntas sobre as relações de seu partido com a narcoguerrilha colombiana, privando o eleitorado de informações vitais para uma escolha sensata. É compreensível, pois, que, diante da obrigação de averiguar o que até ontem negava “a priori”, ela sinta, macunaimicamente, uma preguiiiiiiiça...

***

Caros pacifistas, saddamistas, antibushistas e anti-americanistas em geral: No endereço http://www.skadi.net/topsites/ vocês encontrarão uma lista dos cem principais sites nazistas da internet. Quase todos eles têm algum pronunciamento a respeito da guerra. Por favor, vão lá e comprovem: eles amam vocês loucamente. E odeiam George W. Bush. Será tudo uma esplêndida coincidência, ou, como me parece, afinidade genuína? Para tirar a dúvida, fui ver o que pensavam os extremistas de direita não expressamente nazistas, como Alain de Benoist (fundador da “nova direita” francesa), o finíssimo Monsieur Le Pen ou o historiador inglês David Irving (que se autodefine como “mild fascist”). Querem saber? Eles também estão todos aplaudindo vocês. Isso é sucesso, galera.

Sempre houve quem dissesse que o antinazismo da esquerda era apenas uma fachada teatral, erguida às pressas por Stalin para encobrir uma aliança macabra que, no momento decisivo, Hitler rompera unilateralmente. O livro dos historiadores russos Yuri Dyakov e Tatyana Bushuyeva, “The Red Army and the Wehrmacht” (New York, Prometheus Books, 1995) confirmava inteiramente essa hipótese: armando a Alemanha, a URSS provocara deliberadamente a eclosão da II Guerra Mundial, na esperança de usar os nazistas como ponta de lança. Mas o teste final era o seguinte: se a afinidade entre os dois totalitarismos era autêntica, um dia eles voltariam a aparecer de mãos dadas, tão logo se dissipassem as condições que os haviam levado a uma ruptura temporária. Foi o que veio a acontecer com a emergência do radicalismo islâmico, “terceira via” totalitária que resolve as contradições e restaura a aliança anti-americana entre socialismo e nazismo. Dia 20 dei uma palestra no Clube Israelita Brasileiro do Rio explicando isso, mas o assunto é complicado demais para ser resumido aqui. Tão logo a transcrição esteja publicada no meu site, avisarei os leitores do Globo.

***

Muitos comentaristas brasileiros repetem como papagaios histéricos que “os EUA armaram o Iraque”. Nenhum deles jamais mostrou ou mencionou uma só arma americana apreendida de tropas de Saddam, seja na guerra do Golfo, seja nesta de agora. Nem avião, nem míssil, nem bomba, nem tanque, nem metralhadora. Nem sequer uma miserável pistola automática “made in USA”. Só Scuds, Kalashnikovs, etc. Mas desde quando a mentira precisa de provas?

A propósito, leiam o artigo de Charles R. Smith, “Who armed Iraq?”, em http://www.newsmax.com/archives/articles/2003/3/17/123424.shtml.

PS — Quando uma bomba supostamente americana mata por acidente 15 cidadãos iraquianos num mercado de Bagdá, a mídia se desmancha em gritos de horror e até o secretário-geral da ONU engrossa a onda de lacrimejações gerais. Mas, quando os paramilitares de Saddam Hussein disparam deliberadamente contra milhares de civis em fuga da cidade sitiada de Basra, a orquestra mundial dos bons sentimentos faz pausa para o cafezinho.

Olavo de Carvalho é Filósofo, Jornalista, Professor e autor de, entre outros, "Aristóteles em Nova Perspectiva", "A Nova Era e a Revolução Cultural", "O Imbecil Coletivo" e "O Jardim das Aflições".
Homepage: www.olavodecarvalho.org




28 de mar. de 2003

Reproduzo e-mail de meu amigo André sobre o jornalismo militante de nosso país. É caótico!

Por um acaso aguém aqui entre os amigos tem acompanhado
as reportagens do jornalismo da Globo ultimamente?
Especialmente o canal GloboNews?

É um absurdo a tendência esquerdista! Mesmo na programação
de entrevistas, tipo o programa "Millenium".. onde só há entrevistas
de tendenciosos esquerdistas anti-americanos que fazem apologia
ao socialismo e terrorismo em cima dos nomes republicanos. Isso
sem falar nos entrevistadores..

Agora... observem a cobertura da Guerra. Só falta algum daqueles
"jornalistas" por fogo em uma bandeira Americana. O que não duvido.
Uma vergonha!

Sinto-me como uma ameba vendo o pseudojornalismo infantil e
"magoadinho" da Rede Globo.

Abraços,

André Frantz

22 de mar. de 2003

E a pergunta que não quer calar:

E a GUERRA?

Ponto de Mutação - O Filme, o Capra, o Olavo, o Meira Penna e a concepção da CIÊNCIA. E meu rumo nesse emaranhado...

Quinta-feira o professor passou um video para a turma. O filme se chama "Ponto de Mutação" um documentário baseado no livro de mesmo nome de Fritjot Capra.

O filme narra a história de três sujeiros: um poeta, um político e uma cientista que passam o tempo todo discutindo filosofia, Descartes, política e ciência. Tudo isso relacioando com a natureza e o ser humano ou a intervenção do ser humano na natureza. Gostei muito do filme, pois nunca tinha lido nada sobre a questão científica do progresso das idéias e do mundo. Isso que me chamou a atenção. Descartes teria concluido com sua investigação de que o mundo; as pessoas, se comportam como um relógio. Um comportamento, portanto, mecanicista. É nessa base que boa parte do diálogo se estende...

Então lembrei que o Olavo de Carvalho tem um livro sobre o dito cujo, o Fritjot Capra, físico que inspira os diálogos do filme.
Como o livro está disponível na internet clicando aqui, fui lá e imprimi toda a parte sobre Capra (a de Gramsci eu já possuia). Tenho certeza que será uma crítica mordaz sobre o "mestre" da ciência.

Como se não bastasse, antes disso, ontem mesmo, estava lendo "O Dinossauro" de J. O. de Meira Penna, esse outro pensador que o Brasil um dia vai saber reconher com a justiça que merece seu pensamento e sua obra, um livro simplesmente espetacular cujo subtítulo é "Uma pesquisa sobre o Estrado, o patrimonialismo selvagem e a nova classe de intelectuais e burocratas"

O subtítulo já diz tudo, né? Quase. Não fosse a grande erudição do autor que remonta desde os pensadores clássicos e românticos do século XVI, XVII e XVIII para construir a lógica implacável de sua investigação e culminar no lúcido esclarecimento do "estado de coisas" que opera a burocracia brasileira, fenômeno inigualável na história da burocracia planetária, atrofiador e causador por excelência de nosso atraso e subdesenvolvimento, bem como, ele investiga a mente de quem nos guia: os intelectuais ociosos e cegos que se locupletam nas cádetras universitárias e dão sustento para os discuros demagógicos de nossos políticos. Um desastre que mais do que ninguem hoje presenciamos...

Feito esse humilde, mas justo apontamento sobre a obra, foi lá que li o ensaio "Dépostas Esclarecidos" onde retrata exatamente as questões da ciência e do pensamento como abordado no filme do dia anterior. A diferença é que a maturidade de Meira Penna surpreende o leitor com sua nobre visão filosófica do tema.

Preciso continuar lendo o livro, e também quero ver novamente o filme (minha namorada se propôs a assistir junto após te-la convencida. Que ótimo!) assim como, percebi que maravilhoso e instingante é a leitura da literatura científica elaborada pelos filósofos e pensadores da "idade da razão".

Vamos tomar um rumo mais "cientificista" nos estudos, portanto.

21 de mar. de 2003

O Antiliberalismo

Acabo de ler o pequeno livro "Antiliberalismo 2000 - A Ascensão do Coletivismo do Novo Milênio" de David Henderson editado pela UniverCidade (2002). O livro foi um presente que ganhei do Embaixador Meira Penna que é coordenador e editor da obra. Henderson é professor, pesquisador e também economista que já trabalhou em grandes orgãos internacionais como a OCDE e o Banco Mundial.

O pequeno libelo poderia também ser chamado de "a mentalidade anti-liberal", numa alusão ao livro de Ludwig von Mises "A Mentalidade Anti-Capitalista". Eis que o autor pontua uma visão geral da mentalidade anti-liberal predominante no mundo e mostra-nos as falácias que a influência esquerdista internacional insciminam na mente do público leigo. Professores, jornalistas, intelectuais, empresários - que, ressalta-se, não são empreendedores -, políticos, funcionários públicos, militantes e ativistas radicais estão todos no rol dos divulgadores e legitimadores do antiliberalismo.

Essa gente, que no intuito de salvar o planeta da precariedade e da pobreza alarmante vocifera aos quatro cantos do mundo seja em jornais, revistas, livros, teses, conferências, sala de aulas e todo a ambiente onde ventila as infornações e se concretiza a formação de pensamento, a necessidade de um controle internacional da atividade econômica-comercial que possam "garantir" assim, um "progresso sustentável". É exatamente nesse ponto que ele chama a atenção. Como não ser antiliberal, se essa "corrente" (chamaremos assim, embora ela não tenha um corpo definido e coeso já que une uma vasta classe de indivíduos e grupos tão distintos quanto desconhecidos entre si) clama por um "desenvolvimento sustentável"; pelos "direitos humanos"; pelo "meio ambiente"; pelas "injustiças socias"e tutti quanti se (agora!) esses próprios fundamentos estão sendo atrocidados pelo maldito "liberalismo"? A balela persuade facilmente as mentes pueris.

Outro âmbito importante que Henderson salienta é a crença de que existe uma "hegemonia liberal" desde os tempos da revolução industrial. Essa falácia é sustentada pela turma dos "vacas loucas" como sarcasticamente os denomina Meira Penna na apresentação do livro, pelo simples fato de que todo o mal que existe no mundo é causado pelo capitalismo liberal. Os intelectuais tupiniquins não percebem que as falhas e erros de políticas internas dos governos dos países em questão é a substância essencial -eu diria única - para se compreender o verdadeiro motivo do seu atraso e subdesenvolvimento. A responsabilização dos males do mundo que cai sobre o liberalismo e a globalização não passa de um bode expiatório que a "imbecilidade coletiva" usa para inflamar seu discurso demagógico e coletivista que impera no mundo atual e vem a cada dia ganhando mais adéptos, que como jegues atrás da cenoura não sabem ao menos onde vão parar nessa bovina caminhada na luta pelo coletivismo milenar.

No primeito capítulo Henderson evidencia fatos empíricos do contexto mundial mostrando que é exatamente o inverso daquilo que os aitolás antiliberais pregam em suas encíclicas. Afirma ele que: "não se pode culpar a liberalização pela piora na situação econômica dos países da OCDE no começo dos anos 70. Digo que, pelo contrário, pode-se considerar tal declínio como resultante em parte, senão inteiramente, das políticas antiliberais. Tais políticas foram postas em prática tanto antes como depois do agravamento da situação".
Além disso, ainda evidencia que o nível de desemprego na Austrália antes do implemento da liberalização da economia (1983) penalizava quase 10% da pupulação economicamente ativa e que após dez anos de liberalização econômica o desemprego caiu para a pequena taxa de 2,3%. Esse fato é muito elucidativo quando se ouve por aí que o liberalismo é também a causa do desemprego em massa que assistimos em alguns países. Mas observem e notem que esses países são aqueles em que o governo mais proibe a atividade econômica via impostos, regulação de mercado, concessão de monopólio ao setor privado, estatização, regulação do mercado de trabalho, pesada burocracia sobre a produção, controle de preços e da taxa de câmbio e que ainda conta ou espera contar por um Estado-babá que providencie tudo de melhor e o "mais justo" possível para a sociedade tão a mercê dos tempos injustos em que vivem.

A leitura da obra de David Henderson, entretanto, se torna urgente neste preciso momento em que o coletivismo do novo milênio concretizado nas milhares de ONGs "pacifistas" que agitam o mundo todo (sob a tutela da ONU) numa grande campanha anti-americanista e, portanto, anti as tradições do ocidente liberal, levando consigo uma gama de idiotas pateticamente persuadidos de que a cenoura que os comanda os conduzirá ao reino da prosperidade e da abundância coletiva.

18/03/2003



16 de mar. de 2003

Blog

Agradeço ao Claudio Tellez pela indicação de meu humilde blogue. Parafraseando meu amigo Enes Saldanha Luciano: um ínfimo ponto de luz frente um mundo de blogs tão luminoso.
Vou colocar seu blogue nas minhas indicações também Claudio. É claro que não se trata apenas de um agradecimento mostrando reciprocidade, mas sim, um ato de indicar blogues de alta qualidade, afora o ateísmo. Continue lendo os "austríacos"!



8 de mar. de 2003

Magnífica homepage

Vocês já conhecem a homepage www.antimodernidade.hpg.com.br? Não!! Não sabem o que estão perdendo...

De volta as aulas

Então começou as aulas, bem como, retornei ao trabalho. E o blog? O blog segue, porém mais devagar...

O início das aulas foram como sempre. Rever os colegas, os professores, observar as gurias, dar uma volta na cantina, assistir os bixos, etc, etc... Esse semestre sigo fazendo apenas três cadeiras: Economia Internacional II, Economia do Setor Público e Economia Regional.

A primeira aula de "Economia do Setor Público", com base num texto do mexicano René Villarreal foi literalmente pregado o ódio ao liberalismo e ao mesmo tempo, naturalmente, uma louvação ao intervencionismo estatal como "agente econômico", regulador e benfeitor.

Salvou-se o professor de Economia Regional, que deu uma aula muito boa, tanto no conteúdo para reflexão quanto na sua conduta de comediante. Dei mais rizada naquela aula do que nos melhores filmes de comédia que já assisti!

Por hoje era isso.

2 de mar. de 2003

Pérola da Semana

Essa eu tirei do Blog do Cláudio. Olha o que disse o ministro das comunicações, Miro Teixeira, nesta entrevista para um grande jornal:

“Nós queremos competição, queremos preços livres. E, obviamente, numa situação assim, a regulação do Estado tem que existir para garantir que os preços sejam justos.”

Isso mesmo, preços livres mas regulado pelo Estado!! Uma aberração! É mesmo Cláudio de pifar qualquer cérebro que não esteja contaminado pelo vírus do estatismo.

1 de mar. de 2003

Até que enfim arrumei o link para o blog do Claudio e do Leonardo. Só agora fui notar que estava errado, desculpa gurizada. Agora, os prezados leitores, quando passarem por aqui podem acessar. Podem não, devem!



28 de fev. de 2003

O Livro de Meira Penna

Alicerçado numa sólida base bibliográfia praticamente obscura no Brasil e na genialidade que lhe é peculiar, o Embaixador José Osvaldo de Meira Penna transcende e refuta tudo aquilo que o ambiente acadêmico e em especial as faculdades de Economia deste país estão a décadas ensinando e incutindo na cabeça dos estudantes. "Opção Preferencial pela Riqueza" editado pelo Instituto Liberal é mais que uma obra monumental, ela é reveladora. A erudição de Meira Penna combinada com as mais intensas investigações sobre o tema da pobreza e da riqueza é o que caracteriza este livro não só como magistral, mas sobretudo como iluminador.

Não cabe aqui fazer uma análise detalhada da obra, mas gostaria de, ao menos, estender aos leitores apenas alguns pontos um tanto irradiante sobre as condições dos trabalhadores na época da Revolução Industrial, tema em que a hipocrisia e a demagogia histórica imperam tanto nos livros quando em sala de aula e daí deriva para a totalidade do meio acadêmico, político, e até "científico".

Meira Penna elucida os fatos histórico-econômicos amparado nas investigações de Hayek e Jouvenel, de que a revolução industrial, por exemplo, representou um salto qualitativo no padrão de vida dos trabalhadores ingleses. O que estamos habituados a ouvir, entretanto, é que "a industrialização representou um massacre para os proletariados, que ao saírem das 'idílicas' condições de vida que o campesinato proporcionava, passaram a sofrer os horrores do capitalismo" ou que foi, então, "uma desumana forma de vida embarcada na fome e miséria ao lado de um diabólico parque industrial que ora nascia". Não há hipocrisia que se iguale.

Obviamente, que no século XVIII, XIX, as condições da urbanização nascente na Inglaterra eram muito precárias, contudo, salienta o autor, se comparadas com o nível de vida com que os camponeses viviam nas áreas rurais antes do advento da industrialização, a vida nas cidades eram muito superiores. Fato consumado que fez gerar a imensa massa de emigrantes que por livre e espontânea vontade emigravam da fatigada vida rural para as cidades que então que floresciam e os proporcionava oportunidades, trabalho e sustento.

Ele muito bem nos lembra que as indignações sobre as condições de vida dos proletariados não tinham natureza nas queixas dos novos emergentes que se instalavam nos centros urbanos, mas sim, entre os intelectuais, políticos e burocratas de Londres...

Enfim, outra importante questão que nos é apresentada comumente são as condições de vida "idílicas" que supõe (ou impõe) os intelectuais, historidores e professores, de ter existido antes do advendo industrial. Essa presunção é denotada por Marx e Engels desde o Manifesto Comunista de 1848. Nas palavras de Engels em seu livro sobre as classes trabalhadoras na Inglaterra afirma ele que: "a vida pacífica e justa dos caponeses em sua piedade e probidade só ganhavam aquilo de que precisavam, trabalhando o que desejavam, eram fortes, saudáveis (...) seus filhos cresciam em condições ideais, com ar puro, e podiam ajudar seus pais no trabalho (...) eram gente respeitável que tinha uma vida moral sem tentações para a imoralidade. Seus filhos eram educados com idílica simplicidade e(...) em obediência e temor a Deus". Uma hiprocrisia romântica que chega ser grudenta, que como afirma Meira Penna, remonta as divagações de Rousseau, Thoreau, Whitman e o nosso Darcy Ribeiro.

Na realidade, entretanto, é o que aponta o autor fazendo referência à obra The Industrial Revolution and Economic Growth de R. H. Hartwell, que diz que em verdade, "levas de camponeses da agricultura, que empregava menos mão-de-obra, transferiram-se para as grandes cidades onde a industrialização rápida requeria mais trabalhadores. As condições nas cidades, por mais horríveis que fossem, eram melhores do que as do campo: na cidade havia trabalho e não havia fome e sempre algum divertimento. A urbanização acelerada naturalmente causou tremendos desequilíbrios, mas a crença no empobrecimento surgiu da consciência da burguesia urbana que não possuía idéia alguma das condições reais em que vivia o capesinato".

Esses pontos são apresentados no capítulo dois da obra, cujo relato sobre a origem da pobreza e da riqueza desde os tempos da Inglaterra do século XVIII até o Brasil de fins da década de 80, são observados pelo autor. Se trata de uma aula magna. Eu fico me perguntado: quando eu teria a oportunidade de saber a verdade econômica da sociedade sobre o período industrial na Inglaterra do séc. XVIII, XIX? Se na minha universidade o assunto é abordado mais especificamente na matéria "História do Capitalismo" que tem como referência um livro de Paul Singer? Ou então, ainda me restaria uma última "alternativa", qual seja, a cadeira de Economia Marxista onde durante um ano estudamos o evangelho de Karl Marx! Ao menos o professor foi prudente e não obrigou a leitura do Manifesto.

Voltando ao livro, por fim, nele Meira Penna enfatiza que o único caminho para a geração de riqueza é aquele traçado num ambiente seguro; de garantia da propriedade privada, da plenitude das instituições democráticas marcados pela virtude do trabalho, da poupaça, da honestidade e da liberdade econômica. Como genialmente mostra J. O. de Meira Pena a luz da evidência histórica, este é, portanto, o cenário fértil para o progresso de qualquer nação. Enfim, uma obra magistral a qual recomendo entusiasticamente a TODOS!

A Escola Austríaca de Economia

Na concepção da Escola Austríaca de Economia a ciência econômica sofreu um grande retrocesso quando da criação da metodologia em que separa a ciência econômica em microeconomia e macroeconomia.

Segundo os manuais convencionais, a microeconomia é a metodologia em que analisa o comportamento entre ofertantes e demandantes. Assim sendo, isto pode ser analisado, por exemplo, de um lado, todos os ofertantes de sabonete (todos os fabricantes das mais diversas marcas de sabonetes) e de outro lado, todos os consumidores do produto. Assim como, pode ser investigado somente os ofertantes de uma determinada marca de sabonete e seus respectivos consumidores. Esse é o postulado básico da denominada microeconomia: analisar a relação, a interação; o comportamento entre a oferta e a demanda.

Por sua vez, a macroeconomia se preocupa com o geral (o nome já diz, MACRO), isto é, com os chamados agregados econômicos. Por exemplo, o PIB de uma cidade ou país; o comportamento dos preços, a inflação; a taxa de juros; com o nível de emprego; a taxa de câmbio; a balança comercial; o nível de poupança; o nível de investimento; as condições financeiras do setor público; enfim, a situação econômica de uma nação ou região num deterninado período. Esse é o postulado básico que diferencia na análise econonômica a microeconomia e a macroeconomia.

No entanto, para os teóricos da Escola Austríaca de Economia essa divisão representa na verdade uma farsa teórica somente conveniente para a classe dos economistas, que podem se utilizar de uma ou outra metodologia para esplanar uma receita, um programa, uma análise sobre determinado aspecto econômico, que em si representa uma alternativa aos economistas de plantão para externar aos incautos sua bela sabedoria econômica, assim como, facilitar a vida dos políticos.

Segundo os economistas "austríacos" essa dicotomia entre "microeconomia" e "macroeconomia" peca mais do que em qualquer sentido num fator fundamental para se analisar a enconomia, aliás, o ente mais importante na investigação da ciência econômica: o homem.

A teoria econômica da Escola Austríaca criada em fins do século XIX pelo economista Karl Menger principia sua investigação precisamente na ação humana, na ação dos indivíduos, levando em conta a característica universal da humanidade, isto é, a diferença entre os homens. Reconhece ela, portanto, que os indivíduos são diferentes entre si, que existe uma escala de valores particular e individual, ou seja, reconhce que os gostos e as preferências são individuais, subjetiva e intransferíveis. É por isso que a escola austríaca também é conhecida como a Teoria Economia Subjetivista.

O Postulado da ação humana foi criado monumentalmente pelo arguto economista Ludwig von Mises, que é considerado o terceriro grande economista da Escola Austríaca, após o fundador Menger e seu aluno Eugen von Böhm-Bawerk
A teoria Austríaca, se levar em conta o convencionalismo econômico, pode ser considerada uma teoria "microeconômica", pois ela postula sua metodologia a partir da ação humana e não dos "agregados econômicos".

É reconhecedo que o homem age e age invariavelmente com o intuito de sair de um estado de menos satisfação para outro de maior satisfação, que a escola subjetivista sustenta todo seu postulado teórico, que vai desde a teoria do valor; passando pela teoria monetária, até a teoria dos ciclos e do crescimento econômico.

Existem no Brasil alguns bravos guerreiros que estão fazendo um trabalho monumental em divulgar entre nós os fudamentos iniciais e acabados da Escola Austríaca de Economia. Entre eles, destaca-se a obra do professor Ubiratan Jorge Iorio "Economia e Liberdade" que aloja na internet um maravilhoso website onde dispõe de vários artigos e até alguns capítulos de seu livro onde os ensinamentos da Escola Austríaca é desenvolvido com sublime competência.

Ainda é possível através da internet ler os textos desenvolvidos por Alceu Garcia, este que foi um dos principais divulgadores da Escola Austríaca no Brasil onde ele nos apresenta análises de extrema lucidez, na maioria das vezes fazendo o imprescindível contraponto entre as teses marxistas e keynesianas que predominam no ambiente acadêmico nacional frente a teoria Austríaca, elucidando o postulado irrefutável desta Escola. Seus textos são um primor.

Além desses existem outros guerreiros, como o ilustre Embaixador J. O. de Meira Penna, vide "Opção preferencial pela Riqueza" (ed. Instituto Liberal) que não trata especificamente desta escola, mas que está embutido e citado os preceitos filosóficos e sociológicos de Ludwig von Mises e seu discípulo F. A.von Hayek.

Outros impecáveis escritores também estão fazendo parte deste seleto grupo como o Álvaro Velloso Carvalho, o Martim Vasques da Cunha e o Marcello Tostes do Indivíduo e o Evandro Ferreira.

É preciso mais do que nunca mostrar o caminho da verdade em ciência econômica, apresentar ao público nacional o que de melhor já se produziu sobre o assunto; as melhores idéias; as verdadeiras. Nossa sociedade, sobreduto a elite pensante que como diz o eminente filósofo Olavo de Carvalho, é a formadora da consciência de um povo, está abitolada e emburrecida pela fantasia dirigista, estatista, reguladora e paternalista, todos influenciados pelo keynesianismo e seus derivados, quando não pelo caminho mais rápido ao suicídio coletivo que é o veneno fatal do marxismo.

Assim sendo, divulgar os pensadores da Escola Austríaca e seus ensinamentos é um dever de civismo de todos aqueles que cultivam o bom senso e defendem um salutar progresso da humanidade por meio do efetivo desenvolvimento econômico.

Por fim, sugiro alguns sites e links sobre a Escola aqui reverenciada:

Professor Ubiratan Iorio: www.ubirataniorio.hpg.com.br
Marcello Tostes, Martim Vasques da Cunha e Álavaro Velloso Carvalho: www.oindividuo.com
Alceu Garcia: http://oindividuo.com/convidado/alceu0.htm e vide um dos melhor artigos sobre economia clicando aqui.
J. O. de Meira Penna: www.meirapenna.org
Evandro Ferreira www.outonos.com e aqui e aqui.
Nivaldo Cordeiro: www.nivaldocordeiro.hpg.com.br outro bravo guerreiro!
Instituto Liberal: www.il-rs.com.br e www.institutoliberal.org.br
Blog: www.austriaco.blogspot.com

24/02/2003


24 de fev. de 2003

Internet, Cultura e Conhecimento

Já fazia alguns dias em que eu não lia nada de - como direi?- iluminador; revelador; no ambiente "webriano". Jornais como O Indivíduo estava mais para os artigos que pontuavam o cotidiano jornalístico e midiático sem nem uma análise mais apurada a respeito. A edição do dia 22, contudo, voltou ao velho e bom estilo de sempre com um artigo introdutório sobre a filosofia política do filósofo Olavo de Carvalho que conforme consta neste, se dividirá em vários artigos no decorrer das próximas edições. Além dele, contém um formidável ensaio do Sérgio de Biasi que trata do deplorável estado em que a cultura nacional submersa nos versos e gestos da eguinha pocotó, que se transformam em verdadeiros dogmas cuja futilidade e depravação recebe mais admiração e apreciação do público do que qualquer livro de - digamos - um Érico Veríssimo ou então - para radicalizar - o último pronunciamento do Papa João Paulo II. Até porque, quem o dará ouvidos em tempos de éguinha pocotó?
O artigo do Sérgio é um primor, uma análise sobre a educação e a cultura nacional onde reina a lucidez e o bom senso. Simplesmente imperdível.

No mesmo sentido, o site Outonos.org nos oportunizou esta semana a leitura de um artigo da Assunção Medeiros sobre um fenômeno muito novo, que ainda encontra-se em fase incipiente, mas que vem gerando seus resultados, mesmo que timidamete. Fenômeno este que trata de um dos temas que nesta parte do mundo anda de mal a pior. Não caro leitor, não se trata da saúde, nem das estradas e tão pouco de nossa elite política, mas sim a virtude do CONHECIMENTO, no seu sentido mais pleno que se possa denotar da palavra. Mais especificamente o Conhecimento no mundo da web. As infinitas oportunidades de acesso ao conhecimento, no mais amplo gênero das ciências, que a internet oferece a todas as pessoas interessadas.

Eu mesmo sou personagem desse fenômeno, pois tudo o que sei de Economia (não que eu saiba muito) está quase que 100% sustentado nos conhecimentos que adquiri lendo artigos, conversando com professores e solicitando a eles indicações de leituras. Foi assim que adquiri grande parte - ou quase tudo para ser honesto - dos parcos conhecimentos a respeito da ciência que estudo, e só foi possível eu ter acesso a esses livros e autores, que aliás, a Universidade sequer conhece, graças a esse maravilho invento que é a internet. É sobre esse particular que trata o artigo, ou seja, o acesso ao conhecimento por meio da Internet.

Por fim, coloco então para ajudar o prezado leitor, os links dos artigos citados acima e outros mais que julgo serem o que de melhor se escreveu neste país nas últimas semanas. Basta clicar aqui; aqui; aqui; e aqui. E também aqui.


23 de fev. de 2003

Fórum da Liberdade

Eis o fórum que precisamos ir e nos encontrar...

A saber: Será em Porto Alegre dia 7 e 8 de Abril, na Fiergs.

Mais informações clique aqui.

18 de fev. de 2003

Pílulas de Sabedoria

"O conhecimento econômico leva necessariamente ao liberalismo."

"[..] O conhecimento econômico, portanto, representa um obstáculo às ideologias socialista e sindicalista que prevalecem em todo o mundo. (...)"

Ludwig von Mises em "Uma Crítica ao Intervencionismo". (1929)

__________________

"A verdade em economia está nos manuais do liberalismo. Desenvolvimento é sinônimo de Estado mínimo: é essa a suprema verdade"

Nivaldo Cordeiro no artigo "O Verdadeiro Dilema". (18.02.2003)


16 de fev. de 2003

O Professor Olavo em sua monumental palestra sobre a Educação Liberal nos fala que Sócrates a ser condenado a morte se postava indiferente como um homem morto frente a tal condenação, pois não temia a morte. Pensava o sábio: ora, se não soubemos o que vem após a morte por que devemos temê-la? Não sei - dizia ele. Será que ela me prejudicará ou me beneficiará?

Não temer a morte não significa em absoluto que o indivíduo tenha tendência ou idéias suicídas. Apenas representa a virtude do "homem maduro" que antes de deixar se levar por motivos mundanos, terrestres e materialistas aufere o uso da razão quando pensa a respeito da morte. Sócrates tem toda a razão! Se não sabemos o que ela significa, por que devemos temê-la?

Ainda mais, qual seria a razão pela qual os eminentes jurístas acreditam que a pena de morte é uma condenação justa e sensata? Sabem eles o que significa a morte? Sendo assim, sou levado a pensar que os iluminados jurístas só podem ter provas de que a morte é um estado de constante penitência e sofrimento. Eis o único - e imbecil - motivo para crer em tal arrogância e estupidez.

Não poderia deixar de divulgar essa espetacular frase do Nivaldo Cordeiro.

"A mistura de keynesianismo e marxismo é o que poderíamos chamar de asnismo na condução da política econômica."

Bravo!

15 de fev. de 2003

Estamos de volta!! Por enquanto estou lendo o "mundareu" de e-mails e os sites e blogs indicados nos links acima. Na verdade não sei nem por onde começar, acho que no momento é melhor ir dormir mesmo, já se passam das 4 e faz dias que não durmo na minha cama...





7 de fev. de 2003

Olá! Achei um Cyber Café aqui em Itapema, mas não estou conseguindo ver meus e-mails, certamente devido a problemas no servidor que realmente é uma porcaria. Aproveito, então, a oportunidade para novamente tocar no assunto chave para mudar os rumos desta titubeante Nação: a extorsiva carga tributária que corrompe, extupra e inviabiliza a economia nacional de produzir emprego e renda, reduzir a desigualdade e gerar o desenvolvimento. Do Ponto Crítico de hoje. O Simões Pires é demais! Fala aí:

CARGA TRIBUTÁRIA - Com a cara mais deslavada deste mundo, o governo declarou alto e bom som que a nossa carga tributária alcançou a expressiva participação de 36,4% do PIB. Fantástico. Ou melhor, um horror. Não existe na face da Terra nenhum país com tal arrecadação e que tenha feito tão pouco pela sociedade. Com tudo o que arrecada, ainda apresenta déficit público, o que identifica que só o imposto à vista é 36,4% de tudo que produzimos. Somado com o imposto a prazo – o déficit -, leva o total para mais de 40% do PIB. Para que melhor compreendam o acréscimo de arrecadação nos últimos anos, observem que nenhuma atividade, legal ou criminosa, teve desempenho tão espetacular. Ninguém conseguiu tamanha façanha, que ainda por cima é monopolista. A pirataria, que cresce a galope aqui e no mundo, ficou para trás sem a mínima chance de ter sido tão competitiva. E ainda tem gente que vive pedindo a prisão dos piratas. Precisamos nos proteger, antes de tudo, é dos governantes. São bem mais perigosos do que os demais criminosos.

Perfeito! Infelizmente trágico e pelo que observa-se essa nevrálgica realidade não se reverterá se novas condutas políticas - ou seja, uma que não seja de cunho esquerdista - não forem tomadas pela nova classe governante.

Eu, pessimistamente, não creio.

2 de fev. de 2003

Recesso

Este Blog ficará sem atualizações pelos próximos dias. Umas férias faz bem a qualquer um, não é. Dentro da mala, além de roupas, estou levando meus fiéis companheiros desta viagem. Um deles é o deslumbrante O Jardim das Aflições, para merecida e justa re-leitura dessa magnífica obra do professor Olavo de Carvalho. O outro, é um livro muito especial, presente muito honrado que ganhei do ilustre Embaixador J. O. de Meira Penna, seu Opção Preferencial pela Riqueza, cujo o qual será objeto de comentário aqui no blog assim que retornar.

Até breve.

A estupidez de Denny Glover e a luta de um cubano execrado pelos cordeiros de Fidel

Em homenagem ao amigo Garcia Rothbard reproduzo matéria do Mídia Sem Máscara do dia 31 de Janeiro que retrata a estupidez do astro Denny Glover no Fórum Demagogo Social Mundial. Salve o Mídia Sem Máscara por oportunizar aos brasileiros uma linha jornalistica imunizada do grudento servilismo ideológico que a imprensa nacional dispensou ao evento.

Danny Glover: Show de impiedade

Nota do editor: No Fórum Social Mundial, Danny Glover mostrou de uma só vez toda a feiúra da sua mentalidade, na qual discursos grandiloqüentes em favor dos “oprimidos” coexistem pacificamente com o total desprezo aos sofrimentos de um ser humano de carne e osso. Solicitado a usar do seu prestígio para ajudar a libertar um menino de 4 anos de idade que está impedido pelo governo de Fidel Castro de vir juntar-se a seu pai, um físico cubano residente no Brasil, o ator se enfureceu e gritou que o homem era “um egoísta” porque ficava cuidando de “um caso pessoal” em vez de alardear “os aspectos positivos do regime”. Trombetear amor à humanidade, em abstrato e genericamente, sem precisar amar o próximo, é mesmo o traço essencial da personalidade comunista. É caricatura grotesca e demoníaca do Segundo Mandamento. É verdade que o drama de Juan Lopez Linares é “apenas um caso pessoal”. É de milhares desses casos pessoais que se compõe a tragédia cubana. Aliás não só ela. Cada menino africano separado de seus pais para ser trazido à América como escravo foi um caso pessoal. Cada menino judeu que viu seus pais jogados num trem para Auschwitz foi um caso pessoal. Cada um dos 100 milhões de mortos do comunismo foi um caso pessoal. Cristo crucificado foi um caso pessoal. E o sr. Glover, se um dia eu tiver a oportunidade de encontrá-lo e lhe cuspir na cara, como ele indiscutivelmente merece, não há de querer que a justiça tome as suas dores em tão miúdo caso pessoal. – Olavo de Carvalho.

Da Redação do MSM

Irritado com um pedido de apoio ao físico cubano Juan López Linares, que luta pela libertação de seu filho de 4 anos de idade retido em Cuba, faltou pouco para o ator americano Danny Glover, 1,95 m, agredir dirigentes do Instituto Liberal, entidade que promovia a tentativa de Linares de fazer-se ouvir sobre o seu caso no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. Glover foi contido por um assessor.

A confusão aconteceu na segunda-feira, 27, um dia antes do encerramento do 3º Fórum. Os manifestantes do IL se concentraram no campus da Pontifícia Universidade Católica, em frente a um dos prédios da instituição, em cuja fachada penduraram, a pequena distância de uma bandeira do PSTU, uma faixa com o artigo 13º da Declaração dos Direitos do Homem, que garante a todo cidadão o direito de transitar livremente pelas fronteiras de seu país.

Tendo saído em 1997 de Cuba para um curso de doutoramento em física na Europa, Juan López Linares teve proibida, pelo governo do ditador Fidel Castro, sua volta à ilha, de onde sua mulher e seu filho Juan Paolo, de 4 anos, que ele nunca conheceu, também não podem sair. Atualmente, Linares reside em Campinas.

Durante a manifestação na PUC, um assistente seu, ao perceber a chegada de Danny Glover, resolveu abordá-lo e pedir apoio. Segundo o testemunho de Paulo Sanchotene, membro do Instituto Liberal, o ator se indignou com o pedido. Ele teria respondido, sempre aos gritos, que Linares não passava de um "egoísta", pois, em vez de dar atenção aos aspectos positivos do regime cubano, denegria-o alardeando um problema de ordem pessoal.

"O cara ia partir para cima", assegurou Sanchotene, contando como o assessor da estrela de "Máquina Mortífera" foi obrigado a segurar seu chefe para impedi-lo de praticar uma insensatez.

"Ele não chegou à violência física, mas fez uma expressão de agressividade. Ele provou ser completamente irracional, pondo a ideologia acima das pessoas. Essa gente nega a realidade e acusa as pessoas. Douram os fatos, não querem aceitar, não querem ouvir", disse Linares.

O propósito de sua ida ao Fórum Social foi denunciar, a partir de seu próprio caso, os abusos cometidos pelo governo castrista contra os cidadãos cubanos. Apesar de praticamente não ter participado do evento em si, Linares foi entrevistado por 14 veículos de comunicação, entre canais de televisão, emissoras de rádio e jornais.

Presente ao Fórum, Aleida Guevara, filha do guerrilheiro argentino Ernesto "Che" Guevara, recebeu dois convites da mídia para debater com o dissidente, mas recusou ambos.

Criticando os organizadores do evento, Linares enfatizou a ausência em Porto Alegre de opositores do regime castrista — hoje, cerca de 10% da população cubana, ou 1 milhão de pessoas, vive exilada nos Estados Unidos, principalmente em Miami, e cerca de 1% está na prisão (no Brasil, o número de presos equivalia, em 2000, a 0,13% da população).

"Cuba enviou 300 pessoas para falar bem do regime cubano e eu era a única pessoa que fazia oposição. Eles deveriam convidar não só representantes do governo cubano, mas também gente da dissidência", afirmou.


28 de jan. de 2003

Vale a pena. Visitem esse Blog: www.impertinentes.blogspot.com

27 de jan. de 2003

Tinha esquecido. Após ler o sustentáculo do Liberalismo no artigo abaixo, reflita se há algum fundamento nas "críticas" feita pelos esquerditas (e até "direitistas") e todas as pessoas afetadas de alguma forma pela linguagem deles, quando dirigem gritos e palavras de ordem (quando não, tratados "teóricos") contra o madito "neoliberalismo". Faça isso, reflita. É simples e não exige muito esforço. O problema é que esse tipo de contraponto está desaparecido do debate público nacional. O que torna a experiência muito interessante e de grande utilidade.

26 de jan. de 2003

Fórum Social Mundial e o Ideário Liberal

Em tempos de Fórum Social Mundial onde a demonização do "neoliberalismo" é o chavão do dia, torna-se uma obrigação daqueles que defendem a causa da Liberdade a prestação do esclarecimento à platéia sonsa e estupidificada pelo discurso daqueles que encontram-se em adiantado grau de convicções absurdas. A turma do FSM arrumou o "neoliberalismo" como bode-expiatório para a causa dos males da humanidade, assim como a literatura acadêmica, religiosa e "cultural" desde meados dos séc. XIX julga o capitalismo como causa da tremenda desigualdade que assola os países e o mundo. Nada é novidade. A cena apenas está se repetindo, agora, em baixo de nossas barbas...

Por uma questão de civismo cabe aqueles que não estão comprometidos com causa socialista do imbecialismo teórico gramscista e muito além disso, enganjados na defesa da Liberdade, condição básica e essencial que representa o único meio de alcançar e maximizar o bem estar geral, cabe-nos portanto, esclarecer a sonsa platéia o que significa realmente o Liberalismo.

O professor Rubem de Freitas Novaes escreveu um artigo para o Jornal O Estado de São Paulo onde descreveu, alicerçado em Smith, L. von Mises, Hayek e Freidman, os princípios básicos que sustentam o Liberaslismo econômico e político. Diante da urgência em remover a grotesca falsidade e embuste que envolve o debate ideológico do FSM e escalarecer a opinião pública, reproduzo abaixo o Ideário Liberal por ele assinalado.

[...] "Carlos Lessa, Presidente do BNDES, por exemplo, escrevendo no Globo, afirmou que “a política macroeconômica neoliberal está centrada em três esteios: superávit orçamentário (primário), restrição monetária (juros altos) e câmbio flutuante”. Ora, uma política neoliberal é centrada em princípios e não em instrumentos".

O Ideário Liberal:

1. Numa sociedade que se pretende livre, o Estado não tem vontade própria, nem se situa acima dos indivíduos. É apenas um meio de instrumentar a vontade coletiva dos cidadãos, quando esta vontade não pode ser adequadamente atendida pelo sistema de mercado.

2. Não existe “almoço grátis”. O Governo não produz recursos. Apenas os transfere de uns para outros. Qualquer conta é sempre paga pela população, seja sobre a forma de impostos, de empréstimos (que são impostos futuros), ou de um imposto inflacionário (quando a emissão de moeda conduz à inflação). Da mesma forma, qualquer proteção a algum setor implica sempre em desproteção a outro. Posto de forma mais geral, como os recursos são escassos, a cada benefício corresponde sempre um custo.

3. Qualquer troca voluntária (e com adequado nível de informação), de bens, tecnologia ou recursos financeiros, sempre beneficia às partes, caso contrário não ocorreria. Daí que a abertura comercial e financeira é, em princípio, desejável.

4. O mercado não é perfeito como alocador de recursos e muito menos como distribuidor de renda e riqueza. Mas a intervenção governamental tem custos e, geralmente, apesar de suas boas intenções, causa mais imperfeições do que as que pretende corrigir.

5. A intervenção estatal, quando se mostrar necessária, deve se materializar através de regras claras, estáveis e impessoais, e não através de medidas discricionárias, alimentadoras de incertezas e corrupção. (Autoridade das regras e não regra das autoridades, segundo dizeres de Og Leme).

6. O respeito aos contratos e a garantia plena dos direitos de propriedade são condições essenciais para a criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico.

7. Reconhecendo a importância de um regime fundado no mérito, o que se deve buscar para os cidadãos é a igualdade de oportunidades. Não cabe a ojeriza à competição pelo fato dela ser causadora de desigualdades, mas sim procurar dar as condições de competir a todos os cidadãos.

8. A ação pública, principalmente a de caráter social, deve ocorrer tão próxima quanto possível da população que se quer atingir. O Prefeito sabe melhor que o Governador, que sabe melhor que o Presidente, da necessidade dos seus cidadãos. Mas ninguém, em qualquer nível de Governo, pode saber mais que o próprio cidadão de suas carências e prioridades.

9. Como o funcionário público é remunerado pela população que paga impostos, a ela deve obediência. Nunca o contrário!

10. Assim como nas relações cidadão-Estado deve prevalecer o princípio da soberania do contribuinte, nas relações de produção e comércio deve prevalecer o princípio da soberania do consumidor.

Expostos estes princípios (alguns deles de caráter meramente lógico e, portanto, universais), solicitamos, a todos os críticos do liberalismo, reunidos ou não em Porto Alegre, que, doravante, se dediquem a contestar a doutrina na sua essência, sem confundi-la com as diversas manifestações da política econômica. E que cumpram esta tarefa sem medo de se achar, um dia, um pouco liberais!

23 de jan. de 2003

Hoje coloquei nova epígrafe no Blog que expressa (com a graça Divina), exatamente o cerne da questão que este escriba procura defender e lutar: a Liberdade. É uma citação bíblica da Segunda Epístola de São Paulo aos Coríntios.

Ela significa a essência da presensa do Espíriro de N. S. Jesus Cristo, que assim reza: "Onde houver Liberdade, aí estará o Espírito do Senhor".

Amém.

18 de jan. de 2003

Demência Coletiva ou até quando durará essa hipnóse?

Não há dúvida, entre os estudiosos liberais contemporâneos, que Ludwig von Mises foi um dos maiores teóricos do liberalismo e para muitos o maior, o insubstituível. Sua erudição, criatividade, honestidade intelectual e a admirável bravura de sua luta contra o meio pensante de sua época, aliados a causa científica do estudo da Economia, fizeram de Ludwig von Mises um estudioso de distinta nobreza. Contudo, pouco lido no país onde impera o esquerdismo entre as classes falantes e “escritantes”, se é que existe esse termo.

Alceu Garcia numa oportunidade dessas, escreveu um artigo sobre a originalidade (e até atualidade) de um dos relatos de Mises onde ele abordara as características das agitações juvenis da década de 20/30 (os jovens nazistas) e naquele artigo, Alceu Garcia, mostra a total harmonia do que Mises descrevera sobre o movimento juvenil de seu tempo e as agitações estudantis da década de 60. Ludwig von Mises não é um homem de seu tempo! Diria orgulhosamente Olavo de Carvalho.

Mas bem, o que reproduzo abaixo é uma citação do livro “Uma crítica ao Intervencionismo” do nobre estudioso. Este livro reúne uma série de artigos que destila uma árdua crítica ao intervencionismo econômico escritos na década de 20 e que tão caro tem custado a nós brasileiros.

Embora von Mises tenha escrito este livro no início do séc. XX e na Áustria, o fenômeno descrito por ele cabe perfeitamente para o Brasil de nossos dias. Senão vejamos:

“O mundo só pode manter a humanidade em prosperidade, como a tem mantido nas últimas décadas, se o homem trabalhar segundo a ordem capitalista. Só o capitalismo pode aumentar ainda mais a produtividade do trabalho. O fato da grande maioria das pessoas aderir a uma ideologia, que, por recusar a admitir isso, conduz a políticas que levam a uma redução da produtividade da mão-de-obra e ao consumo de capital, está na base da grande crise cultural que ora nos assola”

Meu Deus, isso foi escrito a 80 anos!! E nós brasileiros, vivemos exatamente este mal descrito por Mises na europa de seu tempo!

Enquanto isso no país do Carnaval ou do futuro, como falavam os antigos imigrantes europeus, vivemos em estado de aguda hipnóse que extirpa a capacidade dos indivíduos, quer dizer, dos cidadãos – para soar politicamente correto – de refletir e enxergar a origem de nosso atraso e subdesenvolvimento.

Se você não compreendeu a citação acima, então prezado leitor, você precisa urgentemente ler “O Imbecil Coletivo - Atualidades Inculturais Brasileiras” já indicado em outra oportunidade e vejo que continuarei a indicar insistentemente em virtude da grave febre intelectual que assolou a cultura nacional.

Depois que li este livro, pensei que essa complacência bovina frente o estado de coisas com que a sociedade, sobretudo a letrada, convive, seria um empurrão para longe das trevas em que inconscientemente este grupo encontra-se submerso. Entretanto, constatei empiricamente, que a gravidade da patologia denuciada tanto por Mises quanto por Olavo é muito maior que eu imaginava...

Eis o mal de nosso tempo e o diagnóstico de que minha geração não viverá a superação de nosso atraso político, econômico e social.

13 de jan. de 2003

No País dos Diplomas...


No país dos diplomas, até que enfim, para atuar como jornalista não é mais necessário um canudo que se compra nas universidades. A maior balela essa de que para ser eficiente ou um qualificado profissional é necessário ter diploma de jornalista, assim como de filósofo e economista, por exemplo. Não acredito que a faculdade de Economia garante o melhor conhecimento no assunto. Quem lê o Alceu Garcia sabe do que estou falando... Aliás, o nosso maior filósofo vivo hoje nunca cursou filosofia ou qualquer outro curso que seja. É um autodidata. Embora os "críticos" de Olavo de Carvalho afirmam falsamente por aí que ele é "auto-denominado filósofo". A saber: quem o condecorou como filósofo não foi ele, mas sim, a Academia Brasileira de Filosofia. Coitado, agora ele sofre as terríveis consequências de não ter sido sequer um estudante universitário de filosofia, ou pelo menos um bom marxista, ou discípulo de Sartre... Na "comunidade dos filósofos" brasileiros, pensar por si só, independentemente, é um insulto a inteligência dos demais.

Do Ponto Crítico de hoje:

JORNALISMO – Finalmente caiu a obrigatoriedade estúpida do diploma de Jornalismo para a obtenção do registro profissional no MT. Já não é sem tempo que é preciso acabar com cartórios neste país e a juíza que sentenciou a medida está de parabéns. Afinal, todo aquele que quiser usar o seu sagrado direito de se expressar ou se manifestar, precisa ser jornalista?. Precisa ter diploma? O curso de jornalismo forma pessoas para a prática de atividades do jornal, não para se manifestar. Os donos de um jornal precisam de pessoas com formação acadêmica para que possam fazer um bom jornal, não para que suas opiniões sejam melhores. As especificidades é que fazem o esclarecimento. É lógico que um médico, ou engenheiro, por exemplo, não estão aptos para dirigir uma área de jornalismo, mas estão aptos a escreverem artigos sobre suas experiências ou vontades. Coisas que o sindicato de jornalistas não percebeu desde que foi criado. E mais, quem deve gostar ou não das manifestações publicadas são os leitores, nunca os sindicatos.

11 de jan. de 2003

Um Blog muito Sério (prestando esclarecimentos)

Delfim Neto, o Keynesianismo e a Escola Austríaca

Estava conversando pelo ICQ com o Renan, meu amigo que ajudou a criar a Blog. Ele me falou que algumas pessoas lhe perguntavam por que eu era tão sério no Blog o que ficaria parecendo que sou um chato; que só fala em Economia etc, etc.

Então lhe falei que o propósito do blog era exatamente este: ser chato. Isto é, só falar em Economia, ou pelo menos na maioria dos posts. O que aliás, não discordo daqueles que acham chato um sujeito que fala de Economia o tempo todo. Sou um chato por excelência, portanto.

Aproveito então, para informar os caros leitores, que um Blog na internet foi a única alternativa (pois escrevo o que bem entendo e tem uma abrangência bastante ampla) para falar sobre o assunto que considero de distinta nobreza e que tanto me fascina. Portanto, peço excusas aos ilustres leitores que se depararem com tamanha chatice. Eu não obrigo ninguem a lê-lo. Quem o lê, faz por que gosta ou sei lá por que...

Por fim, pretendo comentar (assim que ler) a entrevista que Delfim Neto concedeu a revista Conjuntura Econômica, edição de dezembro passado, antes mesmo de receber o convite de Lula para participar de sua equipe econômica. Mas de imediato, já dá para adiantar, que sua entrevista de quatro páginas é uma babação em esperança na política econômica do Lulinha "paz e amor".

Outro ponto que me chamou a atenção - para não dizer um susto - foi a seguinte declaração do ilustre: "não se faz necessário a existência de poupança para gerar o crescimento". Essa tese é conhecida, não é nem uma novidade, aliás, J. M. Keynes é o grande culpado por essa insanidade teórica que levou a maioria das economias do pós-guerra a gerar impagáveis déficits públicos.

Delfim é um grande keynesiano, bem como 99% dos economistas brasileiros. Para se ter uma idéia, hoje a carga tributária brasileira que reflete absurdamente quase 40% da renda nacional, tem origem na delinquência keynesiana. Ela reza que o Estado todo poderoso deve "impulsionar" a economia, gerando crescimento, graças aos juros artificialmente baixos garantidos pelo Estado ou pela emissão de moeda papel protagonizada pelo mesmo. Essa medida inflaciona a economia gerando num primeiro momento uma sensação de bem-estar, mas os economistas devem prever que o que vem em seguida se tal desatino for levado adiante é uma lastimável estagnação econômica e tão logo a estagflação (depressão econômica com inflação), ou seja, o diabo.

Essas perversas conseqüências que leva uma nação a depressão não são previstas pela teoria keynesiana, que sinaliza com mais intervenção do Estado quando denota a trágica realidade que suas próprias mãos a conduziram. Essa nova intervenção Estatal que pretende "salvar" a economia, inevitavelmente, só agrava o problema ao invés de solucioná-lo.

O francês Frédéric Bastiat, outro economista praticamente desconhecido no Brasil e pelas declarações sou levado a intuir que Delfim também não o conhece, ensina que existe o bom e o mau economista pelo fato de que o mau economista enxerga apenas os efeitos que se vê de uma medida econômica (por exemplo os juros artificilamente baixos estabelecidos pelo Estado, sabe-se que num primeiro momento gera crescimento) e, por outro lado, o bom economista, que enxerga os efeitos que se vê, mas também enxerga aqueles que se devem prever (por exemplo, a suposição que o Estado permaneça com uma política monetária artificial, logo após ter-se-á um endividamento público crônico com efeito drástico sobre a sociedade). Este é o efeito que não se vê mas que deve-se prever pela boa teoria econômica. Tenho impressão que Delfim não conhece essa lição.

A Escola Austríaca foi a primeira a apresentar uma teoria fundamentada sobre o assunto (de maneira incompleta foi tratado acima). Mas bem, esse quesito é um assunto especial e caberá à um outro dia.

Enquanto isso, vamos ler a entrevista...

8 de jan. de 2003

O Essencial von Mises

Feita a leitura do livro “O essencial von Mises” farei, como prometido num dos posts anteriores, as considerações a respeito dele. Contudo limitar-me ei a falar mais incisivamente sobre o primeiro capítulo, o qual me chamou bastante a atenção.

Na verdade, “O essencal von Mises” é um livrinho com pouco mais de 50 páginas pertencente a Série “Pensamento Liberal”, editado pelo Instituto Liberal e pela José Olympo editora. O livro pode ser visualizado e comprado clicando aqui.

O autor do livro, Murray N. Rothbard, foi aluno de Ludwig von Mises na New York University e seguiu os passos de seu mestre, tornando-se um dos mais nobres representantes e defensores da Escola Austríaca de Economia. Rothbard, já de início, aborda a contribuição da Escola Austríaca para a teoria econômica. Apresenta-nos desde os erros crassos dos economistas clássicos (Smith, Ricardo, Stuart Mill), isto é, a teoria do valor-trabalho, bem como a sociedade formada por classes. O que culminou na direta ponte que permitiu a Marx edificar sua teoria do Capital com plena lógica frente aos escritos dos economistas que o antecederam.

Rothbard mostra-nos que a Escola Austríaca demostrou mais que satisfatoriamente a invalidade da tese clássica a respeito da formação do valor e dos preços com a elaboração da teoria do valor subjetivo marginal, mas lamentavelmente o marxismo estava impregnado no ambiente “científico” da época, não tomando conhecimento da contribuição dos austríacos para a ciência econômica. Infelizmente vivemos ainda hoje as conseqüências dessa falha dos clássicos, pois Karl Marx tendo derivado sua “teoria” a partir do postulado clássico ganhou notoriedade absoluta nos meios pensantes de sua época e infelizmente essa anomalia intelectual persiste até hoje.

Quem deu os primeiros passos acerca da teoria do valor subjetivo foi Karl Menger - fundador da Escola Austríaca - seguido de seu aluno Eugen von Böhm-Bawerk, os precursores da Escola Austríaca. O que M. Rothbard faz nos capítulos posteriores é introduzir o leitor, de forma sucinta, no universo teórico da contribuição de von Mises, desde sua teoria da moeda; do ciclo econômico; a sua batalha teórica no período entreguerra; a inédita análise sobre a impossibilidade econômica de uma economia socialista até a metodologia da Escola Austríaca fundamentada na ação humana manifestadas livremente pelos indivíduos através dos gostos e preferências que são subjetivos, pessoais e intransferíveis. Essa metodologia criada por von Mises é o que chamou de praxeologia: o estudo da ação humana.

O livro é uma ótima pedida para aqueles que ainda não tiveram contado com a contribuição dos teóricos austríacos e mais ainda para aqueles que nunca estudaram as letras econômicas, pois além de ser escrito com uma linguagem de fácil entendimento e acessível a qualquer leigo em economia, M. Rothbard, descrevendo a Escola Austríaca, elucida, portanto, a Economia como ela de fato é. Economia é o estudo da ação humana no mundo real, marcado pela escassez de recursos e pela incerteza dos agentes econômicos.

Aqueles que desejarem se aprofundar e ainda ir mais além na investigação a respeito dos pontos assinalados por Rothbard neste livro, não deixe de ler “Economia e Liberdade – A Escola Austríaca e a Economia Brasileira” do Ubiratan J. Iorio. Um refinado tratado (e muito bem escrito) sobre a contribuição dos "austríacos" para a ciência econômica. Infelizmente no Brasil esta escola ainda segue relegada ao opróbrio, não só pelo fato de ter sido efetivamente poucos aqueles que tiveram contato e que se deram o trabalho de estudá-la, mas também pela dominação esquerdista dos "centros do saber", que encontram-se comprometidos com anseios políticos ideológicos ante ao estudo sério da ciência que se presta a ensinar.

Enquanto isso, vivemos a hegemonia do keynesianismo e do marxismo nos meios letrados deste país, aliado a seus hediondos (de)efeitos sobre a economia do mundo real. É triste e lamentável. Assim sendo, a leitura dos livros citados acima se faz necessária e urgente, também por uma questão de higiene mental.

(Editado por Álvaro Pedreira de Cerqueira)


7 de jan. de 2003

Não poderia deixar de publicar aqui a coluna de hoje do jornalista Gilberto Simões Pires, cujo jornal virtual distribuido na internet sob sua responsabilidade é o que de melhor se escreve sobre Economia e Política nesta parte do mundo. Eis um trecho:

GOVERNO ZERO - Nunca vi tanto constrangimento. Quem critica ou não aprova o programa Fome Zero parece que é excomungado. Deixa de ser gente e passa a ser diabo. Lamentável, pois vai custar caro e não vai resolver. É passivo puro. É preciso ter alguma coragem para criticar e explicar que o alimento precisa ser conquistado. Até os nômades já sabiam disto. Com um pouco de compreensão já se identifica que diminuindo o valor dos impostos na mesma quantidade dos gastos que se propõe para tentar acabar com a fome, as coisas já melhoram numa proporção bem maior. A fome, só para lembrar, se repete a cada seis horas. E o trabalho remunerado é que permite a compra de alimentos para que ela seja satisfeita a cada período. Portanto, o que falta é trabalho. Trabalho, não necessariamente emprego. A compra do alimento estimula a auto-estima, é justo, honesto e soberano. Ganhar comida, ao contrário, desestimula, constrói desconfiança e torna fraco o indivíduo.

5 de jan. de 2003

Conduta Decente

Parabéns ao nosso governador aqui do RS que anuciou já de cara o corte de despesas do Estado falido que recebeste. Brilhante iniciativa. Que Deus continue lhe dando lucidez e coragem!

Outra atitude não menos digna de registro, foi a devolução do comando da Escola Tiradentes aos militares. Na era Olívio Dutra/Lucia Camini ela passou a ser comanda pelos revolucionários do governo do Estado. Ressuscita o elevado caráter daquele educandário, a exemplo de sua nobre história pelo distinto papel que tem cumprido na formação moral de seus alunos. É preciso desmarxizar o ensino e passar a educar.

Confesso que não esperava essas medidas da mais alta estirpe de sua parte. Neste sentido uma luz no fim do túnel começa a surgir. Espero que não seja um trem na contramão.

Pena não poder dizer o mesmo da turma que está lá no Planalto. Como diz o Nivaldo Cordeiro, "quem viver, chorará".

2 de jan. de 2003

Feliz Ano Novo

Eis a mensagem mais linda que recebi de Ano Novo que tem tudo a ver com este Blog e gostaria que vocês lessem.


FELIZ 2003!

Desejo a todos vocês, internautas amigos,
Aos que conheço pessoalmente
E aos que são apenas amigos "ciberespacianos"
Um Ano Novo com saúde e Paz.
Paz interior, Paz de Espírito, Paz de Cristo,
Paz simbolizada pelo branco, que nunca foi nem será vermelho,
Das estrelas da Bandeira Nacional.
Jamais conheci alguém com "medo de ser feliz".
Só que felicidade é um conceito abstrato, pessoal,
Subjetivo, intransferível, imensurável e indefinível.
Quero que cada um de vocês seja feliz à sua maneira,
De acordo com o que julgar ser a busca da felicidade.
Kant observou, com sua experiência e acuidade,
Que "ninguém pode nos obrigar a ser felizes à sua maneira".
E até Deus, até por ser Deus, nos deu o livre arbítrio.
Que os novos governantes tenham aprendido com a História
Que o fracasso total de todos os governos,
Tanto de esquerda como de direita,
Que tentaram impor ao povo o seu conceito de "felicidade",
Só pode ser explicado pela supressão das liberdades individuais.
Que os brasileiros jamais voltem a perder a sua liberdade,
seja ela econômica, de consciência, de credo, de pensamento
E de manifestar-se politicamente.
Porque só podemos ser felizes se tivermos liberdade!

Ubiratan Jorge Iorio